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Setor de saúde animal fecha 2025 com receita recorde de R$ 12,8 bilhões

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A indústria brasileira de saúde animal, responsável pela produção de vacinas, medicamentos veterinários, antiparasitários e produtos biológicos para pecuária e animais de companhia, encerrou 2025 com faturamento de R$ 12,8 bilhões, alta de 7,9% em relação ao ano anterior. O levantamento é do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), após o fechamento e a consolidação dos dados das empresas do setor.

O segmento de bovinos manteve a liderança do mercado, respondendo por 47% da receita total da indústria. A avicultura também registrou crescimento em 2025, acompanhando o avanço das exportações brasileiras e da demanda internacional por proteína animal.

Entre as categorias de produtos, os biológicos e os antiparasitários permaneceram entre os principais segmentos da indústria. Segundo o Sindan, o movimento reflete a maior adoção de tecnologias voltadas à prevenção de doenças e ao aumento da eficiência sanitária dos rebanhos.

Após anos de forte expansão, o mercado de animais de companhia respondeu por 25% do faturamento total em 2025, ante 27% registrados no ano anterior. A mudança ocorreu em meio ao crescimento mais acelerado das cadeias de produção animal, especialmente bovinos e aves.

De acordo com a entidade, a redução da participação relativa do segmento pet não representa retração do mercado, mas uma recomposição decorrente do avanço mais intenso das atividades ligadas à produção pecuária.

Os números mantêm a trajetória de crescimento observada pela indústria de saúde animal ao longo da última década, período em que o setor registrou expansão média próxima de 10% ao ano. Além da pecuária de corte e leite, a indústria atende os segmentos de aves, suínos, equinos, aquicultura e animais de companhia, fornecendo produtos voltados à prevenção, controle e tratamento de enfermidades.

O desempenho acompanha a evolução das cadeias pecuárias e a crescente demanda por tecnologias voltadas à produtividade e ao atendimento dos padrões sanitários exigidos pelos mercados consumidores.

Fonte: Pensar Agro

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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