Agricultura
Uso de bioinsumos deve ultrapassar 20% de expansão em 2025
Agricultura
O mercado de bioinsumos no Brasil, que inclui tecnologias como biofungicidas e solubilizadores de nutrientes, segue em rápida expansão e deve alcançar uma taxa de crescimento superior a 20% em 2025, conforme especialistas do setor. Durante o 2º Workshop ANPII Bio de Inteligência de Mercado, realizado pela Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio), foram discutidas as principais tendências desse segmento, que tem se tornado cada vez mais acessível aos produtores, independentemente do porte de suas propriedades.
Os bioinsumos têm se destacado por sua capacidade de substituir produtos químicos e fertilizantes minerais, com benefícios tanto para a saúde do solo quanto para a sustentabilidade da produção agrícola. Tecnologias como biofungicidas, bionematicidas e bioinseticidas vêm conquistando os produtores por promoverem uma maior absorção de nutrientes pelas culturas, além de reduzir as perdas causadas por doenças. Esses produtos têm se mostrado eficazes na proteção das lavouras, melhorando a produtividade e o equilíbrio ambiental.
Apesar do crescimento acelerado, o setor ainda enfrenta desafios, como a necessidade de maior capacitação técnica dos agricultores e a implementação de regulamentações específicas para novos produtos. Contudo, os investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e qualificação apontam para um futuro promissor. Os bioinsumos se consolidam como uma alternativa sustentável e eficaz para a agricultura brasileira, favorecendo a produção de alimentos de forma mais equilibrada e com menor impacto ambiental.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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