LUCAS DO RIO VERDE
Green School conecta educação, inovação e sustentabilidade em Lucas do Rio Verde
LUCAS DO RIO VERDE
Com o propósito de formar jovens para um futuro mais consciente, sustentável e inovador, a Secretaria de Educação de Lucas do Rio Verde, em parceria com a Unilasalle, deu início às atividades da nova turma do Projeto Green School nesta terça-feira (9). A iniciativa faz parte do InPacto Lucas e envolve 50 alunos das Escolas Municipais Eça de Queirós e Olavo Bilac.
“O objetivo é oportunizar que esses alunos conheçam e aprofundem seus conhecimentos sobre agronegócio, sustentabilidade, empreendedorismo, educação financeira e projeto de vida. Então, a ideia é apresentar aos jovens o potencial de Lucas do Rio Verde, para que possam crescer e permanecer no município, escolhendo a profissão e o curso universitário ou técnico com os quais mais se identifiquem”, pontuou a secretária de Educação, Elaine Lovatel.
Ao longo de três meses, os estudantes participam de encontros e atividades práticas organizadas em três trilhas formativas, iniciando pela trilha de Agronegócio e Sustentabilidade. Entre as ações desenvolvidas destacam-se as visitas técnicas ao campo experimental, o plantio de mudas na estufa e na horta, além do trabalho com temas como economia verde, gestão de resíduos, agricultura regenerativa e desenvolvimento local.
Já a trilha Empreendedorismo e Inovação aborda como reconhecer tendências e oportunidades, especialmente nas áreas de sustentabilidade, tecnologia e inovação, além de como desenvolver uma mentalidade inovadora e gerar novas ideias e negócios.
Por fim, os jovens participarão da trilha Projeto de Vida, que os ajuda a entender melhor as próprias emoções, a se organizar e a planejar o futuro. A trilha também trabalha habilidades como convivência em grupo, cooperação, liderança, empatia, respeito, aceitação e postura profissional.
“O projeto foi apresentado para a gente na escola e eu já me interessei logo pelo nome: Green School, que significa Escola Verde. Também me chamou a atenção pelo fato de a minha família já trabalhar bastante com sustentabilidade, além de já ter ouvido depoimentos positivos de colegas que já participaram. O que mais me atraiu foi a trilha de Agronegócio, porque é uma área que eu gostaria de estudar e seguir profissionalmente”, contou o aluno Vitor Rigo.
“É uma honra para nós participar de um projeto como esse. Nós sabemos que esses alunos podem se tornar, em algum momento, acadêmicos nesta instituição. Então, a Unilasalle poder abrir as portas para esses jovens é muito gratificante”, destacou a coordenadora do Programa Inova da Unilasalle, Fernanda Takemori.
Ao fortalecer a conexão entre educação, inovação e sustentabilidade, o Green School reafirma seu papel como uma iniciativa estratégica para a formação de jovens mais preparados para os desafios do presente e do futuro. Integrado ao ecossistema de inovação do município, o projeto contribui para ampliar horizontes, despertar vocações e incentivar escolhas conscientes, consolidando Lucas do Rio Verde como referência em educação transformadora e desenvolvimento sustentável.
InPacto Lucas e projeções futuras
O InPacto Lucas é o primeiro pacto municipal pela inovação em Mato Grosso e consolidou um ecossistema robusto, conectando quatro hélices: poder público, instituições de ensino, empresas e sociedade civil organizada.
Em maio, a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade e outras instituições do InPacto, participou da 4ª edição do Sebrae Hacking, um encontro voltado à inovação e à criatividade, realizado em Cuiabá.
Na ocasião, o município participou da jornada estadual de estruturação, aceleração e monitoramento dos 14 Ecossistemas Locais de Inovação (ELIs) do Estado de Mato Grosso, iniciativa desenvolvida no âmbito do Pacto estadual para fortalecimento dos ecossistemas territoriais.
Nesse contexto, o Projeto Green School foi selecionado para representar o município no processo estadual de aceleração do ecossistema, passando a integrar as atividades do ELI Summit, bem como as palestras e oficinas preparatórias promovidas ao longo da jornada.
