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Ultrassom Morfológico garante acompanhamento detalhado da gestação e do bebê em Várzea Grande

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A principal finalidade do exame é identificar alterações estruturais e acompanhar o desenvolvimento do bebê, já que o exame de imagem permite uma análise minuciosa dos órgãos, membros e estruturas do feto, revelando condições que não seriam visíveis em um ultrassom comum

A oferta do serviço de ultrassonografia morfológica no Hospital e Maternidade Municipal de Várzea Grande ‘Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo’, conhecido como Rede Cegonha, em fazendo história e assegurado às gestantes do Município um acompanhamento mais seguro e preciso durante o pré-natal.

O exame morfológico, considerado um dos mais importantes da gestação e passou a ser ofertado logo no início da atual gestão. Ainda em fevereiro, uma longa fila de espera existia em Várzea Grande pelo procedimento, que quando surgia vaga, era realizado em Cuiabá. Agora na Rede Cegonha, o ultrassom – totalmente gratuito é realizado em dois momentos: entre a 11ª e a 14ª semana (primeiro trimestre) e entre a 22ª e a 24ª semana (segundo trimestre).

No primeiro trimestre, o ultrassom morfológico analisa a morfologia fetal e rastreia riscos de síndromes genéticas, avaliando translucência nucal, osso nasal, ducto venoso e outros marcadores. Nessa etapa, já é possível detectar cerca de 40% das malformações, além de confirmar a idade gestacional. Atualmente está sendo realizada da rede Cegonha o exame do 2º trimestre de gestação. O do 1º deve iniciar em outubro após uma adequação no sistema.

De acordo com a médica Gilda Pacheco, especialista em diagnóstico por imagem, a principal finalidade do exame é identificar alterações estruturais e acompanhar o desenvolvimento do bebê. “O ultrassom morfológico permite uma análise minuciosa dos órgãos, membros e estruturas do feto, revelando condições que não seriam visíveis em um ultrassom comum”, explica.

Diferença entre o ultrassom comum e o morfológico

Enquanto o ultrassom tradicional fornece imagens gerais e medições básicas, o morfológico vai além, avaliando com profundidade órgãos como coração, cérebro, rins, pulmões e coluna vertebral, além da formação dos membros, da placenta e do líquido amniótico.

Esse detalhamento possibilita a detecção precoce de doenças e malformações, como cardiopatias, defeitos do tubo neural e alterações nos sistemas nervoso, digestivo e urinário.

“Com essas informações, podemos planejar o acompanhamento adequado e, se necessário, encaminhar a gestante ao ambulatório de alto risco, garantindo um pré-natal mais seguro e o preparo correto para o parto”, reforça Gilda.

Atendimento humanizado e ágil

Com a retomada do serviço, as gestantes não enfrentam mais fila de espera. Durante a consulta de pré-natal, com médico da família, ele já solicita o exame, as atendentes da unidade de saúde já disponibilizam no Sisreg e a equipe entra em contato com a gestante para agendar o exame. Por isso, é importante estar com os dados do cartão do SUS atualizado.

Os atendimentos ocorrem todos os sábados, com equipamentos de última geração e sob a condução da própria doutora Gilda Pacheco, reconhecida pela excelência técnica e pela abordagem acolhedora e humanizada.

Para a coordenadora da maternidade, Débora Gusmão, a iniciativa representa um marco para a saúde da mulher no Município.

“O ultrassom morfológico é essencial para garantir o diagnóstico precoce de algumas patologias fetais e, dessa maneira, o pré-natal resguarda um melhor seguimento fetal. Nosso compromisso é oferecer um atendimento de qualidade e próximo das gestantes, para que se sintam seguras em todas as etapas da gravidez.”

Histórias que emocionam

O serviço de ultrassonografia morfológica da Rede Cegonha tem transformado o acompanhamento da gestação e trazido segurança para mães em diferentes momentos da vida.

Elta Ferreira da Costa, de 37 anos, moradora do Jardim das Oliveiras, está vivendo sua quinta gestação e será mãe novamente em janeiro. Elta conta que essa é a primeira vez que realiza o exame morfológico.

“Nunca tinha feito esse tipo de ultrassom antes. Fiquei impressionada com a quantidade de detalhes que ele mostra. Dá mais segurança para mim e para o bebê”, afirma Elta.

Já a jovem Vanessa Aniele, de 23 anos, vive sua primeira gestação e se prepara para receber uma menina. Mãe solo, ela está sendo acompanhada pela equipe da Unidade de Saúde do Vila Arthur e realizou o exame com 22 semanas de gestação.

“Estou ansiosa, mas feliz. Quero tentar o parto normal e fazer tudo da melhor forma possível para a minha filha”, conta Vanessa.

Outra história que mostra o impacto do serviço é a de Mayara Miranda, de 19 anos, que também está grávida pela primeira vez. Com 11 semanas de gestação, ainda não sabe o sexo do bebê, mas já planeja o chá revelação e confessa que acredita que será um menino. Ela comenta que ficou ansiosa com o exame por não saber ao certo como é, mas está fazendo certinho o pré-natal.

