Várzea Grande
Várzea Grande homologa empresa responsável pela construção da nova maternidade municipal
Várzea Grande
Várzea Grande deu um passo histórico rumo à concretização da nova Maternidade Municipal, que será referência em saúde materno-infantil para Baixada Cuiabana. A Secretaria Municipal de Saúde homologou a empresa vencedora da licitação, a Lotufo Engenharia e Construções Ltda., que será responsável pela execução da obra orçada em R$ 49,5 milhões.
A unidade será construída no bairro Chapéu do Sol, em uma área de 53 mil m², e seguirá os padrões técnicos exigidos pelo Ministério da Saúde. O projeto contempla desde fundação, estrutura, climatização, gases medicinais e sistemas de combate a incêndio, até a urbanização, paisagismo e pavimentação externa, resultando em um complexo hospitalar moderno, seguro e humanizado.
Um projeto de futuro para mães e bebês
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a homologação representa a virada de chave para um sonho antigo da população várzea-grandense. “Essa maternidade vai mudar a história da saúde do nosso município. Estamos garantindo um espaço completo, moderno e humanizado, que vai oferecer dignidade às mães e segurança aos recém-nascidos. É uma conquista construída com muito trabalho técnico, superação de entraves legais e apoio institucional. Hoje, damos o passo definitivo para que essa obra saia do papel”, destacou a secretária.
Estrutura planejada para salvar vidas
O projeto prevê 127 leitos, distribuídos da seguinte forma:
• 10 de UTI Neonatal
• 10 de UTI Pediátrica
• 10 de UTI Materna
• Suítes de parto humanizado
• Central de parto normal
• Sala canguru
• Banco de leite humano
• Cartório civil integrado
• 3 salas cirúrgicas
• 2 salas de ultrassonografia
• Raio-X, tomografia, eletrocardiograma e tococardiograma
• Consultórios médicos e ambulatoriais
• Estrutura de observação, emergência e alto risco
Para o superintendente de Obras e Projetos da Secretaria Municipal de Saúde, Michael Alves, a maternidade foi pensada para atender às demandas presentes e futuras da cidade. “Cada detalhe do projeto foi desenhado para garantir funcionalidade, conforto e tecnologia. Estamos falando de uma obra que coloca Várzea Grande em outro patamar de atendimento materno-infantil. Será um hospital completo, do pré-natal ao pós-parto, com suporte intensivo para casos de alta complexidade”, explicou.
Superando obstáculos
A construção da maternidade só foi possível após a aprovação unânime da Câmara de Vereadores do município a doação de um terreno de 33 mil m² no bairro Chapéu do Sol. Antes, a área prevista para a obra era de 25 mil m², mas parte foi identificada como Área de Preservação Permanente (APP). Com o apoio da iniciativa privada e a doação complementar da empresa Ductievicz Incorporadora Ltda., o município conseguiu regularizar a área e garantir segurança jurídica para o investimento.
Além disso, a equipe técnica da secretaria conseguiu superar entraves burocráticos, como a retirada da cláusula suspensiva junto à Caixa Econômica Federal e a regularização do projeto no sistema TransfereGov, assegurando a utilização dos recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no valor de R$ 50 milhões.
Estrutura atual não comporta a demanda
Atualmente, a rede municipal conta apenas com a Rede Cegonha, que dispõe de 27 leitos de alojamento conjunto, duas salas de parto normal, duas salas de cirurgia e não possui UTI Neonatal. A falta dessa estrutura faz com que muitos recém-nascidos em estado grave precisem ser transferidos para o Pronto-Socorro ou outras unidades de referência.
A nova maternidade vai preencher essa lacuna, ampliando em mais de quatro vezes a capacidade instalada e oferecendo suporte integral para mães e bebês.
Um marco para Várzea Grande
Com a homologação concluída e a empresa contratada, a expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é de que as obras tenham início ainda este ano.
Várzea Grande
Abilio provoca universitários e professores e diz que ajudam campanha de Flávio
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), direcionou críticas a estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) durante o lançamento da Casa 22, realizado na terça-feira (13), na capital. No evento de mobilização em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o prefeito usou provocações para se referir a grupos ligados à esquerda.
Ao desafiar integrantes das universidades públicas a fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Abilio mencionou maconha, cocaína e a imagem do revolucionário Che Guevara.
“Vai com o seu baseado, com suas drogas, vai com a maconha, vai com a cocaína, vai com a camisa do Che Guevara, vai com toda a porcaria que tá instalada dentro das nossas universidades públicas, às ruas pedir voto”, declarou.
Na sequência, o prefeito afirmou que manifestações de estudantes e professores identificados com a esquerda poderiam acabar favorecendo a candidatura adversária.
“Esses alunos, esses professores militantes são os melhores cabos eleitorais para o Flávio Bolsonaro”, disse.
A fala ocorreu em meio à articulação de lideranças políticas e apoiadores da direita para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso no segundo turno. A Casa 22 foi organizada em Cuiabá para concentrar atividades e mobilizações da campanha no estado.
Durante o discurso, Abilio também abordou questões relacionadas à segurança pública, mencionando integrantes de facções criminosas e ameaças contra lideranças religiosas. Na ocasião, defendeu que pessoas envolvidas nessas situações não contem com apoio do governo estadual e citou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito que, segundo ele, teria feito ameaças.
O prefeito ainda pediu empenho dos apoiadores para ampliar a votação do candidato do PL em Mato Grosso. Na avaliação dele, o estado poderia contribuir com mais 200 mil votos no segundo turno. “Cada voto conta”, afirmou, ao estimar que a diferença nacional entre Flávio Bolsonaro e Lula poderia ficar entre 2 milhões e 3 milhões de votos.
As declarações ampliam o tom de confronto político adotado por Abilio contra setores ligados à esquerda e às universidades públicas durante a campanha presidencial. O evento reuniu apoiadores e lideranças alinhadas ao PL em torno da estratégia de mobilização eleitoral no estado.
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