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Várzea Grande concentra vagas em áreas operacionais e construção civil

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Várzea Grande concentra, nesta semana, a maior parte das vagas de emprego em funções operacionais e na construção civil. Das 144 oportunidades ofertadas pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine-VG), 70 estão nessas áreas, que englobam atividades como produção, logística, manutenção e obras — geralmente com menor exigência de escolaridade e maior oferta de postos.

De acordo com o coordenador do Sine-VG, Fabio Silva, entre as principais funções disponíveis estão auxiliar de linha de produção, auxiliar operacional de logística, pedreiro, montador de estrutura metálica, jardineiro e balanceiro.

“O balanceiro é o profissional responsável por operar balanças industriais, principalmente para pesar cargas de caminhões e mercadorias. É uma função essencial para empresas de transporte, armazéns e indústrias”, explica.

O coordenador destaca ainda que o Sine utiliza a plataforma SIGA SINE para organizar as vagas e os atendimentos. Por meio do sistema, são cadastrados os dados de trabalhadores e empresas, permitindo o cruzamento de perfis com as oportunidades disponíveis.

“Quando a pessoa procura o Sine, suas informações são registradas no sistema, que identifica as vagas compatíveis e realiza o encaminhamento para entrevistas”, detalha.

O Sine de Várzea Grande é vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo e conta com dois pontos de atendimento presencial: no bairro Cristo Rei, junto ao Ganha Tempo, e no segundo andar do Várzea Grande Shopping, no Centro de Cidadania.

Além do atendimento presencial, os interessados podem consultar as vagas no site da Prefeitura de Várzea Grande (www.varzeagrande.mt.gov.br), no ícone “Trabalha VG”.

Confira as vagas disponíveis nesta semana: ajudante de manobrista (01), ajudante de obras (07), apropriador de mão de obra (01), auxiliar de expedição (02), auxiliar de linha de produção (17), auxiliar operacional de logística (15), balanceiro (13), chefe de serviços de limpeza (01), comprador (01), consultor de vendas (01), controlador de pragas (03), eletricista (06), empacotador (03), encarregado de manutenção (03), farmacêutico (01), jardineiro (10), mecânico de manutenção de aparelhos de refrigeração (05), mecânico de manutenção de máquina industrial (01), mecânico de manutenção e instalação elétrica (01), montador de estrutura metálica (10), oficial de manutenção (04), oficial de manutenção civil (05), operador de fundição (01), operador de máquina de dobrar chapas (01), operador de máquina de construção civil e mineração (07), pedreiro (10), soldador (06), técnico de edificações (01) e vendedor interno (07).

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Entre lágrimas, abraços e esperança: Histórias de quem dedica a vida ao cuidado da população

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“Eu saí no quintal para chorar”. A frase simples, dita pela Agente Comunitária de Saúde, Francisca dos Santos Barata, carrega quase duas décadas de dedicação ao cuidado com o próximo. Aos 70 anos, Francisca revive na memória uma das cenas mais marcantes da sua trajetória: a visita a uma moradora encontrada debilitada, sozinha, desidratada e tomada por piolhos dentro da própria casa, na região do Capão Grande.
Agente Comunitária de Saúde da Unidade Maria José Pedrosa, do bairro Capão Grande, desde 2007, Francisca lembra que, ao ver a situação da paciente, sentiu o coração apertar. Voltou ao local junto com a enfermeira-chefe da unidade, e juntas, iniciaram um verdadeiro mutirão de cuidado humano. Deram banho na paciente, limparam a casa, providenciaram roupas e lençóis e passaram a acompanhá-la constantemente.
“Eu peguei roupa da minha casa para ajudar ela. A gente acompanhava, fazia visitas, conversava. Ela estava em depressão por problemas familiares”, relembra emocionada.
O cuidado contínuo mudou a vida da moradora, que conseguiu superar o quadro de abandono e reconstruir a própria história. Hoje vivendo no Rio Grande do Sul, ela mantém contato frequente com Francisca e costuma repetir uma frase que emociona a agente até hoje: “Se não fosse você, eu não estaria viva”.
Histórias como essas mostram que a rotina dos agentes vai muito além das visitas domiciliares. É um trabalho silencioso, diário e profundamente humano.
CATEGORIA VALORIZADA – No último dia 25, a Prefeitura realizou a posse de 48 Agentes de Combate às Endemias e de 86 Agentes Comunitários de Saúde. A efetivação dos profissionais foi possível após uma articulação inédita conduzida pela prefeita Flávia Moretti (PL), junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que autorizou a incorporação dos ACS e ACE ao regime estatutário, tornando Várzea Grande o primeiro município do estado a cumprir a Lei Federal nº 14.536/2023 e servindo de referência na valorização e reconhecimento desses profissionais.
Entre os profissionais empossados também estava Suzana Nádia Romão, Agente de Combate às Endemias que iniciou a carreira aos 19 anos e hoje soma 24 anos de atuação. “É um momento de vitória, inexplicável, sem palavras. Só quero agradecer”, disse emocionada durante a cerimônia.
Mas foi ao lembrar de uma história vivida há 16 anos que Suzana traduziu o tamanho do vínculo criado com a comunidade ao longo da profissão.
Ela conta que uma colega de trabalho havia sido vítima de feminicídio. A notícia se espalhou rapidamente e chegou até uma antiga área onde Suzana atuava. No horário de almoço, uma moradora apareceu desesperada na frente da casa dela, pedalando uma bicicleta.
“Ela gritava no meu portão. Quando eu apareci, ela jogou a bicicleta no chão e veio me abraçar com as mãos tremendo, geladas. Ela dizia: ‘Ô minha baixinha, não foi você? Achei que era você que aquele homem tinha matado’”, relembra.
Naquele instante, Suzana chorou junto com a moradora. “Ali eu tive a confirmação de que estava exercendo a profissão que Deus preparou para mim. Eu percebi que estava deixando um legado por onde passava, criando vínculos não só profissionais, mas humanos”, disse.
As histórias de Francisca e de Suzana representam a realidade de centenas de agentes que enfrentam sol, chuva, distância e dores sociais diariamente para garantir dignidade, prevenção e acolhimento à população.
Mais do que profissionais da saúde pública, eles se tornaram presença constante na vida de milhares de famílias — muitas vezes sendo o primeiro abraço, o primeiro cuidado e a primeira esperança dentro de uma casa que não é a deles.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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