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Secretaria de Educação fortalece inclusão com formação em Libras para profissionais da rede

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Em alusão ao Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), celebrado nesta sexta-feira (24), a Secretaria Municipal de Educação iniciou uma formação específica na língua, voltada aos psicólogos e demais profissionais que atuam na rede municipal. A ação tem como objetivo fortalecer a inclusão no ambiente escolar, envolvendo diferentes áreas do atendimento educacional.

A coordenadora do Centro de Apoio e Atendimento à Inclusão (CEMAIS) e do programa “Fortalecendo Sonhos”, Rosely Alves de Souza, explicou como a ideia da capacitação nasceu. “Esse curso surgiu da necessidade de comunicação direta com a nossa nova instrutora surda, a Sirlene. Os profissionais sentiram a necessidade de se comunicar com ela sem precisar de um intérprete. Diante disso, solicitamos essa formação. Convidei também a equipe de psicólogos que atua nas unidades escolares, pois eles também precisam desse conhecimento para atender aos nossos alunos surdos”, relatou a coordenadora.

A formação está programada para ocorrer até o mês de julho, com possibilidade de continuidade no segundo semestre, conforme avaliação das necessidades.

O Dia Nacional da Libras celebra a sanção da Lei nº 10.436/2002, que reconheceu oficialmente a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão no país. Ao contrário do que muitos imaginam, a Libras não é universal, mas sim um idioma oficial brasileiro, com estrutura gramatical, sintática e semântica próprias.

Para a professora surda Sirlene Inácio, que conduz a capacitação ao lado da intérprete Hosiane Bragia, a data e a formação representam o resultado de anos de luta da comunidade surda por direitos, acessibilidade e inclusão. “É importante a comunicação, conhecer junto para evoluir e ter interação. Conhecer a acessibilidade é fundamental”, destacou Sirlene.

A educadora ressaltou ainda a importância de expandir esse conhecimento para toda a sociedade. “A inclusão e a evolução exigem esforço constante. É preciso sempre mostrar para todos e incentivar o conhecimento da comunicação na língua de sinais aqui em Sorriso, evoluindo para um melhor aprendizado. Ter empatia é garantir a inclusão para todos”, concluiu a professora.

A atividade promovida pela Administração Municipal integra as ações contínuas da Secretaria de Educação para a formação de seus profissionais, reafirmando o compromisso com um ensino equitativo.

“Aprender Libras é um ato de empatia e inclusão, capaz de transformar a comunicação ao permitir “ouvir com os olhos e falar com as mãos”, complementa a secretária de Educação, Adriana Reichert.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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