Como desdobramento estratégico dessa participação, estabeleceu-se como meta a ampliação do Projeto Green School, com previsão de atendimento a 150 alunos nas turmas programadas para 2027, fortalecendo o protagonismo local no ecossistema de inovação e ampliando o impacto educacional da iniciativa.
LUCAS DO RIO VERDE
Pesquisa social sobre esgotamento sanitário teve início nesta terça-feira (13) em Lucas
Moradores de diversos bairros de Lucas do Rio Verde, contemplados pelas obras de esgotamento sanitário, começam a receber, a partir desta terça-feira (13), a visita de profissionais responsáveis pela realização de uma pesquisa social. A iniciativa integra o Projeto de Trabalho Social (PTS), vinculado às obras financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2023), e tem como objetivo conhecer o perfil das comunidades atendidas para orientar ações de informação, educação ambiental e conscientização sobre o uso adequado da rede de esgoto.
A pesquisa faz parte do projeto de implantação e ampliação do sistema de esgotamento sanitário no município. Os moradores poderão responder ao questionário presencialmente, durante a visita dos pesquisadores, ou por meio de um link que será disponibilizado nos grupos dos bairros.
O levantamento reunirá informações socioeconômicas, como composição familiar, faixa etária, escolaridade, presença de crianças, idosos e pessoas com deficiência, além de dados sobre a participação em programas sociais. As informações contribuirão para identificar as características e necessidades das comunidades e subsidiar o planejamento das atividades do Trabalho Social.
As ações estão relacionadas às obras de implantação da Estação de Tratamento de Esgoto por Lagoas de Estabilização, no bairro Parque das Américas; à implantação de redes coletoras nos bairros Jardim Cerrado e Parque das Araras; e à construção da Estação Elevatória de Esgoto Bruto (EEEB) Chapada, no Parque das Araras.
O trabalho também abrangerá moradores de regiões que terão as redes coletoras ativadas após a conclusão das estruturas necessárias ao funcionamento do sistema. Estão previstas ações em parte dos bairros Parque dos Buritis, Loteamento Florais dos Buritis, Vida Nova, Parque das Araras, Jardim Cerrado e Parque das Américas, além da ativação integral da rede nos bairros Jardim Esperança (Pacaembu) e Jaime Seiti Fujii.
Orientação e educação ambiental
Além da pesquisa, o Trabalho Social prevê encontros com moradores, reuniões, palestras e outras atividades educativas. A proposta é informar a população sobre as etapas das obras, os benefícios da coleta e do tratamento de esgoto e os procedimentos necessários para conectar os imóveis à rede pública.
As orientações também abordarão o uso correto do sistema, incluindo os cuidados com o descarte de resíduos e a importância de não conectar a rede de drenagem pluvial, destinada à água da chuva, à rede de esgoto. Essas medidas ajudam a prevenir problemas operacionais, reduzir os riscos de contaminação ambiental e contribuir para a saúde pública.
Nas regiões em que o serviço de esgotamento sanitário será ativado, os moradores também receberão informações sobre a necessidade de realizar a ligação domiciliar à rede pública, os procedimentos para a desativação das fossas e a utilização adequada do novo sistema, conforme as orientações técnicas aplicáveis.
A iniciativa também fortalece o diálogo entre o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e a população, contribuindo para a sustentabilidade dos investimentos em saneamento e para a melhoria da qualidade de vida dos moradores.
“Todo esse trabalho é fundamental para que possamos dar andamento na grande demanda de universalização do esgoto, que é fundamental para que a gente consiga melhorar as questões de saúde pública. O esgoto, é fundamental que ele seja tratado e destinado ao local correto”, observa o supervisor do Saae, Marcelo Reckzield.
Os profissionais responsáveis pela pesquisa são contratados pela empresa FAS Consultoria e Projetos e estarão devidamente identificados com uniforme e crachá durante as visitas aos moradores.
“Por meio da pesquisa vamos montar as atividades do trabalho técnico-social. É importante que as famílias recebam os pesquisadores e respondam o questionário”, ressaltou a técnica responsável Letícia Albuquerque.
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