Várzea Grande

‘Saúde na Estrada’ leva atendimento e cuidado aos caminhoneiros na Rodovia dos Imigrantes

Publicado em

Várzea Grande

Ação foi elogiada pelos caminhoneiros que estavam trafegando por Várzea Grande, na noite de ontem, e tiveram a oportunidade de cuidar um pouquinho da saúde

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Programa Saúde do Homem, realizou na noite de ontem (19), uma edição do projeto ‘Saúde na Estrada’, levando atendimento e acolhimento aos motoristas que passam pela Rodovia dos Imigrantes. A ação, no posto Miriam 2, ofereceu diversos serviços, como aferição de pressão arterial, testes rápidos de hepatite B e C, sífilis, glicemia capilar, vacinação contra a gripe e distribuição de preservativos para os caminhoneiros. Hoje (20), a equipe da saúde estará novamente com a ação.

Coordenado por Roseli Alves, o projeto acontece uma vez por ano e tem como objetivo cuidar da saúde desses profissionais que passam longos períodos longe de casa e são fundamentais para o desenvolvimento da economia do país.

Para muitos motoristas, iniciativas como essas têm sido essenciais para a prevenção de doenças e o acompanhamento da saúde. O caminhoneiro Almir Pietsch, de 61 anos, natural de Tangará da Serra, transporta grãos de Rondonópolis a Miritituba (PA) e passa, em média, 20 dias na estrada. Foi durante uma ação como essa que ele descobriu que tinha pressão alta.

“Se não fosse por uma campanha assim, talvez eu nem soubesse que tinha problema. Assim que cheguei na cidade, procurei um cardiologista e comecei o tratamento. Hoje tomo os medicamentos direitinho e consigo controlar a pressão”, contou Almir.

O motorista Ítalo Arantes, de 31 anos, que há 12 anos trabalha com transporte rodoviário, também comemorou a iniciativa. Natural de Mirassol D’Oeste, ele transporta ovos para o Acre e destacou que há muito tempo não via uma ação voltada à categoria. “É muito importante. A gente passa tanto tempo na estrada que acaba deixando a saúde de lado. Quando encontramos um projeto assim, nos sentimos cuidados.”

Para o caminhoneiro André Luiz Pereira, de 41 anos, de Várzea Grande, e faz o trecho até Porto Velho – transportando ração para cães – esse tipo de atendimento faz diferença no dia a dia. “A gente quase não tem tempo de procurar médico. Então, quando a saúde vem até nós, facilita demais.”

Já Alcian Nobre, de 37 anos, natural do Acre, que estava a caminho do Rio de Janeiro transportando madeira, também elogiou a ação. “Na correria da estrada, muitas vezes deixamos de cuidar da gente. Essas campanhas nos fazem parar um pouco e olhar para a saúde. É gratificante.”

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que continuará investindo em projetos como o ‘Saúde na Estrada’, garantindo mais acesso, acolhimento e prevenção para quem passa grande parte da vida sobre as rodovias.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Várzea Grande

Entre lágrimas, abraços e esperança: Histórias de quem dedica a vida ao cuidado da população

Publicados

em

“Eu saí no quintal para chorar”. A frase simples, dita pela Agente Comunitária de Saúde, Francisca dos Santos Barata, carrega quase duas décadas de dedicação ao cuidado com o próximo. Aos 70 anos, Francisca revive na memória uma das cenas mais marcantes da sua trajetória: a visita a uma moradora encontrada debilitada, sozinha, desidratada e tomada por piolhos dentro da própria casa, na região do Capão Grande.
Agente Comunitária de Saúde da Unidade Maria José Pedrosa, do bairro Capão Grande, desde 2007, Francisca lembra que, ao ver a situação da paciente, sentiu o coração apertar. Voltou ao local junto com a enfermeira-chefe da unidade, e juntas, iniciaram um verdadeiro mutirão de cuidado humano. Deram banho na paciente, limparam a casa, providenciaram roupas e lençóis e passaram a acompanhá-la constantemente.
“Eu peguei roupa da minha casa para ajudar ela. A gente acompanhava, fazia visitas, conversava. Ela estava em depressão por problemas familiares”, relembra emocionada.
O cuidado contínuo mudou a vida da moradora, que conseguiu superar o quadro de abandono e reconstruir a própria história. Hoje vivendo no Rio Grande do Sul, ela mantém contato frequente com Francisca e costuma repetir uma frase que emociona a agente até hoje: “Se não fosse você, eu não estaria viva”.
Histórias como essas mostram que a rotina dos agentes vai muito além das visitas domiciliares. É um trabalho silencioso, diário e profundamente humano.
CATEGORIA VALORIZADA – No último dia 25, a Prefeitura realizou a posse de 48 Agentes de Combate às Endemias e de 86 Agentes Comunitários de Saúde. A efetivação dos profissionais foi possível após uma articulação inédita conduzida pela prefeita Flávia Moretti (PL), junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que autorizou a incorporação dos ACS e ACE ao regime estatutário, tornando Várzea Grande o primeiro município do estado a cumprir a Lei Federal nº 14.536/2023 e servindo de referência na valorização e reconhecimento desses profissionais.
Entre os profissionais empossados também estava Suzana Nádia Romão, Agente de Combate às Endemias que iniciou a carreira aos 19 anos e hoje soma 24 anos de atuação. “É um momento de vitória, inexplicável, sem palavras. Só quero agradecer”, disse emocionada durante a cerimônia.
Mas foi ao lembrar de uma história vivida há 16 anos que Suzana traduziu o tamanho do vínculo criado com a comunidade ao longo da profissão.
Ela conta que uma colega de trabalho havia sido vítima de feminicídio. A notícia se espalhou rapidamente e chegou até uma antiga área onde Suzana atuava. No horário de almoço, uma moradora apareceu desesperada na frente da casa dela, pedalando uma bicicleta.
“Ela gritava no meu portão. Quando eu apareci, ela jogou a bicicleta no chão e veio me abraçar com as mãos tremendo, geladas. Ela dizia: ‘Ô minha baixinha, não foi você? Achei que era você que aquele homem tinha matado’”, relembra.
Naquele instante, Suzana chorou junto com a moradora. “Ali eu tive a confirmação de que estava exercendo a profissão que Deus preparou para mim. Eu percebi que estava deixando um legado por onde passava, criando vínculos não só profissionais, mas humanos”, disse.
As histórias de Francisca e de Suzana representam a realidade de centenas de agentes que enfrentam sol, chuva, distância e dores sociais diariamente para garantir dignidade, prevenção e acolhimento à população.
Mais do que profissionais da saúde pública, eles se tornaram presença constante na vida de milhares de famílias — muitas vezes sendo o primeiro abraço, o primeiro cuidado e a primeira esperança dentro de uma casa que não é a deles.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA