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Turismo Agro Sustentável é tema de encontro com produtores rurais em Sorriso

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Reunião promovida pelo Sebrae e Prefeitura apresentou oportunidades para transformar o campo em experiência turística e fonte de renda

O agronegócio de Sorriso, reconhecido pela força na produção de alimentos, deu mais um passo rumo à diversificação de suas atividades. Na tarde desta terça-feira (4), produtores rurais se reuniram no Centro de Eventos Ari José Riedi para conhecer a modalidade Turismo Agro Sustentável, uma proposta que alia sustentabilidade, experiência e rentabilidade, transformando as propriedades em destinos turísticos.

O encontro foi promovido pelo Sebrae em parceria com a Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, e teve a condução da especialista Tatiana Fernandes, profissional com 38 anos de experiência no setor turístico, sendo 18 deles dedicados exclusivamente à consultoria, instrutoria e auditoria em turismo.

Durante a apresentação, Tatiana destacou que o Turismo Agro Sustentável é uma oportunidade para os produtores monetizarem o que muitos já fazem gratuitamente: as visitas às lavouras, hortas e projetos agropecuários. “O turismo agro sustentável é uma forma de valorizar o trabalho do campo, mostrar o processo produtivo, gerar novas fontes de renda e mostrar o cuidado ambiental de quem vive da terra”, explicou.

O presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Diogo Damiani, destacou o interesse do setor em conhecer mais sobre a modalidade. “Nosso objetivo em participar foi entender melhor o Turismo Agro Sustentável, levar essas informações aos nossos associados e mostrar para o mundo que o agro é responsável, sustentável e que alimenta o planeta”, afirmou.

O prefeito Alei Fernandes ressaltou a importância de valorizar o produtor rural também como protagonista do desenvolvimento local. “Promover o agro para o mundo é mostrar que nossos produtores são essenciais para a manutenção da população, seja na alimentação, na indústria têxtil ou na produção de energia. Sorriso tem muito a mostrar, e o turismo é uma vitrine poderosa para isso”, disse.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Paulo Lucion, reforçou o compromisso da gestão municipal em unir forças com o setor produtivo. “Queremos impulsionar a imagem positiva de Sorriso, mostrando aos turistas como a produção acontece, quem são as pessoas por trás do agronegócio e como o campo se conecta à vida de todos nós”, disse.

Já o secretário adjunto de Turismo, Nelson Eduardo Pereira da Costa, destacou o momento promissor que o município vive. “Sorriso passa por um momento especial com a implantação do Turismo Agro Sustentável, que promete unir economia e visibilidade às propriedades rurais. É uma oportunidade de gerar renda, fortalecer a imagem do município e criar experiências únicas para quem visita”, pontuou.

Os produtores rurais que tiverem interesse em saber mais sobre o turismo Agro Sustentável podem procurar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, no Centro de Eventos Ari José Riedi ou o Sebrae.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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