“É o primeiro neto, então todo mundo está muito feliz e ansioso. Que médica atenciosa. Explicou tudinho do meu bebê. Amei! O exame ajuda a gente a acompanhar cada detalhe do desenvolvimento do bebê”, celebrou.

Exame seguro e acessível

O ultrassom morfológico é totalmente seguro, não invasivo e não apresenta riscos à mãe ou ao bebê. Sua duração varia entre 30 e 60 minutos, dependendo da posição fetal e da complexidade de cada caso. Geralmente não há necessidade de preparo, embora, em situações específicas, o médico possa recomendar ingestão de líquidos para melhorar a qualidade das imagens.

Números e impacto positivo

Desde a retomada do serviço, cerca de 100 exames já foram realizados. Para Gilda Pacheco, esse acompanhamento precoce pode fazer toda a diferença:

“O diagnóstico antecipado é fundamental. Quanto antes identificamos uma alteração, mais rápido conseguimos intervir e assegurar o bem-estar da mãe e do bebê.”

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca o impacto da iniciativa. “Nosso objetivo é oferecer um pré-natal completo, com todos os recursos necessários para proteger a saúde materno-infantil. A volta do ultrassom morfológico na Rede Cegonha é mais um avanço na assistência às gestantes de Várzea Grande.”

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Entre lágrimas, abraços e esperança: Histórias de quem dedica a vida ao cuidado da população

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“Eu saí no quintal para chorar”. A frase simples, dita pela Agente Comunitária de Saúde, Francisca dos Santos Barata, carrega quase duas décadas de dedicação ao cuidado com o próximo. Aos 70 anos, Francisca revive na memória uma das cenas mais marcantes da sua trajetória: a visita a uma moradora encontrada debilitada, sozinha, desidratada e tomada por piolhos dentro da própria casa, na região do Capão Grande.
Agente Comunitária de Saúde da Unidade Maria José Pedrosa, do bairro Capão Grande, desde 2007, Francisca lembra que, ao ver a situação da paciente, sentiu o coração apertar. Voltou ao local junto com a enfermeira-chefe da unidade, e juntas, iniciaram um verdadeiro mutirão de cuidado humano. Deram banho na paciente, limparam a casa, providenciaram roupas e lençóis e passaram a acompanhá-la constantemente.
“Eu peguei roupa da minha casa para ajudar ela. A gente acompanhava, fazia visitas, conversava. Ela estava em depressão por problemas familiares”, relembra emocionada.
O cuidado contínuo mudou a vida da moradora, que conseguiu superar o quadro de abandono e reconstruir a própria história. Hoje vivendo no Rio Grande do Sul, ela mantém contato frequente com Francisca e costuma repetir uma frase que emociona a agente até hoje: “Se não fosse você, eu não estaria viva”.
Histórias como essas mostram que a rotina dos agentes vai muito além das visitas domiciliares. É um trabalho silencioso, diário e profundamente humano.
CATEGORIA VALORIZADA – No último dia 25, a Prefeitura realizou a posse de 48 Agentes de Combate às Endemias e de 86 Agentes Comunitários de Saúde. A efetivação dos profissionais foi possível após uma articulação inédita conduzida pela prefeita Flávia Moretti (PL), junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que autorizou a incorporação dos ACS e ACE ao regime estatutário, tornando Várzea Grande o primeiro município do estado a cumprir a Lei Federal nº 14.536/2023 e servindo de referência na valorização e reconhecimento desses profissionais.
Entre os profissionais empossados também estava Suzana Nádia Romão, Agente de Combate às Endemias que iniciou a carreira aos 19 anos e hoje soma 24 anos de atuação. “É um momento de vitória, inexplicável, sem palavras. Só quero agradecer”, disse emocionada durante a cerimônia.
Mas foi ao lembrar de uma história vivida há 16 anos que Suzana traduziu o tamanho do vínculo criado com a comunidade ao longo da profissão.
Ela conta que uma colega de trabalho havia sido vítima de feminicídio. A notícia se espalhou rapidamente e chegou até uma antiga área onde Suzana atuava. No horário de almoço, uma moradora apareceu desesperada na frente da casa dela, pedalando uma bicicleta.
“Ela gritava no meu portão. Quando eu apareci, ela jogou a bicicleta no chão e veio me abraçar com as mãos tremendo, geladas. Ela dizia: ‘Ô minha baixinha, não foi você? Achei que era você que aquele homem tinha matado’”, relembra.
Naquele instante, Suzana chorou junto com a moradora. “Ali eu tive a confirmação de que estava exercendo a profissão que Deus preparou para mim. Eu percebi que estava deixando um legado por onde passava, criando vínculos não só profissionais, mas humanos”, disse.
As histórias de Francisca e de Suzana representam a realidade de centenas de agentes que enfrentam sol, chuva, distância e dores sociais diariamente para garantir dignidade, prevenção e acolhimento à população.
Mais do que profissionais da saúde pública, eles se tornaram presença constante na vida de milhares de famílias — muitas vezes sendo o primeiro abraço, o primeiro cuidado e a primeira esperança dentro de uma casa que não é a deles.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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