Polícia Federal
Vereador é torturado por três horas e tem parte da orelha cortada durante assalto em MT
Polícia Federal
O vereador Wesley Cláudio (Novo), de Rondonópolis, e sua família viveram horas de terror durante um assalto dentro da residência do parlamentar, na madrugada desta segunda-feira (28). Segundo informações repassadas à Polícia Militar, as vítimas foram mantidas amarradas e sofreram agressões durante aproximadamente três horas.
Os criminosos teriam invadido o imóvel e rendido Wesley, a esposa e os dois filhos. Durante a ação, o grupo exigiu dinheiro e afirmou que vinha monitorando o vereador havia alguns dias. Os suspeitos diziam ter recebido a informação de que ele manteria cerca de R$ 1 milhão em casa, supostamente destinado à compra de votos. Wesley negou possuir o valor.
A violência continuou mesmo depois de os criminosos encontrarem dinheiro na residência. O vereador teria sido agredido diversas vezes e, em determinado momento, sofreu uma coronhada na cabeça. Na sequência, um dos invasores teria utilizado uma faca para cortar parte da orelha direita do parlamentar, provocando intenso sangramento. A esposa também teria sido agredida e enforcada.
O filho de 9 anos também teria sido ameaçado pelos criminosos, que disseram que cortariam a mão da criança caso o dinheiro não fosse entregue. O filho mais velho, de 18 anos, também foi agredido e posteriormente conseguiu escapar das amarras e libertar os familiares.
Segundo o levantamento inicial, os assaltantes levaram cerca de R$ 38 mil que estavam na casa e outros R$ 4 mil que estavam no veículo da família, além de celulares, joias e outros objetos. Eles também fugiram em um Volkswagen Polo branco pertencente à Câmara Municipal de Rondonópolis.
Durante o crime, os suspeitos teriam feito uma chamada de vídeo com outras pessoas. Conforme o relato apresentado à polícia, três ou quatro indivíduos participavam da ligação, sendo que um deles teria orientado os criminosos que estavam dentro da residência.
Após a fuga, o filho de 18 anos conseguiu sair do imóvel, contornar a casa e retornar pela cozinha, onde arrombou a porta do quarto e libertou os pais e o irmão. O Samu foi acionado e encaminhou Wesley e a esposa ao Hospital Regional de Rondonópolis.
A Polícia Civil investiga o caso. A Politec realizou perícia na residência, que apresentava portas danificadas, sinais de arrombamento e grande quantidade de sangue. Até o momento das informações divulgadas, os suspeitos ainda não haviam sido localizados.
As circunstâncias e a eventual motivação do crime ainda serão esclarecidas pela investigação. A informação de que os criminosos acreditavam que havia dinheiro destinado à compra de votos consta do relato apresentado pela família à polícia e, até o momento, não representa comprovação de que qualquer valor tivesse essa finalidade.
Polícia Federal
Após veto da ALMT, novo presidente do TJ promete retomar reajuste de servidores
O desembargador José Luiz Leite Lindote, eleito para presidir o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) no biênio 2027-2028, pretende reabrir a discussão sobre o reajuste salarial de 6,8% dos servidores do Judiciário. A proposta foi barrada após a Assembleia Legislativa manter o veto do Executivo, mas o futuro presidente da Corte afirma que buscará uma nova negociação com os deputados estaduais e o governo.
Na avaliação de Lindote, o resultado da votação foi influenciado pela falta de entendimento entre as instituições durante a tramitação do projeto. Ele defendeu uma aproximação maior com o Legislativo e o Executivo para construir uma alternativa que permita conceder o aumento à categoria.
“Eu acredito que faltou um melhor diálogo, um melhor consenso em conversas com a Assembleia e com o governador de Estado”, afirmou o desembargador ao comentar o impasse.
Lindote garantiu que pretende reapresentar a proposta e demonstrou confiança na possibilidade de chegar a um acordo. Segundo ele, a nova tentativa deverá ser conduzida por meio de conversas com os parlamentares, com o objetivo de demonstrar a necessidade da recomposição salarial.
O magistrado também argumentou que os vencimentos dos servidores estão defasados e defendeu que a autonomia entre os Poderes seja respeitada na discussão. Para ele, a possibilidade de outros setores do funcionalismo reivindicarem reajustes semelhantes não deve impedir que o Judiciário busque corrigir a remuneração de seus próprios servidores.
A declaração ocorre após a Assembleia Legislativa manter, na quarta-feira (7), o veto integral ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, que previa o aumento de 6,8% para os servidores efetivos do Tribunal de Justiça. A votação terminou com 12 votos favoráveis à manutenção do veto e seis contrários, enquanto outros seis deputados estavam ausentes.
O veto havia sido apresentado pelo então governador Mauro Mendes (União Brasil), sob o argumento de que a proposta não apresentava estudos atualizados suficientes sobre o impacto financeiro nem indicava uma fonte permanente de recursos para custear a despesa. O governo também apontou possíveis reflexos sobre as contas públicas e o risco de reivindicações semelhantes em outras carreiras.
Com a decisão dos deputados, o reajuste não poderá ser aplicado nos moldes do projeto barrado. Uma nova tentativa dependerá da construção de outra proposta e da articulação necessária para superar os questionamentos que levaram ao veto.
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