Várzea Grande
Vitória de Pivetta aumenta pressão e PL pode trocar comando em Mato Grosso
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A vitória de Otaviano Pivetta (Republicanos) no primeiro turno da eleição para o Governo de Mato Grosso pode provocar mudanças internas no PL estadual. Nos bastidores, cresce a possibilidade de Ananias Filho deixar a presidência da legenda, enquanto o nome de Odílio Balbinotti, primeiro suplente do senador eleito José Medeiros, passou a ser cotado para assumir o comando do partido.
O eventual afastamento de Ananias estaria relacionado ao desgaste acumulado durante a campanha. O dirigente adotou uma postura de defesa da candidatura de Wellington Fagundes, nome oficial do PL ao Governo, e entrou em confronto com integrantes da própria legenda que decidiram apoiar Pivetta.
Entre os casos que geraram maior tensão esteve o apoio declarado por prefeitos do PL ao governador. Ananias chegou a anunciar a abertura de procedimentos para avaliar a conduta de filiados que contrariaram a orientação partidária. Em setembro, ele afirmou que Flávia Moretti, Cláudio Ferreira e Sérgio Machnic poderiam ser alvo de medidas internas.
Cláudio, prefeito de Rondonópolis, chegou a ser retirado da presidência do diretório municipal do PL depois de declarar apoio a Pivetta. Na ocasião, Ananias classificou a atitude como uma traição ao partido e defendeu que o gestor deixasse a legenda.
A estratégia da direção estadual, porém, não se refletiu no resultado das urnas. Pivetta foi reeleito no primeiro turno com 60,77% dos votos válidos, enquanto Wellington terminou em segundo, com 23,19%. O resultado ampliou a avaliação, dentro do PL, de que a condução da campanha e o enfrentamento com lideranças municipais podem ter enfraquecido Ananias.
Apesar das especulações sobre uma mudança, Ananias fez um balanço positivo da eleição. Em declaração após a apuração, afirmou que o PL saiu do processo eleitoral “maior do que entrou” e disse considerar cumprida a missão de apresentar candidaturas e sustentar o projeto presidencial de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso.
Caso a mudança se confirme, Odílio Balbinotti surge como um dos principais nomes para assumir o diretório estadual. Primeiro suplente de José Medeiros no Senado, ele é apontado como alguém com articulação junto à direção nacional do PL e poderia conduzir uma reorganização da legenda após o resultado das urnas.
A eventual troca também colocaria o PL diante de uma nova etapa política em Mato Grosso, com a necessidade de recompor relações entre a direção estadual, prefeitos, parlamentares e lideranças que apoiaram projetos diferentes durante a eleição. Até o momento, contudo, não há confirmação oficial de que Ananias deixará o comando da sigla.
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Deputados de MT articulam apoio a Flávio e levam carta para Brasília
Uma articulação que reúne deputados estaduais de diferentes partidos de Mato Grosso formalizou, na quarta-feira (7), apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. O movimento é liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), e foi registrado em uma carta assinada pelos parlamentares.
O documento será levado a Brasília nesta quinta-feira (8), durante um encontro nacional do Podemos com lideranças e parlamentares eleitos. A entrega ficará sob responsabilidade do deputado federal eleito Coronel Roveri (Podemos), que participará da agenda com Flávio Bolsonaro.
Segundo Max Russi, cerca de 18 deputados já haviam manifestado intenção de aderir à iniciativa. O grupo reúne nomes de siglas como Podemos, PL, MDB, PSDB, Republicanos e União Brasil, em uma composição que os participantes classificaram como suprapartidária.
Além de declarar apoio ao candidato do PL, a carta apresenta uma série de pautas que os parlamentares consideram prioritárias para Mato Grosso e para o país. Entre elas estão redução da burocracia, responsabilidade fiscal, diminuição dos juros, segurança jurídica e redução dos custos para empreendedores.
O agronegócio também ocupa espaço central no documento. Os deputados defendem medidas relacionadas à proteção da propriedade rural e à regularização fundiária, tanto em áreas urbanas quanto rurais. A segurança jurídica no campo é apontada como uma das condições consideradas necessárias para garantir estabilidade à atividade produtiva.
Na área da segurança pública, o grupo propõe maior integração entre os governos estaduais e a União no enfrentamento da criminalidade. A carta também aborda o cenário econômico, citando o endividamento das famílias e a necessidade, segundo os signatários, de criar condições para ampliar investimentos e estimular a atividade empresarial.
A mobilização ocorre poucos dias depois do primeiro turno e em meio às articulações para a segunda etapa da disputa presidencial, marcada para 25 de outubro. Em Mato Grosso, lideranças políticas de diferentes partidos passaram a declarar apoio a Flávio após o resultado das urnas.
A iniciativa liderada por Max também se soma ao movimento nacional do Podemos, que reúne representantes estaduais em torno da candidatura do PL. A carta deverá ser apresentada oficialmente durante a agenda em Brasília.
Com a adesão de parlamentares de diferentes legendas, o grupo pretende ampliar a atuação política em favor da candidatura de Flávio durante o segundo turno, com mobilizações nos municípios, participação em eventos e divulgação do posicionamento nas redes sociais.
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