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Lançado em Cuiabá o Congresso da Aviação Agrícola 2025

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Lançado na manhã desta terça-feira (15.07), em Cuiabá, o Congresso da Aviação Agrícola 2025 (Congresso AvAg), um dos maiores encontros do setor no mundo. O evento de lançamento ocorreu no auditório da AMPA e da Aprosoja, no Centro Político Administrativo da capital mato-grossense, reunindo autoridades do setor público, lideranças do agro, empresários aeroagrícolas e representantes das empresas expositoras já confirmadas para o congresso.

O evento teve a participação da presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Hoana Almeida Santos e Claudio Júnior, Diretor Operacional do Sindag; Lucas Beber, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), além de outras autoridades.

Com o lançamento, a contagem regressiva está aberta: faltam 35 dias para o início do evento, que será realizado de 19 a 21 de agosto no Aeroporto Executivo de Santo Antônio de Leverger (MT), município vizinho a Cuiabá. O local, que já sediou a edição anterior, volta a receber uma estrutura de grande porte para abrigar aeronaves, painéis técnicos, estandes, palestras e demonstrações de campo voltadas à aviação rural — setor responsável por operar em mais de 100 milhões de hectares no país.

Sob o tema “Um olhar para o futuro”, a programação inclui painéis sobre inovação tecnológica, sustentabilidade, segurança operacional e os rumos regulatórios do setor, além de atividades voltadas à formação técnica e networking entre os principais players do mercado. Entre os destaques, estão a mostra de equipamentos e o 1º Leilão da Aviação Agrícola, cuja arrecadação será destinada ao Fundo de Defesa da Aviação Agrícola Brasileira.

Outro momento aguardado da agenda será a palestra do ex-jogador Neto Zampier, sobrevivente do acidente aéreo da Chapecoense, que falará sobre superação e propósito. A conexão com os desafios da aviação rural deve provocar reflexões sobre segurança, resiliência e tomada de decisão em contextos extremos — temas caros ao setor.

Com cerca de 2,5 mil aeronaves em operação e a segunda maior frota do mundo, a aviação agrícola brasileira movimentou mais de R$ 8 bilhões em 2024. Projeções apontam que esse valor deve crescer até 25% até 2027, impulsionado pelo aumento da demanda por agricultura de precisão, manejo ambiental e combate a incêndios. Mato Grosso, por sua vez, lidera em número de aeronaves e área atendida, sendo o principal polo de operações aeroagrícolas do país.

O evento deste ano deve superar os recordes de 2024, quando o Congresso AvAg recebeu mais de 4.800 visitantes, contou com 224 marcas expositoras e movimentou cerca de R$ 250 milhões em negócios.

Serviço: 

Congresso AvAg 2025
Local: Aeroporto Executivo de Santo Antônio de Leverger (MT)
Data: 19 a 21 de agosto de 2025
Tema: Um Olhar para o Futuro
Atividades:

  • Painéis técnicos (inovação, segurança, sustentabilidade, regulamentação)

  • Mostra de tecnologias e equipamentos

  • Demonstrações de voo e aplicação aérea

  • Congresso Científico

  • 1º Leilão da Aviação Agrícola

  • Palestra motivacional com Neto Zampier (ex-Chapecoense)

INSCRIÇÕES: no site congressoavag.org.br

Fonte: Pensar Agro

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Nova safra de soja pode superar 22,6 milhões de toneladas, estima Deral

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A primeira estimativa para a safra 2026/27, divulgada nesta quinta-feira (27.09), aponta uma nova expansão da produção de soja, com 22,64 milhões de toneladas previstas, crescimento de 4% em relação ao ciclo atual. O avanço deve ocorrer praticamente sem aumento da área plantada, sustentado principalmente pela expectativa de maior produtividade nas lavouras.

A projeção foi divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e coloca a produtividade como principal fator para o crescimento esperado na próxima temporada.

A área destinada à soja está estimada em 5,76 milhões de hectares, apenas 0,5% acima dos 5,73 milhões de hectares cultivados em 2025/26. Já o rendimento médio deve passar de 3.802 para 3.930 quilos por hectare, avanço de aproximadamente 3,4%.

Se a previsão se confirmar, serão quase 840 mil toneladas adicionais de soja sem uma expansão proporcional das lavouras. O resultado reforçaria um movimento importante para o produtor em um momento de margens mais apertadas, no qual elevar a produção por hectare tende a ser mais relevante do que simplesmente aumentar a área cultivada.

A estimativa parte de uma base já elevada. Para 2025/26, o Deral calcula produção de 21,80 milhões de toneladas, 3% superior às 21,14 milhões de toneladas colhidas em 2024/25. A projeção praticamente não mudou em relação ao levantamento anterior.

O desempenho da próxima temporada, entretanto, ainda dependerá principalmente do clima. A projeção inicial trabalha com condições consideradas normais de desenvolvimento, enquanto o plantio e as fases mais importantes para definição da produtividade ocorrerão ao longo dos próximos meses.

Milho verão mantém produção acima de 4 milhões de toneladas

Para o milho da primeira safra, a expectativa é de estabilidade. A produção está projetada em 4,10 milhões de toneladas em 2026/27, apenas 1% abaixo dos 4,14 milhões de toneladas obtidos no ciclo atual.

A área, por outro lado, deve crescer 2%, passando de 365,7 mil para 373 mil hectares. A produtividade esperada é de 10.984 quilos por hectare.

O número chama atenção pelo elevado rendimento do milho verão, que permanece concentrado em uma área muito menor do que a ocupada pela segunda safra. A maior parte do milho paranaense é produzida depois da colheita da soja.

Na temporada 2025/26, o milho verão apresentou forte recuperação. As 4,14 milhões de toneladas representam crescimento de 36% em relação às 3,05 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.

A segunda safra de milho, atualmente em fase final, também recebeu uma revisão positiva. O Deral elevou sua estimativa de 17,05 milhões para 17,32 milhões de toneladas, acréscimo de aproximadamente 270 mil toneladas em relação à previsão de julho.

Mesmo com a revisão, o volume permanece 3% abaixo das 17,90 milhões de toneladas obtidas em 2024/25. A área cresceu 3%, para 2,917 milhões de hectares, mas a produtividade caiu de 6.317 para 5.940 quilos por hectare.

Trigo perde área e produção

O quadro é menos favorável para o trigo. A estimativa para a safra 2025/26 caiu para 2,37 milhões de toneladas, redução de 18% frente às 2,88 milhões de toneladas do ciclo anterior.

A retração combina menor área e menor produtividade. O plantio recuou 11%, para 726,9 mil hectares, enquanto o rendimento médio está estimado em 3.259 quilos por hectare, ante 3.526 quilos na temporada passada.

A primeira fotografia da safra 2026/27, portanto, indica que a soja continuará ocupando praticamente a mesma área, mas poderá entregar uma produção maior. Para o produtor, o desafio será transformar o ganho esperado de produtividade em resultado financeiro num cenário em que custos de produção e preços recebidos continuam determinantes para a margem da atividade.

Fonte: Pensar Agro

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