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Secretário de Serviços Públicos afirma que mudanças na limpeza urbana trouxeram mais eficiência na prestação de serviços em Várzea Grande

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O secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Scarton, afirmou que as mudanças no contrato e na empresa prestadora de serviços tornaram a limpeza urbana mais eficiente, com aumento no número de trabalhadores nas ruas. As declarações foram feitas durante sessão na Câmara Municipal, nesta terça-feira (14).

Gerson respondeu aos questionamentos dos parlamentares e ouviu as demandas da sociedade. Segundo o secretário, a empresa anterior não cumpria o contrato nem as convenções coletivas da categoria, além de não prestar o serviço conforme o acordo estabelecido.

A empresa anterior contava com cerca de 90 funcionários, enquanto a atual prestadora já ultrapassa 120 trabalhadores. Diante disso, a Prefeitura rescindiu o contrato e realizou uma contratação emergencial, garantindo o princípio da continuidade do serviço público.

“A antiga empresa recebia por hora trabalhada; hoje, a nova contratada recebe por metro quadrado, ou seja, por produção. Com isso, passamos a pagar efetivamente pelo serviço prestado e pela eficiência da empresa. Mesmo com as dificuldades e com o período chuvoso, que aumenta a demanda por limpeza, melhoramos a eficiência na prestação do serviço”, afirmou Scarton.

“Melhoramos muito. Infelizmente, ficamos um período contando apenas com os trabalhadores próprios da Prefeitura, pois a empresa estava em fase de contratação de funcionários, o que acabou acumulando serviços. Em breve, estaremos com tudo regularizado. Sabemos que ainda não está perfeito, por isso conto com a colaboração dos munícipes, vereadores e de todos para fiscalizar os serviços da Secretaria. As reclamações ainda existem, mas houve melhora, e estamos tendo um saldo positivo”, completou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Entre lágrimas, abraços e esperança: Histórias de quem dedica a vida ao cuidado da população

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“Eu saí no quintal para chorar”. A frase simples, dita pela Agente Comunitária de Saúde, Francisca dos Santos Barata, carrega quase duas décadas de dedicação ao cuidado com o próximo. Aos 70 anos, Francisca revive na memória uma das cenas mais marcantes da sua trajetória: a visita a uma moradora encontrada debilitada, sozinha, desidratada e tomada por piolhos dentro da própria casa, na região do Capão Grande.
Agente Comunitária de Saúde da Unidade Maria José Pedrosa, do bairro Capão Grande, desde 2007, Francisca lembra que, ao ver a situação da paciente, sentiu o coração apertar. Voltou ao local junto com a enfermeira-chefe da unidade, e juntas, iniciaram um verdadeiro mutirão de cuidado humano. Deram banho na paciente, limparam a casa, providenciaram roupas e lençóis e passaram a acompanhá-la constantemente.
“Eu peguei roupa da minha casa para ajudar ela. A gente acompanhava, fazia visitas, conversava. Ela estava em depressão por problemas familiares”, relembra emocionada.
O cuidado contínuo mudou a vida da moradora, que conseguiu superar o quadro de abandono e reconstruir a própria história. Hoje vivendo no Rio Grande do Sul, ela mantém contato frequente com Francisca e costuma repetir uma frase que emociona a agente até hoje: “Se não fosse você, eu não estaria viva”.
Histórias como essas mostram que a rotina dos agentes vai muito além das visitas domiciliares. É um trabalho silencioso, diário e profundamente humano.
CATEGORIA VALORIZADA – No último dia 25, a Prefeitura realizou a posse de 48 Agentes de Combate às Endemias e de 86 Agentes Comunitários de Saúde. A efetivação dos profissionais foi possível após uma articulação inédita conduzida pela prefeita Flávia Moretti (PL), junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que autorizou a incorporação dos ACS e ACE ao regime estatutário, tornando Várzea Grande o primeiro município do estado a cumprir a Lei Federal nº 14.536/2023 e servindo de referência na valorização e reconhecimento desses profissionais.
Entre os profissionais empossados também estava Suzana Nádia Romão, Agente de Combate às Endemias que iniciou a carreira aos 19 anos e hoje soma 24 anos de atuação. “É um momento de vitória, inexplicável, sem palavras. Só quero agradecer”, disse emocionada durante a cerimônia.
Mas foi ao lembrar de uma história vivida há 16 anos que Suzana traduziu o tamanho do vínculo criado com a comunidade ao longo da profissão.
Ela conta que uma colega de trabalho havia sido vítima de feminicídio. A notícia se espalhou rapidamente e chegou até uma antiga área onde Suzana atuava. No horário de almoço, uma moradora apareceu desesperada na frente da casa dela, pedalando uma bicicleta.
“Ela gritava no meu portão. Quando eu apareci, ela jogou a bicicleta no chão e veio me abraçar com as mãos tremendo, geladas. Ela dizia: ‘Ô minha baixinha, não foi você? Achei que era você que aquele homem tinha matado’”, relembra.
Naquele instante, Suzana chorou junto com a moradora. “Ali eu tive a confirmação de que estava exercendo a profissão que Deus preparou para mim. Eu percebi que estava deixando um legado por onde passava, criando vínculos não só profissionais, mas humanos”, disse.
As histórias de Francisca e de Suzana representam a realidade de centenas de agentes que enfrentam sol, chuva, distância e dores sociais diariamente para garantir dignidade, prevenção e acolhimento à população.
Mais do que profissionais da saúde pública, eles se tornaram presença constante na vida de milhares de famílias — muitas vezes sendo o primeiro abraço, o primeiro cuidado e a primeira esperança dentro de uma casa que não é a deles.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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