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Flávia Moretti ignora orientação do PL, abandona Wellington e declara apoio a Pivetta

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) sofreu mais uma baixa dentro do próprio partido. A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), declarou neste domingo (30) apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), contrariando a orientação da direção estadual da legenda.

Durante a declaração, Flávia afirmou que sua decisão foi motivada pela relação construída com Pivetta e pelo apoio que o governador tem oferecido a Várzea Grande. A prefeita disse que colocou os interesses do município acima das questões partidárias e declarou que sua escolha não foi baseada apenas em alianças eleitorais.

“Hoje declaro não apenas o apoio. Declaro meu voto. O coração manda e a razão obedece. O mais importante é que não é por partido. Não é por eleição. É por ter conhecido o senhor. É pela competência de gestor público que o senhor nos traz”, afirmou.

Flávia destacou especialmente a parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Várzea Grande, citando investimentos em áreas como saúde, infraestrutura, asfaltamento e o projeto Aliança pela Água, voltado para enfrentar os problemas históricos no abastecimento do município.

Segundo a prefeita, a decisão de apoiar Pivetta foi construída a partir da convivência administrativa. “Mostrei os problemas e o senhor atendeu de pronto”, declarou, ao afirmar que o governador teria demonstrado disposição para atender demandas apresentadas pela gestão municipal.

A adesão de Flávia representa mais um problema para Wellington dentro do PL. Ela se torna a quarta prefeita ou prefeito ligado à legenda a abandonar o candidato oficial do partido para aderir ao projeto de reeleição de Pivetta. Antes dela, também manifestaram apoio ao governador Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis; e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste.

O caso de Cláudio Ferreira, inclusive, já provocou reação da direção estadual do PL. Após declarar apoio a Pivetta, o prefeito de Rondonópolis foi destituído da presidência municipal da legenda e passou a enfrentar a possibilidade de um processo disciplinar.

As dissidências acontecem em meio à insatisfação de parte dos prefeitos do PL com as alianças construídas pelo partido para as eleições em Mato Grosso. Enquanto a direção estadual tenta manter unidade em torno da candidatura de Wellington Fagundes, Pivetta segue conquistando apoios de gestores eleitos justamente por partidos que, oficialmente, estão no campo adversário.

Com a entrada de Flávia no palanque da reeleição, o governador amplia sua base entre os prefeitos e impõe mais um desgaste à campanha de Wellington, que vê lideranças importantes do próprio partido literalmente pulando do banco e mudando de lado na disputa pelo Palácio Paiaguás.

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PSD injeta R$ 4,5 milhões na campanha de Natasha; Pivetta recebe R$ 1 milhão do fundão e Wellington segue com R$ 4,8 milhões

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A disputa pelo Governo de Mato Grosso ganhou novos números financeiros. A candidata Natasha Slhessarenko (PSD) recebeu R$ 4,5 milhões do diretório nacional do partido para reforçar sua campanha, tornando-se uma das principais apostas da legenda na corrida pelo Palácio Paiaguás. Além dos recursos partidários, a médica declarou outros R$ 52 mil em autofinanciamento.

O principal adversário na disputa, o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos), recebeu R$ 1 milhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado fundão eleitoral. Somados aos R$ 500 mil investidos pelo próprio candidato e às doações de apoiadores, a campanha de Pivetta acumula, até o momento, cerca de R$ 1,7 milhão em receitas.

Entre os doadores da campanha do governador estão Osmar Ribeiro Mello e Adecrescio Pedro de Aguiar, que contribuíram com R$ 100 mil cada. O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz, também aparece entre os apoiadores, com uma doação de R$ 50 mil.

Já o senador Wellington Fagundes (PL) segue com o maior volume total de recursos declarados entre os candidatos ao Governo. A Executiva Nacional do PL destinou R$ 4,8 milhões para sua campanha, enquanto o diretório estadual repassou outros R$ 240 mil. Com outras receitas, Wellington já soma aproximadamente R$ 5,4 milhões em recursos disponíveis.

Os números mostram que a disputa pelo Palácio Paiaguás também começa a ganhar força no campo financeiro. Enquanto o PSD fez um aporte milionário para turbinar a campanha de Natasha, Wellington mantém o maior caixa entre os concorrentes e Pivetta, mesmo com um volume menor de recursos declarados até agora, recebeu R$ 1 milhão do fundão para reforçar a busca pela reeleição.

O limite de gastos estabelecido para cada candidato ao Governo de Mato Grosso no primeiro turno é de R$ 7,1 milhões.

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