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Wellington acusa Pivetta de “chorar lágrimas de crocodilo” pela crise da água em Várzea Grande

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) elevou o tom contra o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) ao comentar as promessas de investimentos para solucionar a crise no abastecimento de água em Várzea Grande. Em entrevista ao jornalista Geraldo Araújo, Wellington acusou o adversário de “chorar lágrimas de crocodilo” e questionou a promessa de resolver o problema em apenas 60 dias.

Para o senador, Pivetta não poderia se apresentar agora como solução para uma situação que persiste há anos, considerando que integrou o governo estadual como vice-governador durante sete anos. “É um absurdo o governador, que ficou sete anos como vice-governador, vir aqui chorar lágrimas de crocodilo e dizer: ‘Várzea Grande está sofrendo e eu, em 60 dias, vou resolver’”, afirmou.

Wellington também contestou a possibilidade de uma solução rápida para o abastecimento e apontou a estrutura de distribuição como o principal gargalo. Segundo ele, 58% da água captada e tratada em Várzea Grande não chegaria às torneiras, em razão das perdas provocadas pela rede antiga de tubulações.

Na avaliação do candidato do PL, o município já possui captação no Rio Cuiabá e estrutura para o tratamento da água, mas enfrenta dificuldades para levar o produto até as residências. Para resolver o problema, segundo Wellington, seria necessário substituir parte significativa da rede, formada por canos antigos e com vazamentos.

“Com todo o dinheiro do mundo, não resolve em 60 dias, porque o grande problema de Várzea Grande é a distribuição da água, os canos velhos, antigos e furados. Tem que remover tudo e trocar”, declarou.

Wellington ainda acusou Pivetta de explorar politicamente a crise durante a campanha eleitoral e voltou a afirmar que o problema exige uma solução estrutural e de longo prazo. “O problema não é a água que falta. É a água que não chega à torneira das famílias”, pontuou.

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Lei aprovada pela ALMT garante sessões de cinema adaptadas para crianças com autismo

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O acesso ao lazer e à cultura também faz parte da inclusão de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste Dia das Crianças, celebrado hoje (12), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) destaca a Lei nº 13.256/2026, que determina a realização de pelo menos uma sessão mensal de cinema adaptada a esse público e suas famílias nos estabelecimentos do estado.

De autoria do deputado estadual Sebastião Rezende (União), a legislação estabelece condições para tornar a experiência mais confortável e acessível. Durante as sessões, não devem ser exibidas publicidades comerciais, as luzes precisam permanecer levemente acesas e o volume do som deve ser reduzido. Também é garantida a liberdade para entrar e sair da sala ao longo da exibição, conforme a necessidade de cada pessoa.

A lei determina ainda que as sessões sejam identificadas com o símbolo mundial do espectro autista, afixado na entrada das salas. Sancionada em março deste ano, a norma concedeu prazo de 90 dias para a adequação dos estabelecimentos.

Na justificativa do projeto apresentado à ALMT, Sebastião Rezende ressaltou que características como a sensibilidade auditiva e visual podem tornar as sessões convencionais de cinema desafiadoras para pessoas com autismo. Ele afirma no documento que o texto “pretende contribuir para garantir às pessoas com autismo a oportunidade de desfrutar do cinema por meio de sessões adaptadas à sua especificidade”.

Acesso à cultura — As sessões adaptadas já fazem parte da programação de cinemas em diferentes municípios de Mato Grosso. Em Cuiabá, a rede Cinépolis, localizada no Shopping Estação, informou que realiza mensalmente sessões inclusivas, com programação distribuída em quatro dias e exibição de dois filmes. Durante essas sessões, o som é reduzido, a iluminação permanece em 50% da capacidade e os espectadores têm liberdade para entrar e sair da sala.

Em Várzea Grande, a rede Cineflix, no Várzea Grande Shopping, informou que realiza sessões destinadas a pessoas com TEA há vários anos, antes mesmo da aprovação da legislação estadual. As exibições ocorrem na última sexta-feira de cada mês, no início da tarde, período de menor movimentação, com iluminação suave, ar-condicionado em intensidade reduzida e liberdade de circulação. O estabelecimento também oferece entrada gratuita para pessoas com deficiência (PCD).

No interior do estado, o Cine 163, em Nova Mutum, iniciou as sessões adaptadas em agosto deste ano. A primeira exibição contou com iluminação suave, som reduzido e ausência de anúncios publicitários. O cinema também adota uma política própria de gratuidade para pessoas com autismo e outras condições, mediante apresentação de documentação comprobatória.

A proprietária do Cine 163, Francielli Vila, explica que o estabelecimento busca envolver as famílias na escolha dos filmes, considerando as diferentes necessidades e preferências das crianças.

“Eu acho importante essa participação delas, para construirmos um melhor evento. É importante dar voz à família. Além da criança ser abraçada, a família precisa ser abraçada também, a família precisa ser ouvida”, afirma.

A experiência relatada em Nova Mutum também aponta para a importância do diálogo com as famílias na construção de espaços de lazer mais acessíveis. Além das adaptações sensoriais, a inclusão envolve o acolhimento das diferentes necessidades e o respeito ao tempo e à forma de participação de cada criança.

Ao estabelecer regras para as sessões adaptadas, a legislação estadual busca ampliar as possibilidades de participação de crianças e adolescentes com autismo em atividades culturais, contribuindo para que o acesso ao cinema seja uma experiência compartilhada com suas famílias.

Fonte: ALMT – MT

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