Agricultura
Principais nomes do agro se reúnem amanhã no Congresso Andav
Agricultura
O agronegócio voltado à distribuição de insumos atinge seu ponto alto com a realização do 14º Congresso Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav). O evento começa amanhã (05.08) no Transamérica Expo Center, em São Paulo e segue até a quinta-feira (07). R
econhecido como o maior encontro do setor no Brasil, o evento reunirá profissionais do canal de distribuição de insumos agrícolas e veterinários com o intuito de promover networking, troca de informações e exposição de tecnologias.
Com uma área de exposição superior a 24 mil m² distribuída em quatro pavilhões, a feira contará com mais de 250 marcas expositoras, incluindo empresas de defensivos, sementes, nutrição animal, agtechs, fintechs e consultorias especializadas.
A projeção é reunir cerca de 14 mil participantes de todos os estados, entre distribuidores, consultores, produtores rurais e técnicos — consolidando o evento como plataforma de referência para o setor.
A programação técnica terá plenárias, painéis simultâneos e sessões de networking sobre temas estratégicos como gestão de distribuição, crédito, inovação tecnológica, ESG e transformação digital.
Dentre os palestrantes confirmados estão nomes de destaque como Carlos Cogo, que abordará geopolítica e custos de insumo; Ricardo Amorim, no encerramento da programação; além de influenciadores do agro como Camila Telles, Tatiane Tiemi, Sérgio Vale e o atleta paralímpico Daniel Dias, que trará inspiração e reflexão ao público.
A abertura oficial contará com a participação de lideranças como Paulo Tibúrcio (Presidente Executivo da Andav), José Hara (Presidente do Conselho Diretor da Andav), Isan Rezende (presidente da Federação de Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso – FEAGRO/MT e do Instituto do Agronegócio – IA) e Caio Carvalho (presidente da Abag), além de representantes dos governos estadual e federal.
A assessoria da Andav informa que a edição deste ano visa reforçar o distribuidor como agente de transformação no agronegócio brasileiro, promovendo eficiência, inovação e sustentabilidade na cadeia de abastecimento. Com foco em ampliar o acesso ao crédito, a edição 2025 inclui painéis dedicados a soluções financeiras, com participação de empresas como TerraMagna, Agrihub e Ecoagro. A iniciativa busca responder aos desafios de acesso a recursos para os distribuidores e fortalecer a cadeia de suprimento no campo.
O encontro também irá apresentar os resultados da 10ª Pesquisa Nacional da Distribuição, realizada pela Andav com contribuições de seus associados, com diagnósticos detalhados sobre logística, faturamento e tendências do setor.
Em um cenário de transformações aceleradas na economia agropecuária, o Congresso Andav se coloca como palco estratégico para conectar atores, identificar oportunidades e fortalecer a atuação dos distribuidores frente aos desafios de mercado no ciclo 2025/26.
Serviço
Data: 5 a 7 de agosto de 2025
Local: Transamérica Expo Center, Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro, São Paulo – SP
Outras informações: eventosandav.com.br
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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