Sorriso
Sorriso destina R$ 3 milhões para a construção da sede do Consórcio de Saúde Vale do Teles Pires
Sorriso
Convênio celebra parceria de ampliação dos serviços ofertados aos municípios que compõem a entidade
Foi realizada nesta quinta-feira (23), a assinatura do convênio no valor de R$ 3 milhões para financiar a construção da sede própria do Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires, em Sorriso. A entidade opera hoje em um espaço corporativo já apertado pelo aumento das demandas e o grande volume de insumos e equipamentos distribuídos aos municípios parceiros.
A solenidade, realizada no Auditório da Associação Comercial e Empresarial de Sorriso (ACES), reuniu o prefeito Alei Fernandes, o secretário municipal de Saúde, Vanio Jordani, representantes do legislativo e outras lideranças, comemorando o passo que garantirá a estabilidade e a expansão dos serviços de saúde na região.
Para o secretário municipal de Saúde, Vanio Jordani, o repasse possibilita a ampliação de diversos serviços, dentre eles, aquisição de insumos, consultas, exames e cirurgias que têm feito a diferença no dia a dia da população.
“É um orgulho para nós sediar o Consórcio e consolidar Sorriso como um importante polo regional de saúde. A sede atual já não estava mais comportando a alta demanda, tornando a nova sede uma necessidade urgente para ampliar os serviços especializados e fortalecer a rede de atenção”, afirmou o secretário Vanio Jordani.
Atualmente, integram o Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires: Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Tapurah, Itanhangá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, União do Sul, Vera, Cláudia, Feliz Natal, Ipiranga do Norte, Santa Rita do Trivelato, Santa Carmem e Boa Esperança do Norte.
O prefeito Alei Fernandes ressaltou que o investimento na construção da nova sede representa uma decisão estratégica e de longo prazo, voltada para fortalecer a estrutura do consórcio e ampliar os atendimentos de média e alta complexidade oferecidos à população.
“Construir a sede em Sorriso é garantir que a estrutura suporte o volume de trabalho atual e que continue crescendo, levando saúde de mais qualidade por meio de uma estrutura sólida que será o alicerce para desafogar a necessidade de Sorriso e dos demais municípios da região, conveniados à entidade”, pontuou Alei Fernandes.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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