Cuiabá
Michelly fiscaliza obra da Policlínica do Coxipó e anuncia transformação em CEM
Cuiabá
A vereadora Michelly Alencar, presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Cuiabá, utilizou a tribuna para relatar a fiscalização realizada no dia 5 de julho nas obras da Policlínica do Coxipó, paralisadas há anos.
“Estive na obra parada da Policlínica do Coxipó, que é aguardada com muita expectativa pela comunidade. Inclusive, essa já é uma luta nossa de longa data. No entanto, é preciso esclarecer que, por orientação do Ministério da Saúde, não há mais autorização para a implantação de novas policlínicas, o que inviabiliza a retomada do projeto original”, destacou a vereadora.
Segundo Michelly, após diálogo com a secretária municipal de Saúde, foi informada de que o espaço será transformado em um Centro de Especialidades Médicas (CEM), com o objetivo de atender à demanda reprimida da região. A nova unidade contará com médicos especialistas que não estão disponíveis nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) nem nas antigas policlínicas. Além disso, dois prédios anexos ao complexo serão destinados aos atendimentos de saúde bucal e aos serviços de fisioterapia.
Durante a visita à atual estrutura do CEM, anexa ao prédio da Policlínica, a vereadora também chamou atenção para as condições “provisórias” do espaço onde estão sendo realizados os atendimentos de fisioterapia.
Michelly informou ainda que questionou a secretária sobre a retomada das obras e recebeu como resposta que a conclusão do complexo depende da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Governo do Estado e a Prefeitura, garantindo a continuidade dos trabalhos.
“A informação que a Secretaria nos passou é de que já existe um planejamento para que aquele espaço seja entregue à população com a estrutura e os serviços necessários. A atual gestão municipal está pronta para organizar essa retomada, aguardando apenas que o Governo do Estado libere os recursos da contrapartida para o início das obras”, concluiu.
Cuiabá
Prefeito e secretário encaminham projeto à Câmara para permitir renovação de contratos da Educação
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o secretário municipal de Educação, Reginaldo Alves Teixeira, encaminharam à Câmara Municipal um projeto de lei que amplia o prazo para contratação temporária de profissionais da Rede Municipal de Ensino. A proposta busca permitir a renovação de contratos e reduzir a necessidade de realização recorrente de processos seletivos, garantindo maior continuidade aos serviços educacionais. O Projeto de Lei nº 383/2026 foi protocolado pelo Executivo em 24 de agosto.
O prefeito Abilio Brunini destacou que a proposta busca evitar a realização de processos seletivos todos os anos para atender a uma necessidade que permanece na Rede Municipal de Ensino. “Eu tenho o desejo de evitar que fique fazendo processo seletivo todos os anos. Nós vamos fazer um processo seletivo, vale contrato dois anos, a gente renova e depois faz um processo seletivo novo”, afirmou. Segundo ele, a medida permite dar maior estabilidade ao planejamento da Educação, sem deixar de cumprir a exigência de realização de concurso público.
A proposta altera a Lei Municipal nº 4.424, de 2003, que regulamenta as contratações temporárias por excepcional interesse público. Pelo texto, os contratos enquadrados na hipótese de contratação de professores substitutos e visitantes poderão ter duração de até 18 meses, com possibilidade de uma única prorrogação por igual período, alcançando o limite máximo de 36 meses. A mudança também prevê a aplicação da nova regra aos contratos temporários vigentes e aos processos seletivos simplificados ainda dentro do prazo de validade, desde que atendidos os requisitos legais.
Durante conversa sobre a medida, o prefeito destacou que pretende evitar a realização de novos processos seletivos todos os anos quando a necessidade de profissionais permanece. “Eu tenho o desejo de evitar que fique fazendo processo seletivo todos os anos. Nós vamos fazer um processo seletivo, vale contrato dois anos, a gente renova e depois faz um processo seletivo novo”, afirmou Abilio, ao explicar que a mudança também será acompanhada dos estudos necessários para a realização de concurso público na Educação.
Segundo o secretário Reginaldo, a equipe técnica da Secretaria de Educação realizou estudos e buscou orientação jurídica para estruturar a proposta. A Secretaria havia encaminhado à Procuradoria-Geral do Município uma solicitação para analisar a alteração da legislação e a possibilidade de aplicar a nova sistemática aos contratos e processos seletivos em andamento.
O secretário municipal de Educação, Reginaldo Alves Teixeira, ressaltou que, paralelamente à proposta de alteração da legislação, já está em andamento o planejamento para a realização de concurso público na Educação. “Em paralelo, a gente está fazendo um estudo também para continuar aí com o concurso público, que é uma exigência aí já faz há bastante tempo, e a gente está fazendo esse estudo”, afirmou. Ele explicou que, enquanto o concurso é estruturado, a Secretaria trabalha para viabilizar a renovação dos contratos dos profissionais selecionados, caso a Câmara aprove a alteração legislativa.
A justificativa administrativa aponta que a realização sucessiva de processos seletivos exige mobilização de equipes para elaboração de editais, inscrições, análise documental, recursos, homologação, convocação, contratação, cadastramento, atribuição e lotação. A repetição desses procedimentos também gera custos e pode provocar dificuldades na organização das unidades e no início dos períodos letivos.
Para os professores, a Secretaria destaca ainda o impacto pedagógico da continuidade dos profissionais. A permanência durante o período em que existir a necessidade temporária contribui para preservar o planejamento, acompanhar a aprendizagem dos estudantes e manter a integração entre docentes, equipes gestoras e comunidade escolar.
A proposta, no entanto, não garante a renovação automática dos contratos. O texto estabelece que a prorrogação dependerá da necessidade da Administração, da permanência da situação temporária de excepcional interesse público, da disponibilidade orçamentária e financeira e do cumprimento dos demais requisitos legais.
O projeto também deixa claro que a ampliação do prazo não transforma os contratos temporários em vínculos permanentes e não substitui o concurso público como forma de ingresso efetivo no serviço público. A Prefeitura informou que, paralelamente à tramitação da proposta, a Secretaria de Educação trabalha em estudos para avançar na realização de concurso público para a área.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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