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Fagundes cobra apoio de Abilio e lembra R$ 6 milhões destinados à Capital

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) reagiu à postura do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que vem evitando declarar apoio público à sua candidatura ao Palácio Paiaguás. Durante um ato de campanha nesta segunda-feira (14), o senador relembrou a parceria mantida com o prefeito e citou recursos destinados à Capital como argumento para destacar sua atuação política.

A manifestação ocorreu dois dias depois de Abilio aparecer ao lado da esposa, a candidata a deputada estadual Samantha Iris (PL), em um vídeo no qual pediu votos para José Medeiros (PL) ao Senado e Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Na gravação, o prefeito novamente não mencionou Fagundes, que é o candidato oficial do PL ao Governo de Mato Grosso.

Diante da ausência de apoio explícito, Fagundes decidiu lembrar sua participação na campanha de Abilio em 2024 e os recursos que afirma ter destinado ao município durante sua atuação como senador.

“Eu apoiei o Abilio. Eu estive na campanha do Abílio. Eu trouxe agora para o Abílio R$ 6 milhões de reais para construir o maior desejo do Abílio e da Samanta, que é a casa do autista. Ou seja, eu estou procurando fazer a minha parte”, afirmou.

O candidato também mencionou outros R$ 5 milhões destinados ao município por meio do Fundo de Compensação das Exportações (FEX), iniciativa cuja lei, segundo ele, foi de sua autoria. Fagundes ainda citou aproximadamente R$ 50 milhões destinados a Várzea Grande, retomando um tema que já provocou atritos entre ele e a prefeita Flávia Moretti, também do PL.

A ausência de Abilio no palanque de Fagundes ocorre em meio às divisões dentro do PL de Mato Grosso. Embora ambos sejam integrantes da mesma legenda, o prefeito vem mantendo uma postura de cautela em relação à disputa pelo Governo e já declarou anteriormente que não pretendia se posicionar contra nenhum dos principais candidatos.

Em abril, Abilio afirmou que tinha bom relacionamento tanto com Fagundes quanto com Otaviano Pivetta (Republicanos) e disse que não faria uma manifestação que pudesse prejudicar qualquer um dos dois. Na ocasião, também declarou que não iria contrariar uma eventual decisão oficial do PL.

A situação mudou no decorrer da campanha. Enquanto prefeitos do PL, como Flávia Moretti, de Várzea Grande, Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste, passaram a apoiar Pivetta, Abilio continuou sem declarar voto para o Governo. O próprio Pivetta, por sua vez, afirmou que não pretende pressionar o prefeito e que cada apoio deve ocorrer espontaneamente.

Fagundes, entretanto, aproveitou o episódio para reforçar sua defesa de uma atuação municipalista e pedir diretamente o apoio dos eleitores.

“O meu trabalho eu estou fazendo para ajudar todos os municípios. Eu sou municipalista e, por isso, eu peço, sim, aqui na rua, andando, o voto daquele que acredita, tem fé de que a gente vai fazer um Estado melhor e uma cidade melhor. Porque municipalista é isso, é estar presente e buscando ouvir e construir”, concluiu.

A cobrança expõe mais uma vez o desconforto provocado pela disputa estadual dentro do PL, que chega às eleições dividido entre integrantes que defendem a candidatura de Fagundes e lideranças que já escolheram apoiar Pivetta.

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Deputados de MT articulam apoio a Flávio e levam carta para Brasília

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Uma articulação que reúne deputados estaduais de diferentes partidos de Mato Grosso formalizou, na quarta-feira (7), apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. O movimento é liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), e foi registrado em uma carta assinada pelos parlamentares.

O documento será levado a Brasília nesta quinta-feira (8), durante um encontro nacional do Podemos com lideranças e parlamentares eleitos. A entrega ficará sob responsabilidade do deputado federal eleito Coronel Roveri (Podemos), que participará da agenda com Flávio Bolsonaro.

Segundo Max Russi, cerca de 18 deputados já haviam manifestado intenção de aderir à iniciativa. O grupo reúne nomes de siglas como Podemos, PL, MDB, PSDB, Republicanos e União Brasil, em uma composição que os participantes classificaram como suprapartidária.

Além de declarar apoio ao candidato do PL, a carta apresenta uma série de pautas que os parlamentares consideram prioritárias para Mato Grosso e para o país. Entre elas estão redução da burocracia, responsabilidade fiscal, diminuição dos juros, segurança jurídica e redução dos custos para empreendedores.

O agronegócio também ocupa espaço central no documento. Os deputados defendem medidas relacionadas à proteção da propriedade rural e à regularização fundiária, tanto em áreas urbanas quanto rurais. A segurança jurídica no campo é apontada como uma das condições consideradas necessárias para garantir estabilidade à atividade produtiva.

Na área da segurança pública, o grupo propõe maior integração entre os governos estaduais e a União no enfrentamento da criminalidade. A carta também aborda o cenário econômico, citando o endividamento das famílias e a necessidade, segundo os signatários, de criar condições para ampliar investimentos e estimular a atividade empresarial.

A mobilização ocorre poucos dias depois do primeiro turno e em meio às articulações para a segunda etapa da disputa presidencial, marcada para 25 de outubro. Em Mato Grosso, lideranças políticas de diferentes partidos passaram a declarar apoio a Flávio após o resultado das urnas.

A iniciativa liderada por Max também se soma ao movimento nacional do Podemos, que reúne representantes estaduais em torno da candidatura do PL. A carta deverá ser apresentada oficialmente durante a agenda em Brasília.

Com a adesão de parlamentares de diferentes legendas, o grupo pretende ampliar a atuação política em favor da candidatura de Flávio durante o segundo turno, com mobilizações nos municípios, participação em eventos e divulgação do posicionamento nas redes sociais.

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