Várzea Grande
Carol Mello participa celebra nova casa do Legislativo: “Grande momento no Município”
Várzea Grande
A secretária de Governo reafirmou que a gestão busca manter um ambiente de cooperação, pautado pelo respeito institucional e pela construção coletiva de soluções para Várzea Grande, por meio do diálogo constante com vereadores e com os demais setores da sociedade
Na manhã desta terça-feira (5), a secretária de Governo da Prefeitura de Várzea Grande, Carol Mello, juntamente com a prefeita Flávia Moretti e o vice, Tião da Zaeli – ambos do PL – prestigiaram a abertura do 2º período legislativo de 2025 da Câmara Municipal de Várzea Grande. Em um novo espaço, completamente reformado e ampliado, a Câmara deu início oficialmente aos trabalhos na nova sede, destacando a importância das relações institucionais, ou seja, a parceria entre Legislativo e Executivo.
Carol destacou que Várzea Grande caminha para uma fase inédita e madura, marcada pelo fortalecimento institucional e pela harmonia entre os Poderes, algo que, segundo ela, tem sido construído desde o início da atual gestão porque é tratada como prioridade.
“É um grande momento no Município, a gente trabalhou bastante para construir essa nova unidade junto ao Legislativo. Executávamos isso desde o início da gestão, agora chegamos em um momento de parceria, unidade em todos os trabalhos que precisaram ser feitos porque nesse amadurecimento, todos visam o desenvolvimento da cidade e o melhor atendimento possível às demandas da população”, celebrou a secretária.
Há pouco mais de um mês no cargo de secretária, e outros quase seis enquanto assessora da prefeita, Carol ressaltou os frutos positivos colhidos no período, destacando a ampla participação dos vereadores na administração municipal, por meio da participação ativa dos parlamentares.
“Essa harmonia é resultado do nosso trabalho com transparência, atenção, respeitando-os e dando espaço a eles dentro do nosso Município”, afirmou. Para Carol, esses dois momentos simbolizam a atuação da Secretaria de Governo e reforçam a credibilidade do trabalho desenvolvido”. E emendou: “Meu gabinete está aberto para toda e qualquer conversa que eles precisem, estamos abertos ao diálogo e à construção, vamos somar com todos”, declarou.
DE CASA NOVA – A nova sede da Câmara está localizada no antigo Fórum do Município, ao lado da prefeitura. O espaço foi cedido legalmente pelo Paço Couto Magalhães, por meio de Projeto de Lei, após o cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), junto ao Ministério Público.
O presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB), também vibrou com a chegada do novo ciclo da Câmara e reforçou a necessidade do amplo diálogo entre os Poderes. “A reforma está caminhando por etapas, recebemos aportes do governo, da prefeitura, por meio da prefeita Flávia. Estou muito feliz. Perspectivas boas, uma relação transparente e muito positiva, só temos que agradecer. É um diferencial. Estaremos juntos para o que Várzea Grande precisar”, pontuou.
Até o momento, foram investidos cerca de R$ 2,5 milhões nas reformas de gabinetes, ampliações de corredores, adequações ao auditório, sala para imprensa e troca de telhados.
Além da prefeita e da secretária de governo, a abertura foi prestigiada pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Júlio Campos (União Brasil), primeiro-secretário, Dr. João (MDB), e os deputados Fábio Tardin (PSB), Eduardo Botelho (União Brasil) e Juca do Guaraná (MDB).
Várzea Grande
Entre lágrimas, abraços e esperança: Histórias de quem dedica a vida ao cuidado da população
“Eu saí no quintal para chorar”. A frase simples, dita pela Agente Comunitária de Saúde, Francisca dos Santos Barata, carrega quase duas décadas de dedicação ao cuidado com o próximo. Aos 70 anos, Francisca revive na memória uma das cenas mais marcantes da sua trajetória: a visita a uma moradora encontrada debilitada, sozinha, desidratada e tomada por piolhos dentro da própria casa, na região do Capão Grande.
Agente Comunitária de Saúde da Unidade Maria José Pedrosa, do bairro Capão Grande, desde 2007, Francisca lembra que, ao ver a situação da paciente, sentiu o coração apertar. Voltou ao local junto com a enfermeira-chefe da unidade, e juntas, iniciaram um verdadeiro mutirão de cuidado humano. Deram banho na paciente, limparam a casa, providenciaram roupas e lençóis e passaram a acompanhá-la constantemente.
“Eu peguei roupa da minha casa para ajudar ela. A gente acompanhava, fazia visitas, conversava. Ela estava em depressão por problemas familiares”, relembra emocionada.
O cuidado contínuo mudou a vida da moradora, que conseguiu superar o quadro de abandono e reconstruir a própria história. Hoje vivendo no Rio Grande do Sul, ela mantém contato frequente com Francisca e costuma repetir uma frase que emociona a agente até hoje: “Se não fosse você, eu não estaria viva”.
Histórias como essas mostram que a rotina dos agentes vai muito além das visitas domiciliares. É um trabalho silencioso, diário e profundamente humano.
CATEGORIA VALORIZADA – No último dia 25, a Prefeitura realizou a posse de 48 Agentes de Combate às Endemias e de 86 Agentes Comunitários de Saúde. A efetivação dos profissionais foi possível após uma articulação inédita conduzida pela prefeita Flávia Moretti (PL), junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que autorizou a incorporação dos ACS e ACE ao regime estatutário, tornando Várzea Grande o primeiro município do estado a cumprir a Lei Federal nº 14.536/2023 e servindo de referência na valorização e reconhecimento desses profissionais.
Entre os profissionais empossados também estava Suzana Nádia Romão, Agente de Combate às Endemias que iniciou a carreira aos 19 anos e hoje soma 24 anos de atuação. “É um momento de vitória, inexplicável, sem palavras. Só quero agradecer”, disse emocionada durante a cerimônia.
Mas foi ao lembrar de uma história vivida há 16 anos que Suzana traduziu o tamanho do vínculo criado com a comunidade ao longo da profissão.
Ela conta que uma colega de trabalho havia sido vítima de feminicídio. A notícia se espalhou rapidamente e chegou até uma antiga área onde Suzana atuava. No horário de almoço, uma moradora apareceu desesperada na frente da casa dela, pedalando uma bicicleta.
“Ela gritava no meu portão. Quando eu apareci, ela jogou a bicicleta no chão e veio me abraçar com as mãos tremendo, geladas. Ela dizia: ‘Ô minha baixinha, não foi você? Achei que era você que aquele homem tinha matado’”, relembra.
Naquele instante, Suzana chorou junto com a moradora. “Ali eu tive a confirmação de que estava exercendo a profissão que Deus preparou para mim. Eu percebi que estava deixando um legado por onde passava, criando vínculos não só profissionais, mas humanos”, disse.
As histórias de Francisca e de Suzana representam a realidade de centenas de agentes que enfrentam sol, chuva, distância e dores sociais diariamente para garantir dignidade, prevenção e acolhimento à população.
Mais do que profissionais da saúde pública, eles se tornaram presença constante na vida de milhares de famílias — muitas vezes sendo o primeiro abraço, o primeiro cuidado e a primeira esperança dentro de uma casa que não é a deles.
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