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Com apoio técnico, agricultura familiar de Várzea Grande aposta no cultivo de maracujá

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“A ajuda com as mudas, os tratores e a orientação dos técnicos fazem toda a diferença. É um sonho poder investir no maracujá e saber que não estou sozinha nesse caminho”

A agricultura familiar em Várzea Grande vem ganhando força com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS). Ações de incentivo, como a entrega de mudas, assistência técnica e uso de maquinário, têm ajudado pequenos produtores a ampliar a produção, gerar renda e impulsionar o desenvolvimento sustentável no campo.

Um exemplo é a produtora Maria Aparecida, do Assentamento Sadia III, que recebeu o acompanhamento da equipe da secretaria e da Empaer no plantio de 120 mudas de maracujá da variedade BRS FB 200, entregues no último dia 25 de julho. O cultivo foi iniciado em uma área de aproximadamente 1.200 m² (30 x 40), com a abertura das covas realizada por tratores disponibilizados pela prefeitura e a marcação dos esticadores da futura espaldeira.

Segundo o coordenador de Desenvolvimento Rural da SEMMADRS, Leandro Luiz da Silva, esse tipo de suporte é fundamental para garantir bons resultados. “Iniciamos o plantio das mudas com a dona Maria, oferecendo orientação e suporte para que a lavoura se desenvolva de forma correta e com boa produtividade. Nosso objetivo é fortalecer a agricultura familiar e proporcionar condições reais de renda e sustento aos produtores de Várzea Grande”, explicou.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, reforça que a iniciativa faz parte de um conjunto de políticas públicas voltadas ao campo. “Essa é mais uma entrega que mostra a importância de apoiar quem vive da agricultura familiar. A SEMMADRS não apenas entrega mudas, mas também garante assistência técnica para que cada agricultor tenha condições de expandir sua produção e gerar mais oportunidades”, destacou.

Já a produtora Maria Aparecida comemorou o início da plantação. “Sozinha eu não teria condições de começar essa lavoura. A ajuda com as mudas, os tratores e a orientação dos técnicos fazem toda a diferença. É um sonho poder investir no maracujá e saber que não estou sozinha nesse caminho”, disse.

A ação também contou com a participação do extensionista da Empaer, Edson Benedito da Silva, que acompanha grande parte das iniciativas no campo, do engenheiro Rodrigo Duarte Monteiro e do presidente da Associação, Paulo da Silva Porto, que operou o trator durante a preparação do solo. O trabalho em conjunto reforça a união de esforços entre poder público, entidades de apoio e comunidade local.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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CAPS AD III amplia rede de saúde mental com estrutura própria e acolhimento 24 h em Várzea Grande

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A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) representa um passo histórico para a saúde mental de Várzea Grande. Mais do que uma nova estrutura física, a unidade promete ampliar o atendimento especializado às pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas, oferecendo acolhimento 24 horas e suporte multiprofissional contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com investimento superior a R$ 3,1 milhões, viabilizado por meio do Novo PAC Saúde, a obra já está em andamento e deve ser concluída em aproximadamente dez meses. Atualmente, o CAPS AD funciona em um prédio alugado de 250 metros quadrados. A nova sede terá 635 metros quadrados e estrutura voltada para acolhimento humanizado, atendimento intensivo, acompanhamento terapêutico integral e hospitalidade.

A secretária municipal de Saúde, Valeria Nogueira, destacou que a implantação da unidade marca uma transformação no cuidado em saúde mental no Município. “Essa é uma conquista muito grande para Várzea Grande. Estamos falando de um CAPS que vai funcionar 24 horas, com atendimento integrado, equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogo e psiquiatra, ofertando terapias voltadas aos usuários do SUS. É uma tratativa diferenciada, que vai abarcar toda a questão social, mental e também os problemas relacionados ao álcool e outras drogas”, afirmou.

Segundo a secretária, a nova sede permitirá oferecer mais conforto, acolhimento e dignidade aos pacientes e familiares. “Hoje funcionamos em um espaço alugado e improvisado que havia se tornado, até então, definitivo. Com a sede própria, teremos uma estrutura ampla, adequada e dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde”, completou.
DEMANDA LEVADA A SÉRIO – A responsável técnica dos CAPS do Município, Marisa Rodrigues, explicou que a transformação do CAPS AD II em CAPS AD III era uma demanda defendida pela equipe desde 2018. A principal diferença entre os dois modelos está justamente na possibilidade de acolhimento noturno e permanência transitória de pacientes em situações de crise o atendimento permanente 24 horas por dia e sete vezes por semana.

“O CAPS III permite leitos de hospitalidade, ou seja, o paciente pode permanecer na unidade por um período transitório para estabilização clínica e acompanhamento intensivo. É uma ampliação muito importante da estrutura e no cuidado individualizado”, explicou.

Atualmente, cerca de 800 pacientes são acompanhados pelo serviço no Município. Grande parte deles é formada por usuários de álcool e outras drogas, incluindo pessoas em situação de rua. O trabalho desenvolvido pela equipe busca reduzir danos, fortalecer vínculos sociais e estimular a autonomia dos usuários.
“A gente trabalha a autonomia e a redução de danos dentro da unidade. Muitos pacientes procuram ajuda justamente para diminuir o uso da droga e reconstruir a própria vida”, ressaltou Marisa.

O funcionamento da unidade será dividido entre atendimentos terapêuticos diurnos e acolhimento intensivo noturno. Durante o dia, os pacientes terão acesso às consultas individualizadas, grupos terapêuticos, oficinas de expressão, atividades culturais e ações psicoeducativas voltadas ao fortalecimento emocional e social.

Já o acolhimento noturno será destinado às pessoas em crise, incluindo casos de intoxicação aguda, abstinência, descompensações psíquicas ou vulnerabilidade social. O objetivo, segundo a equipe técnica, não é institucionalizar o paciente, mas oferecer suporte temporário até sua estabilização.

“O acolhimento noturno não tem caráter de asilo. É um apoio transitório para estabilização e retomada do projeto terapêutico no território”, reforçou a responsável técnica.

NOVO ESPAÇO – A estrutura contará com oito leitos — cinco masculinos e três femininos — para permanência breve de até 14 dias. O espaço foi planejado para oferecer suporte clínico e psicossocial intensivo, evitando internações hospitalares desnecessárias e mantendo o cuidado em ambiente comunitário e protegido.

Além do atendimento clínico, a equipe também atuará no acompanhamento social dos usuários, auxiliando em processos de escolarização, inserção no mercado de trabalho, acesso a benefícios sociais e fortalecimento da rede de apoio familiar e reinserção na sociedade.

A nova sede terá salas de atendimento individualizado, banheiros adaptados, farmácia, sala administrativa, sala de reunião, espaços internos e externos de convivência, refeitório, cozinha, lavanderia, posto de enfermagem, almoxarifado, abrigo de resíduos, DML, DMI e sala de repouso. A unidade contará ainda com quartos coletivos separados em alas masculina e feminina, além de quarto de plantão para os profissionais.

Para a médica psiquiatra Dra. Ackermann Fortes, a nova estrutura permitirá ampliar o acolhimento humanizado tanto aos pacientes quanto às famílias.

“Ter uma sede adequada significa poder oferecer um tratamento mais humanizado aos nossos acolhidos e também estender esse cuidado às famílias, que muitas vezes também precisam de apoio para enfrentar o sofrimento causado pelo álcool e outras substâncias psicoativas”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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