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DAE-VG detalha medidas do decreto de calamidade pública e anuncia ações emergenciais contra crise hídrica

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O Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) realizou, na última sexta-feira (24), uma coletiva de imprensa para apresentar as medidas previstas no Decreto de Calamidade Pública decretado pela Prefeitura devido à crise hídrica que afeta diversos bairros do município. O encontro foi conduzido pelo presidente da autarquia, Coronel Zilmar Dias, com a presença do vice-prefeito Tião da Zaeli.

Durante a coletiva, o presidente destacou a necessidade de ampliação do número de servidores, para melhorar o atendimento à população e garantir maior eficiência nas ações de manutenção e reparo das redes. “Precisamos fortalecer o quadro funcional para padronizar os serviços e dar uma resposta mais rápida à comunidade”, afirmou Zilmar.

Entre as medidas emergenciais apresentadas estão a locação de bombas de captação e operação, a aquisição de caminhões-pipa e a substituição de redes deterioradas, consideradas os principais pontos críticos do sistema. O decreto também facilita processos de compra e contratação, permitindo agilidade na aquisição de insumos e equipamentos necessários às operações.

Zilmar destacou ainda a importância de projetos estruturais já em andamento, como o da ETA Imigrantes, que vai interligar bairros como São Simão e Paiaguás, ampliando a capacidade de distribuição de água na região.

O presidente enfatizou que o DAE-VG buscará apoio financeiro dos governos municipal, estadual e federal, além de parlamentares, para garantir recursos que viabilizem as ações emergenciais e estruturais. Ele lembrou que a crise no abastecimento é um problema histórico de mais de 40 anos e que a atual gestão está empenhada em mudar esse cenário.

Outro ponto abordado foi a situação do sistema de esgoto, que também precisa de atenção e investimentos. Durante a coletiva, foi mencionada ainda a campanha de regularização de débitos, com descontos de até 90% em multas e juros, para estimular a população a quitar pendências e fortalecer a arrecadação da autarquia.

O decreto tem validade de 180 dias, período em que o DAE-VG pretende intensificar as ações de combate à falta de água e vazamentos.

O vice-prefeito Tião da Zaeli reforçou o apelo por apoio político e financeiro, convidando deputados e senadores a visitarem Várzea Grande e contribuírem com a destinação de recursos. Ele também confirmou que o estudo sobre a concessão do DAE já foi concluído, e que a abertura de licitação para empresas interessadas deve ocorrer nos próximos meses.

“Estamos trabalhando para que a população volte a ter segurança no abastecimento e para que o DAE tenha condições de atender com mais qualidade. É um desafio grande, mas que estamos enfrentando com responsabilidade e transparência”, concluiu o presidente Zilmar Dias.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Entre lágrimas, abraços e esperança: Histórias de quem dedica a vida ao cuidado da população

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“Eu saí no quintal para chorar”. A frase simples, dita pela Agente Comunitária de Saúde, Francisca dos Santos Barata, carrega quase duas décadas de dedicação ao cuidado com o próximo. Aos 70 anos, Francisca revive na memória uma das cenas mais marcantes da sua trajetória: a visita a uma moradora encontrada debilitada, sozinha, desidratada e tomada por piolhos dentro da própria casa, na região do Capão Grande.
Agente Comunitária de Saúde da Unidade Maria José Pedrosa, do bairro Capão Grande, desde 2007, Francisca lembra que, ao ver a situação da paciente, sentiu o coração apertar. Voltou ao local junto com a enfermeira-chefe da unidade, e juntas, iniciaram um verdadeiro mutirão de cuidado humano. Deram banho na paciente, limparam a casa, providenciaram roupas e lençóis e passaram a acompanhá-la constantemente.
“Eu peguei roupa da minha casa para ajudar ela. A gente acompanhava, fazia visitas, conversava. Ela estava em depressão por problemas familiares”, relembra emocionada.
O cuidado contínuo mudou a vida da moradora, que conseguiu superar o quadro de abandono e reconstruir a própria história. Hoje vivendo no Rio Grande do Sul, ela mantém contato frequente com Francisca e costuma repetir uma frase que emociona a agente até hoje: “Se não fosse você, eu não estaria viva”.
Histórias como essas mostram que a rotina dos agentes vai muito além das visitas domiciliares. É um trabalho silencioso, diário e profundamente humano.
CATEGORIA VALORIZADA – No último dia 25, a Prefeitura realizou a posse de 48 Agentes de Combate às Endemias e de 86 Agentes Comunitários de Saúde. A efetivação dos profissionais foi possível após uma articulação inédita conduzida pela prefeita Flávia Moretti (PL), junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que autorizou a incorporação dos ACS e ACE ao regime estatutário, tornando Várzea Grande o primeiro município do estado a cumprir a Lei Federal nº 14.536/2023 e servindo de referência na valorização e reconhecimento desses profissionais.
Entre os profissionais empossados também estava Suzana Nádia Romão, Agente de Combate às Endemias que iniciou a carreira aos 19 anos e hoje soma 24 anos de atuação. “É um momento de vitória, inexplicável, sem palavras. Só quero agradecer”, disse emocionada durante a cerimônia.
Mas foi ao lembrar de uma história vivida há 16 anos que Suzana traduziu o tamanho do vínculo criado com a comunidade ao longo da profissão.
Ela conta que uma colega de trabalho havia sido vítima de feminicídio. A notícia se espalhou rapidamente e chegou até uma antiga área onde Suzana atuava. No horário de almoço, uma moradora apareceu desesperada na frente da casa dela, pedalando uma bicicleta.
“Ela gritava no meu portão. Quando eu apareci, ela jogou a bicicleta no chão e veio me abraçar com as mãos tremendo, geladas. Ela dizia: ‘Ô minha baixinha, não foi você? Achei que era você que aquele homem tinha matado’”, relembra.
Naquele instante, Suzana chorou junto com a moradora. “Ali eu tive a confirmação de que estava exercendo a profissão que Deus preparou para mim. Eu percebi que estava deixando um legado por onde passava, criando vínculos não só profissionais, mas humanos”, disse.
As histórias de Francisca e de Suzana representam a realidade de centenas de agentes que enfrentam sol, chuva, distância e dores sociais diariamente para garantir dignidade, prevenção e acolhimento à população.
Mais do que profissionais da saúde pública, eles se tornaram presença constante na vida de milhares de famílias — muitas vezes sendo o primeiro abraço, o primeiro cuidado e a primeira esperança dentro de uma casa que não é a deles.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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