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Gaeco monitorou vereadores com drones em chácara antes de eleição em VG

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) utilizou drones para acompanhar uma reunião de vereadores de Várzea Grande em uma chácara no Distrito da Guia, em Cuiabá, às vésperas da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. As imagens registraram a circulação de pessoas, veículos estacionados e parlamentares reunidos em diferentes pontos da propriedade.

O monitoramento integra as investigações da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis irregularidades na articulação política que levou Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência do Legislativo várzea-grandense.

Conforme informações divulgadas pelo Olhar Direto, a apuração teve início após uma denúncia anônima apontar que vereadores estariam reunidos na chácara para assegurar apoio à candidatura de Wanderley. O relato também levantou suspeitas de pagamentos em dinheiro e mencionou a possível presença de homens armados no local. As informações ainda são objeto de investigação e não representam comprovação das irregularidades denunciadas.

Entre os parlamentares investigados estão Wanderley Cerqueira, Braz Jaciro, Dr. Miguel Júnior, Sargento Galibert, Wender Madureira e Alessandro Moreira, além de outros integrantes da Câmara. A apuração também busca esclarecer denúncias sobre supostos pagamentos periódicos, chamados de “pacuzinho”, que teriam sido utilizados para manter o apoio de vereadores.

A eleição da Mesa Diretora ocorreu em 14 de maio. Na ocasião, Wanderley venceu Lucas do Chapéu do Sol (PL) por 12 votos a 11. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a votação, por entender que a escolha para o biênio 2027/2028 havia sido realizada de forma antecipada demais.

A Operação Cathedra Venalis cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, com a participação de mais de 200 policiais. O vereador Sargento Galibert confirmou que esteve na chácara, mas negou que tenha havido pagamento em troca de votos.

As investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos e individualizar eventuais responsabilidades. Até o momento, as suspeitas não significam que os investigados tenham cometido crimes.

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Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG

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O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.

Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.

A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.

Denúncia menciona possível plano contra a prefeita

O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.

Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.

As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.

A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.

O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.

Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.

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