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Porta-vozes do Taiamã, União, Pinheiros I e Santa Maria trazem demandas ao Executivo

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Reuniões são intermediadas pela Casa dos Conselhos, órgão que integra a Secretaria de Governo

O prefeito Alei Fernandes ampliou o diálogo, nesta quinta-feira (30 de abril), com os presidentes de quatro bairros sorrisenses: Taiamã, União, Pinheiros I e Santa Maria. Em mais uma edição do “Fala, Presidente!”, a prosa entre o gestor do Executivo Municipal e os líderes comunitários versou sobre uma série de temas.

Taiamã

Entre as pautas trazidas pela representante do Taiamã, Hellen dos Santos Garcia, estão as questões ligadas ao esgotamento sanitário e à manutenção do espaço de lazer do bairro.

“Para este ano, sabemos que a Águas de Sorriso vai intensificar as obras para universalizar a captação e o tratamento de esgoto na cidade e, certamente, esse problema será solucionado definitivamente em breve”, afirmou Alei, acrescentando que a Prefeitura também organizou uma equipe exclusiva para fazer a manutenção de espaços de lazer.

União

Com a presidente Vânia Evangelista, a conversa também teve como foco a melhoria na infraestrutura do bairro, principalmente com o recapeamento asfáltico de algumas ruas do Bairro União, assim como a disponibilização de atividades esportivas e culturais para as crianças.

Pinheiros I

Reduzir os focos de larva do mosquito da dengue, o acúmulo de água, principalmente às margens da Rua Lima Barreto e melhorar os acessos ao Bairro, tornando mais rápido e seguro o ir e vir do Pinheiros I. Para o presidente Everaldo Santos, outra ação importante é a finalização da área de lazer do bairro. Sorrisense desde 1994, o líder comunitário destaca que desde 2017 está no papel de intermediário entre os anseios dos vizinhos e o poder público. “São 158 famílias que moram lá e gosto, não apenas de trazer pedidos, mas igualmente de oferecer soluções à Administração”, comenta.

Santa Maria

Para Cleiton Isidoro, presidente do Santa Maria, é muito importante organizar a frente do bairro, principalmente retirando entulhos. “Infelizmente, este é um problema ainda recorrente”, destacou, também listando a necessidade de manutenção da área de lazer, bem como o reforço do videomonitoramento.

O prefeito destacou as ações desenvolvidas pela Secretaria de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil (Semsep) no monitoramento da cidade com câmeras de segurança. Da mesma forma, o gestor reiterou a importância de os moradores respeitarem o calendário de coleta de resíduos sólidos, que pode ser acessado aqui.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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