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Após série de falhas, Prefeitura rompe contrato e exige recontratação de 70% dos trabalhadores

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Rompimento contratual também atendeu a um pedido dos vereadores de Várzea Grande, que levaram ao Executivo diversas reclamações da população pela má prestação dos serviços

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, anunciou a rescisão do contrato com a empresa Eletroconstro, responsável por serviços terceirizados de zeladoria (limpeza e manutenção urbana).

Segundo o secretário Lucas Ribeiro Ductievicz, todos os pagamentos referentes ao exercício de 2025 estão quitados. A rescisão foi oficializada em 28 de agosto e passou a vigorar em 19 de setembro.

A decisão, conforme explicou o gestor, ocorreu após reiteradas notificações à empresa por falhas na execução de serviços como roçagem, poda de árvores, pintura de mobiliário e limpeza das vias. Além disso, o secretário destacou que o rompimento contratual também atendeu a um pedido dos vereadores de Várzea Grande, que levaram ao Executivo diversas reclamações da população.

“Não se trata de problema financeiro, e sim, da baixa qualidade na prestação dos serviços. Esta rescisão foi uma decisão técnica, mas também um pedido dos vereadores que representam as comunidades. Nosso compromisso é com a população de Várzea Grande”, afirmou Ductievicz.

TRABALHOS SEGUEM – A Prefeitura informou que está em andamento um processo de contratação emergencial, válido por até 60 dias, até que seja concluída a licitação definitiva para escolha da nova prestadora. A exigência é que a próxima empresa adote tecnologias modernas, aumente a eficiência operacional e ofereça melhores condições de trabalho, incluindo equipamentos de proteção individual (EPIs).

Outro ponto definido é a absorção de, no mínimo, 70% dos trabalhadores que hoje atuam na Eletroconstro. “Reafirmamos nosso respeito por esses profissionais, que são pais e mães de família. A determinação é que a maior parte deles seja mantida no novo contrato, garantindo emprego e continuidade dos serviços”, reforçou o secretário.

Nesta semana, Ductievicz participa em Brasília do 1º Congresso de Infraestrutura da Empresa Urbana de Saneamento, em busca de soluções inovadoras para modernizar os serviços públicos de Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Abilio provoca universitários e professores e diz que ajudam campanha de Flávio

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), direcionou críticas a estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) durante o lançamento da Casa 22, realizado na terça-feira (13), na capital. No evento de mobilização em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o prefeito usou provocações para se referir a grupos ligados à esquerda.

Ao desafiar integrantes das universidades públicas a fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Abilio mencionou maconha, cocaína e a imagem do revolucionário Che Guevara.

“Vai com o seu baseado, com suas drogas, vai com a maconha, vai com a cocaína, vai com a camisa do Che Guevara, vai com toda a porcaria que tá instalada dentro das nossas universidades públicas, às ruas pedir voto”, declarou.

Na sequência, o prefeito afirmou que manifestações de estudantes e professores identificados com a esquerda poderiam acabar favorecendo a candidatura adversária.

“Esses alunos, esses professores militantes são os melhores cabos eleitorais para o Flávio Bolsonaro”, disse.

A fala ocorreu em meio à articulação de lideranças políticas e apoiadores da direita para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso no segundo turno. A Casa 22 foi organizada em Cuiabá para concentrar atividades e mobilizações da campanha no estado.

Durante o discurso, Abilio também abordou questões relacionadas à segurança pública, mencionando integrantes de facções criminosas e ameaças contra lideranças religiosas. Na ocasião, defendeu que pessoas envolvidas nessas situações não contem com apoio do governo estadual e citou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito que, segundo ele, teria feito ameaças.

O prefeito ainda pediu empenho dos apoiadores para ampliar a votação do candidato do PL em Mato Grosso. Na avaliação dele, o estado poderia contribuir com mais 200 mil votos no segundo turno. “Cada voto conta”, afirmou, ao estimar que a diferença nacional entre Flávio Bolsonaro e Lula poderia ficar entre 2 milhões e 3 milhões de votos.

As declarações ampliam o tom de confronto político adotado por Abilio contra setores ligados à esquerda e às universidades públicas durante a campanha presidencial. O evento reuniu apoiadores e lideranças alinhadas ao PL em torno da estratégia de mobilização eleitoral no estado.

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