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Wilson Santos propõe nome de ex-governador para ponte ferroviária sobre o rio Vermelho

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 1.092/2025 para denominar a ponte ferroviária sobre o rio Vermelho, em Rondonópolis, como “Ponte Ferroviária Governador Carlos Gomes Bezerra”. A iniciativa reconhece a contribuição do ex-governador para o desenvolvimento de Mato Grosso, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde, agricultura, educação e transporte.

Ao justificar a proposta, o parlamentar destacou a trajetória política de Carlos Bezerra, nascido em Chapada dos Guimarães, e a sua atuação em defesa de trabalhadores rurais e de famílias que enfrentavam conflitos agrários pela posse da terra. “Essa é uma justa homenagem que este Parlamento faz a um filho de Chapada dos Guimarães, professor, advogado. Atuou em toda a região sul, sudeste e no Araguaia, defendendo os posseiros, os meeiros, aqueles que o Estado, infelizmente, não dava a devida cobertura”, relatou.

Carlos Bezerra iniciou a sua trajetória política na década de 1970 e ocupou diferentes cargos públicos, entre eles deputado estadual, deputado federal, prefeito de Rondonópolis, governador de Mato Grosso e senador da República. Para Wilson Santos, a sua passagem pelo governo estadual, entre 1987 e 1990, foi marcada por transformações importantes para a população mato-grossense.

“Ele também foi líder do movimento estadual de Cuiabá, foi deputado estadual em 1974, depois foi eleito federal em 1978, prefeito de Rondonópolis em 1982, governador em 1986 até 1990. Fez profundas transformações e melhorou muito a vida das pessoas”, ressaltou.

Entre as ações destacadas pelo deputado estão a descentralização dos serviços de saúde, com a construção dos primeiros hospitais regionais do Estado, a implantação de mecanismos de gestão democrática na rede pública de ensino e os investimentos em saneamento básico. “Foi o primeiro governador a tratar em saneamento básico, a fazer a primeira estação de esgoto e ainda é a maior de Cuiabá e, também, levou rede de esgoto para outras cidades”, declarou.

O parlamentar também lembrou as medidas adotadas por Bezerra para enfrentar os conflitos agrários em Mato Grosso. Segundo ele, a decisão de restringir a atuação policial nessas situações e priorizar a negociação contribuiu para reduzir a violência no campo. “Na área do campo, por meio de um decreto, proibiu a atuação da polícia no campo onde havia conflitos, trazendo para a mesa de negociação, para que a razão e a civilização resolvessem esses conflitos agrários de Mato Grosso. Diminuiu sobremaneira as mortes no campo de Mato Grosso”, lembrou.

A ponte ferroviária sobre o rio Vermelho está situada em Rondonópolis, município estratégico para o escoamento da produção agrícola e para a integração logística de Mato Grosso com outros mercados. A proposta destaca que a infraestrutura ferroviária representa um dos símbolos do desenvolvimento econômico da região sul do Estado e a atribuição do nome de Carlos Gomes Bezerra busca associar essa estrutura à trajetória pública do ex-governador e à sua atuação política em favor do desenvolvimento regional.

Ao defender a homenagem, Wilson Santos ressaltou a importância de reconhecer publicamente a contribuição de lideranças que marcaram a história política estadual. “E, sem dúvida, foi um governador que deixou saudades em Mato Grosso. No próximo 4 de novembro, ele completará 85 anos. Eu tenho certeza que essa homenagem no Parlamento, onde começou a sua carreira política, é uma justa homenagem a um ex-membro titular da Casa, que fez uma das mais completas biografias na política mato-grossense. Agradeço aos colegas que depositam ao Carlos Bezerra esse voto de confiança”, concluiu Wilson Santos.

Fonte: ALMT – MT

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Várzea Grande

Bruno Rios registra boletim contra Wanderley e afirma que não responderá por atos do presidente

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O vereador Bruno Rios (PL) registrou um boletim de ocorrência contra o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), após relatar ter sido ameaçado durante uma sessão legislativa na terça-feira (20). O episódio ocorreu poucas horas depois da deflagração da Operação Cathedra Venalis, que investiga suspeitas de corrupção e compra de votos relacionadas à eleição da Mesa Diretora.

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (21), Bruno afirmou que Wanderley deu um tapa em seu ombro esquerdo e disse que ele iria “pagar”. O vereador declarou que não aceita ser responsabilizado pelas investigações que atingem o presidente do Legislativo.

“Ele me falando: ‘Você vai me pagar, meu filho’. Naquele momento, eu simplesmente indaguei: ‘Pagar o quê? O que eu estou te devendo?’. Não estou te devendo nada. Não adianta o senhor querer procurar em mim culpado pelos seus atos”, relatou.

Bruno afirmou que pretende encaminhar o registro policial aos responsáveis pela investigação. Segundo ele, a abordagem ocorreu em meio à repercussão da operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que colocou Wanderley entre os alvos.

“Eu respondo pelos meus atos e não pelos seus atos. Eu acredito que tudo que está acontecendo foi em decorrência dos atos dele e do grupo dele, pelo formato de fazer aquela política”, declarou.

Durante a entrevista, Bruno também negou ter sido responsável pela denúncia que deu origem à investigação do Gaeco. Ele explicou que sua atuação contra Wanderley ocorreu por meio de medidas judiciais relacionadas à eleição da Mesa Diretora.

“Eu sou autor da ação no STF e dos mandados de segurança. Desses eu sou autor”, afirmou.

O parlamentar disse ainda que não teve acesso integral ao inquérito e que busca consultar os documentos para compreender os elementos reunidos pelos investigadores.

A Operação Cathedra Venalis apura suspeitas de compra de votos, corrupção e possível atuação de uma organização criminosa na disputa pelo comando da Câmara de Várzea Grande. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão contra vereadores do município e também alcançou parlamentares de Cuiabá.

Disputa pela Mesa Diretora continua

Além do boletim de ocorrência, Bruno voltou a cobrar a convocação de uma nova eleição para a Mesa Diretora. A votação realizada em maio, que terminou com a vitória de Wanderley por 12 votos a 11, foi anulada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O vereador sustenta que o presidente precisa convocar um novo pleito e afirma que o grupo liderado por Lucas do Chapéu do Sol (PL) mantém a candidatura para a disputa.

“A eleição está nula e ele tem que convocar a nova eleição”, declarou.

Bruno também criticou a articulação política que antecedeu a votação de maio e questionou a realização de uma reunião de vereadores em uma chácara antes do pleito. Segundo ele, o grupo de Wanderley teria alimentado a expectativa de que a prefeita Flávia Moretti (PL) seria cassada pela Justiça Eleitoral e que integrantes do grupo poderiam ocupar cargos na administração municipal. Essas afirmações representam a versão do vereador e não devem ser confundidas com fatos comprovados pela investigação.

O boletim de ocorrência formaliza a denúncia de Bruno sobre a suposta ameaça. A apuração do episódio e das suspeitas relacionadas à eleição da Mesa Diretora cabe às autoridades competentes.

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