Sorriso
CAPS celebra com pacientes e familiares o Dia Nacional da Luta Antimanicomial
Sorriso
O Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, foi comemorado ontem (21.05) em Sorriso. Para destacar e fomentar a importância da data, a equipe do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) Nova Vida|Maria Zélia da Silva Cosmos realizou um momento especial na Praça da Juventude com a presença de usuários acompanhados de familiares. A roda de conversa foi conduzida pela psicóloga Fabíola Slaviero Tiecher, especialista em saúde mental.
O movimento da Luta Antimanicomial defende que trancar pessoas não é tratar. Ele propõe uma nova forma de pensar e sensibilizar a população sobre a importância do cuidado em saúde mental com base na liberdade, respeito e dignidade, baseada na inclusão social e na rejeição de práticas que isolem ou excluam indivíduos em sofrimento psíquico.
“A ação visa fortalecer que pessoas com transtornos mentais têm o direito de viver livremente, os mesmos direitos, levando uma vida em que são oferecidos apoio de qualidade, afeto, rede social, não sendo excluídas da vida da comunidade”, reforça a coordenadora da unidade, Joseane Martello. “Nosso movimento busca levar o paciente além dos muros do próprio CAPS fortalecendo a importância de viver sem estigmas e preconceitos”, reforça.
Para o secretário de Saúde, Vanio Jordani, a contribuição que a rede de atenção psicossocial tem com o cuidado com a saúde mental faz toda a diferença. “O CAPS tem um papel significativo na promoção do cuidado baseado na liberdade, próximo das famílias e da comunidade”, defende.
O encontro de ontem, além das ações da equipe e a participação de pacientes do CAPS, contou com apresentações culturais promovidas pela Secretaria de Cultura e participação de profissionais do Centro Municipal de Formação para Profissionais da Educação de Sorriso (Cemfor).
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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