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Após 32 anos, família Riva fica sem nenhum representante eleito em MT

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As eleições deste domingo (4) encerraram um ciclo de 32 anos de presença da família Riva na política de Mato Grosso. Com as derrotas de Janaina Riva (MDB), na disputa por uma vaga no Senado, e de Jéssica Riva (MDB), candidata à Assembleia Legislativa, a família ficará sem nenhum integrante com mandato eletivo no Estado a partir de 2027.

A trajetória política dos Riva começou em 1994, quando José Geraldo Riva foi eleito pela primeira vez deputado estadual. Ao longo de mais de duas décadas, ele construiu uma das carreiras mais duradouras da Assembleia Legislativa, ocupando cargos de destaque na Mesa Diretora e chegando à presidência da Casa em diferentes períodos.

Com a saída de José Riva da disputa eleitoral, a continuidade da família no Legislativo estadual passou para Janaina. Eleita deputada estadual pela primeira vez em 2014, ela conquistou ainda dois mandatos consecutivos e se tornou uma das principais lideranças do MDB em Mato Grosso.

Em 2026, porém, Janaina decidiu deixar a disputa pela Assembleia e concorrer ao Senado. A aposta não se confirmou nas urnas. Ela terminou a disputa em terceiro lugar, atrás de Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL), eleitos para as duas vagas de Mato Grosso.

A tentativa de manter o sobrenome Riva no Legislativo estadual ficou com Jéssica, que disputou pela primeira vez uma eleição para deputada estadual. Apesar da candidatura, ela não alcançou votação suficiente para ficar entre os 24 eleitos para a Assembleia Legislativa.

Com os dois resultados, Janaina cumprirá seu atual mandato até janeiro de 2027, mas não terá uma nova cadeira a partir da próxima legislatura. Jéssica, por sua vez, não assumirá mandato. Assim, pela primeira vez desde 1994, nenhum integrante da família Riva terá cargo eletivo em Mato Grosso.

Um ciclo de mais de três décadas

A presença dos Riva atravessou diferentes governos e composições políticas no Estado, tendo a Assembleia Legislativa como principal espaço de atuação. José Riva deixou a política eleitoral em 2014, e Janaina assumiu o protagonismo familiar no Legislativo a partir de 2015.

A eleição de 2026, portanto, representa uma mudança no cenário político estadual: depois de mais de três décadas com pelo menos um integrante eleito, a família inicia, a partir de 2027, um período sem representação direta por meio de mandato eletivo em Mato Grosso.

O resultado não significa necessariamente o desaparecimento do grupo da política, mas encerra a sequência ininterrupta de mandatos iniciada com José Riva em 1994.

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Deputados de MT articulam apoio a Flávio e levam carta para Brasília

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Uma articulação que reúne deputados estaduais de diferentes partidos de Mato Grosso formalizou, na quarta-feira (7), apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. O movimento é liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), e foi registrado em uma carta assinada pelos parlamentares.

O documento será levado a Brasília nesta quinta-feira (8), durante um encontro nacional do Podemos com lideranças e parlamentares eleitos. A entrega ficará sob responsabilidade do deputado federal eleito Coronel Roveri (Podemos), que participará da agenda com Flávio Bolsonaro.

Segundo Max Russi, cerca de 18 deputados já haviam manifestado intenção de aderir à iniciativa. O grupo reúne nomes de siglas como Podemos, PL, MDB, PSDB, Republicanos e União Brasil, em uma composição que os participantes classificaram como suprapartidária.

Além de declarar apoio ao candidato do PL, a carta apresenta uma série de pautas que os parlamentares consideram prioritárias para Mato Grosso e para o país. Entre elas estão redução da burocracia, responsabilidade fiscal, diminuição dos juros, segurança jurídica e redução dos custos para empreendedores.

O agronegócio também ocupa espaço central no documento. Os deputados defendem medidas relacionadas à proteção da propriedade rural e à regularização fundiária, tanto em áreas urbanas quanto rurais. A segurança jurídica no campo é apontada como uma das condições consideradas necessárias para garantir estabilidade à atividade produtiva.

Na área da segurança pública, o grupo propõe maior integração entre os governos estaduais e a União no enfrentamento da criminalidade. A carta também aborda o cenário econômico, citando o endividamento das famílias e a necessidade, segundo os signatários, de criar condições para ampliar investimentos e estimular a atividade empresarial.

A mobilização ocorre poucos dias depois do primeiro turno e em meio às articulações para a segunda etapa da disputa presidencial, marcada para 25 de outubro. Em Mato Grosso, lideranças políticas de diferentes partidos passaram a declarar apoio a Flávio após o resultado das urnas.

A iniciativa liderada por Max também se soma ao movimento nacional do Podemos, que reúne representantes estaduais em torno da candidatura do PL. A carta deverá ser apresentada oficialmente durante a agenda em Brasília.

Com a adesão de parlamentares de diferentes legendas, o grupo pretende ampliar a atuação política em favor da candidatura de Flávio durante o segundo turno, com mobilizações nos municípios, participação em eventos e divulgação do posicionamento nas redes sociais.

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