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Termina o plantio da soja, mas seca atrasa ciclo e derruba produtividade

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O Mato Grosso encerrou o plantio da safra de soja 2025/26, alcançando os 13,01 milhões de hectares previstos pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O ciclo começou em ritmo recorde — o avanço mais rápido dos últimos cinco anos — impulsionado pelas chuvas volumosas de setembro e do início de outubro. Mas a boa largada não se sustentou: a partir do fim de outubro, a estiagem prolongada somada às temperaturas acima da média freou a semeadura e acendeu alertas entre produtores.

O atraso ficou mais evidente nas regiões Centro-Sul, Nordeste e Sudeste, onde a irregularidade das precipitações empurrou o fim do plantio para a última semana. Com isso, o indicador estadual fechou abaixo da média recente e trouxe impactos diretos para as projeções de produtividade.

Segundo o Imea, a produção mato-grossense deve recuar para 47,18 milhões de toneladas, queda de 7,29% frente ao ciclo anterior. A área cultivada se manteve estável, mas a produtividade média caiu para 60,45 sacas por hectare, retração inicial de 8,81% em relação a 2024/25. Produtores já trabalham com cenários mais conservadores, sobretudo nas áreas onde a fase de germinação ocorreu sob forte déficit hídrico.

Para as próximas semanas, as estimativas do NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) apontam acumulados de 65 a 75 milímetros na maior parte do Estado. Embora abaixo do ideal, esse volume pode mitigar parte dos prejuízos iniciais e favorecer o desenvolvimento da soja na virada do ano, especialmente nas regiões que semearam mais tarde.

Fonte: Pensar Agro

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Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.

Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.

O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.

A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.

No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.

Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.

O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.

Fonte: Pensar Agro

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