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Missão Técnica Medellín Colômbia: gestor da Semsep destaca tecnologia, integração de forças e inclusão social

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“Integração de forças e inclusão social são essências quando se fala em segurança”. A avalição é do secretário Segurança, Trânsito e Defesa Civil, o coronel da reserva da PM, Adriano Denardi, que entre os dias 21 e 28 de junho integrou a Missão Técnica ‘Medellín Colômbia 2026’ organizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT).

Na cidade colombiana, outrora conhecida pelos índices de violência, Denardi conferiu de perto um anova realidade. “O uso da tecnologia, a integração de todas as forças de segurança agindo em modo preventivo e a inclusão social, mostram ao mundo uma nova Medellín. Todas a situações vividas por eles nos anos 90 ficaram no passado. Conhecemos uma cidade segura, ampliamos nossas percepções em inovação, desenvolvimento e competitividade”, detalha o gestor.

“Medellín é hoje um dos maiores exemplos mundiais de transformação da segurança pública por meio da integração entre policiamento, tecnologia, urbanismo e inclusão social. A cidade deixou de ser uma das mais violentas do mundo nos anos 1990 para se tornar uma referência internacional em prevenção da violência e qualidade de vida.”

Durante os sete dias de imersão, os participantes integraram acesso a visitas técnicas, mantiveram contato com instituições de referência e experiências práticas voltadas à inovação e ao desenvolvimento empresarial. “Essa imersão propiciou uma troca de experiência valiosa, Medellín saiu do mapa de uma das cidades mais violentas do mundo para uma realidade totalmente diferente nos dias atuais. Essa é uma experiência inovadora e muito rica”, pontua Denardi.

A gerente de Mercado do Sebrae/MT, Patrícia Pedrotti, destaca que Medellín é reconhecida mundialmente pela transformação econômica e social vivenciada nas últimas décadas. Antes associada aos altos índices de violência urbana, a cidade passou por um processo de revitalização baseado em inovação, educação e empreendedorismo, tornando-se um dos principais polos de desenvolvimento da América do Sul.

“A Missão Técnica Internacional proporcionou aos empreendedores e demais participantes uma imersão em um ecossistema inovador, mostrando na prática como uma cidade conseguiu superar grandes desafios e se tornar referência em competitividade, tecnologia e desenvolvimento econômico”, afirma.

Além de ampliar a visão estratégica dos participantes, a iniciativa buscou promover conexões qualificadas, troca de experiências e acesso a tendências globais de mercado. Vale lembrar que o Sebrae/MT também realiza outras missões nacionais e internacionais com foco em sustentabilidade, inovação e networking empresarial, oferecendo aos empreendedores oportunidades para fortalecer seus negócios e identificar novas possibilidades de crescimento. No total, 16 mato-grossenses de variados setores integram a missão.

Principais pontos da segurança pública de Medellín

* Integração das forças de segurança: Polícia Nacional, Prefeitura, Ministério Público, sistema de justiça e serviços de emergência trabalham de forma coordenada em um centro integrado de monitoramento e comando.

* Tecnologia: milhares de câmeras de videomonitoramento, leitura automática de placas, monitoramento em tempo real e análise de dados para orientar o policiamento.

* Prevenção social: a estratégia vai além da repressão. Investimentos em educação, cultura, esporte, mobilidade urbana, bibliotecas, parques e espaços públicos reduziram a vulnerabilidade e fortaleceram a presença do Estado nas comunidades.

* Urbanismo como ferramenta de segurança: projetos como o metrô, os teleféricos (Metrocable), escadas rolantes na Comuna 13 e equipamentos públicos aproximaram oportunidades das áreas antes dominadas pela violência.

Dados que chamam atenção

* Nos anos 1990, Medellín registrava mais de 300 homicídios por 100 mil habitantes, figurando entre as cidades mais violentas do mundo.

* Ao longo das últimas décadas, esse índice caiu em mais de 90%, resultado de políticas públicas contínuas, integração institucional e investimentos sociais.

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Sorrisenses participam do Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes

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A coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil Integrar (CAPSi)/Integrar, Luciana Azevedo e a enfermeira Lígia Souza Leite acompanham o jovem sorrisense Geraldo Augusto Stahlschmidt Xavier em Brasília. Nesta segunda-feira, 30 de junho, Geraldo participou de uma das mesas redondas do Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes e fez um relato de experiência em que defendeu a importância de políticas públicas voltadas à saúde mental.

“Vejo que ainda há um grande tabu a ser quebrado em ralação á saúde mental e precisamos falar sobre o assunto; quebrar esse tabu é uma grande missão”, avalia o jovem que salienta a importância de ter recebido acompanhamento.

“Para nós da equipe o Geraldo é símbolo de superação: esse entusiasmo com que ele fala, conta sua experiência e defende a importância desse debate é maravilhoso”, pontua Luciana. A coordenadora completa que políticas públicas se constrói ouvindo pessoas e nada mais justo e correto do que “ouvir dos adolescentes e crianças quais as necessidades deles”, diz.

Organizado pelo Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) do Ministério da Saúde, a atividade reúne crianças e adolescentes, além de profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial , pesquisadores da Fiocruz, equipes técnicas do Ministério e representantes de movimentos sociais.

O Ministério da Saúde conduz a escuta para compreender, diretamente das vivências dos participantes, os desafios, expectativas e contribuições para o fortalecimento do cuidado em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS) , especialmente no âmbito dos Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e da Rede de Atenção Psicossocial.

Entre os principais pontos que vem sendo levantados pelos jovens participantes, destacam-se a necessidade de ampliar a divulgação sobre o papel dos CAPS, o incentivo ao diálogo sobre saúde mental nas escolas e nas famílias, o enfrentamento de estigmas e preconceitos, o fortalecimento de ambientes acolhedores com espaço para arte e expressão e a ampliação da participação social por meio de conteúdos digitais e instrumentos oficiais de consulta.

Para o Coordenador-Geral de Redes e Serviços de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Vinícius Vieira, a escuta nacional representa um passo central na ampliação do cuidado. “É muito significativo para nós escutar cada um de vocês. Tudo o que trouxeram aqui nos ajuda a entender melhor o que precisa avançar no cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes em todo o país”.

O Fórum Nacional reúne representantes de diversos setores do Governo Federal, da sociedade civil e dos delegados gestores, trabalhadores e usuários do SUS das cinco regiões do país para debater as propostas, consolidando uma política pública forte, integrada e baseada no diálogo com quem vivencia o cuidado.

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