Saúde
Debate termina em troca de acusações entre Pivetta, Wellington e Natasha
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O último debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso antes do primeiro turno foi marcado por uma série de confrontos diretos entre Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD). Realizado na manhã desta quinta-feira (1º), pela TV Vila Real, o encontro reuniu os seis concorrentes ao Palácio Paiaguás e ocorreu três dias antes da votação.
Um dos momentos mais tensos envolveu Natasha e Pivetta. A candidata questionou o governador sobre o episódio de violência contra a ex-esposa, exibido em reportagem do Fantástico, e perguntou quais medidas seriam adotadas para evitar situações semelhantes. Pivetta respondeu citando ações do Governo de Mato Grosso voltadas à proteção das mulheres, como medidas protetivas, Delegacias da Mulher, habitação e bolsa-aluguel.
Na réplica, Natasha afirmou que havia sido impedida pela Justiça Eleitoral de abordar o assunto em sua propaganda. Pivetta rebateu dizendo que a adversária havia ultrapassado os limites legais e a acusou de mentir. “A Justiça já pediu para a senhora parar de mentir”, afirmou o governador durante o confronto.
O tema voltou a aparecer quando Wellington perguntou a Natasha sobre violência contra a mulher. A candidata retomou o caso e declarou que havia sido “silenciada” por não poder utilizar o episódio em seus programas eleitorais. Wellington, por sua vez, afirmou que “no meu governo, mulher será protegida”.
Outro embate envolvendo Pivetta e Wellington ocorreu em torno dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado. O senador voltou a questionar o governador sobre a política de renúncia fiscal, enquanto Pivetta afirmou que empresas ligadas à família de Wellington teriam sido beneficiadas pelo programa. Wellington negou e voltou a desafiar o adversário a apresentar provas, mantendo a promessa de renunciar caso fosse comprovado que sua família recebeu os benefícios mencionados.
O assunto também foi levado ao debate por Rafaell Milas (Missão), que questionou Wellington sobre a promessa de renúncia. O senador negou ter recebido incentivos fiscais e também negou que seu filho tenha sido beneficiado. Milas propôs que ambos renunciassem às candidaturas caso um deles estivesse mentindo. Wellington respondeu ironicamente ao desafio e afirmou que apresentaria documentos sobre o caso.
Natasha ainda questionou Wellington sobre a antiga aproximação política com Pivetta. Ela lembrou que os dois estiveram no mesmo grupo em 2022 e perguntou quando teria terminado a aliança. Wellington respondeu que, naquele período, defendia o projeto político por acreditar na proposta apresentada pelo grupo, mas afirmou que posteriormente passou a fazer críticas à gestão.
No encerramento, Natasha voltou a abordar o episódio envolvendo Pivetta e afirmou que pretendia levar o assunto ao conhecimento dos eleitores. “Quem bate em mulher apanha nas urnas”, declarou a candidata. A frase encerrou um dos principais embates do último debate antes do primeiro turno.
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Lei aprovada pela ALMT garante sessões de cinema adaptadas para crianças com autismo
O acesso ao lazer e à cultura também faz parte da inclusão de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste Dia das Crianças, celebrado hoje (12), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) destaca a Lei nº 13.256/2026, que determina a realização de pelo menos uma sessão mensal de cinema adaptada a esse público e suas famílias nos estabelecimentos do estado.
De autoria do deputado estadual Sebastião Rezende (União), a legislação estabelece condições para tornar a experiência mais confortável e acessível. Durante as sessões, não devem ser exibidas publicidades comerciais, as luzes precisam permanecer levemente acesas e o volume do som deve ser reduzido. Também é garantida a liberdade para entrar e sair da sala ao longo da exibição, conforme a necessidade de cada pessoa.
A lei determina ainda que as sessões sejam identificadas com o símbolo mundial do espectro autista, afixado na entrada das salas. Sancionada em março deste ano, a norma concedeu prazo de 90 dias para a adequação dos estabelecimentos.
Na justificativa do projeto apresentado à ALMT, Sebastião Rezende ressaltou que características como a sensibilidade auditiva e visual podem tornar as sessões convencionais de cinema desafiadoras para pessoas com autismo. Ele afirma no documento que o texto “pretende contribuir para garantir às pessoas com autismo a oportunidade de desfrutar do cinema por meio de sessões adaptadas à sua especificidade”.
Acesso à cultura — As sessões adaptadas já fazem parte da programação de cinemas em diferentes municípios de Mato Grosso. Em Cuiabá, a rede Cinépolis, localizada no Shopping Estação, informou que realiza mensalmente sessões inclusivas, com programação distribuída em quatro dias e exibição de dois filmes. Durante essas sessões, o som é reduzido, a iluminação permanece em 50% da capacidade e os espectadores têm liberdade para entrar e sair da sala.
Em Várzea Grande, a rede Cineflix, no Várzea Grande Shopping, informou que realiza sessões destinadas a pessoas com TEA há vários anos, antes mesmo da aprovação da legislação estadual. As exibições ocorrem na última sexta-feira de cada mês, no início da tarde, período de menor movimentação, com iluminação suave, ar-condicionado em intensidade reduzida e liberdade de circulação. O estabelecimento também oferece entrada gratuita para pessoas com deficiência (PCD).
No interior do estado, o Cine 163, em Nova Mutum, iniciou as sessões adaptadas em agosto deste ano. A primeira exibição contou com iluminação suave, som reduzido e ausência de anúncios publicitários. O cinema também adota uma política própria de gratuidade para pessoas com autismo e outras condições, mediante apresentação de documentação comprobatória.
A proprietária do Cine 163, Francielli Vila, explica que o estabelecimento busca envolver as famílias na escolha dos filmes, considerando as diferentes necessidades e preferências das crianças.
“Eu acho importante essa participação delas, para construirmos um melhor evento. É importante dar voz à família. Além da criança ser abraçada, a família precisa ser abraçada também, a família precisa ser ouvida”, afirma.
A experiência relatada em Nova Mutum também aponta para a importância do diálogo com as famílias na construção de espaços de lazer mais acessíveis. Além das adaptações sensoriais, a inclusão envolve o acolhimento das diferentes necessidades e o respeito ao tempo e à forma de participação de cada criança.
Ao estabelecer regras para as sessões adaptadas, a legislação estadual busca ampliar as possibilidades de participação de crianças e adolescentes com autismo em atividades culturais, contribuindo para que o acesso ao cinema seja uma experiência compartilhada com suas famílias.
Fonte: ALMT – MT
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