Sorriso
Após tratativas entre Poder Executivo e Infraero Sorriso volta a operar com os voos à Cuiabá
Sorriso
Sorriso se destacou por uma tratativa bem sucedida entre Administração Municipal e Infraero. O prefeito Alei Fernandes e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Lucion, cientes da importância da conectividade aérea para os avanços do Município, iniciaram um diálogo em Brasília, que resultou na volta dos voos do trecho de Sorriso à Cuiabá e da capital do Estado à Capital Nacional do Agronegócio.
Com isso, a partir do dia 04 de agosto a Azul Linhas Aéreas volta a operar esses voos no Aeroporto Regional Adolino Bedin. O horário de partida de Sorriso está previsto para 14h35 com uma hora e 10 minutos de duração. Já, de Cuiabá até a capital do Agronegócio, o horário ficou das 12h45, também, com a mesma duração de tempo de voo.
“Após esse encontro importante, alcançamos esse resultado positivo que reforça ainda mais a importância de estratégias de desenvolvimento regional que priorizam a conectividade e o impulsionamento econômico”, destacou o prefeito.
O Aeroporto Regional Adolino Bedin foi inaugurado em 20 de junho de 2016 e desde fevereiro de 2022, a Infraero é responsável pela administração, que possui uma pista de 1.700 metros de comprimento, com estimativa de aumento para 2.000 metros, desta forma, poderá receber aviões de carga e de portes maiores. Em 2024, registrou um movimento de 47.924 passageiros, 2.165 operações de aeronaves e 218 toneladas de carga.
“Vamos continuar com esses diálogos importantes que impactam positivamente no desenvolvimento da nossa cidade. Queremos que o Aeroporto Adolino Bedin se torne um importante hub regional, contribuindo para o crescimento de Sorriso e região”, finalizou Alei.
O retorno dessa rota até a capital Cuiabá, substitui o trecho de Sorriso ao Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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