Saúde
Fenaj destaca importância do Prêmio ALMT para valorização do jornalismo e da produção regional
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O II Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento está com inscrições abertas até 9 de novembro de 2026. Os três melhores trabalhos de cada uma das cinco categorias receberão R$ 30 mil, R$ 20 mil e R$ 10 mil, respectivamente, além de troféu para os vencedores e placas de homenagem para os demais colocados.
Promovida pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), a segunda edição tem como tema “Onde a lei nasce, a cidadania cresce” e busca estimular produções que mostrem como a atuação do Legislativo repercute na vida dos mato-grossenses.
A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, integra a comissão julgadora e considera que considera que iniciativas como o prêmio contribuem para dar visibilidade à produção regional e fortalecer o reconhecimento da profissão.
“Iniciativas como o Prêmio ALMT de Jornalismo são importantes porque reconhecem o Jornalismo como uma atividade essencial para a democracia e valorizam profissionais que se dedicam a produzir informação de qualidade”, afirmou.
Na avaliação da dirigente, o trabalho realizado fora dos grandes centros merece atenção por estar muitas vezes mais próximo das realidades e dos problemas enfrentados pela população. Ao reconhecer essas produções, segundo ela, o prêmio estimula uma imprensa comprometida com o interesse público.
O tema escolhido para esta edição destaca a relação entre a atuação parlamentar e o cotidiano dos cidadãos. Para Samira, o jornalismo tem papel importante na compreensão do trabalho desenvolvido pelo Legislativo e de seus reflexos na sociedade.
Samira de Castro Cunha, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
“O Poder Legislativo produz leis, fiscaliza o Executivo, debate políticas públicas e toma decisões que têm impacto direto na vida das pessoas. Cabe aos jornalistas acompanhar esse processo, contextualizar os debates, explicar o que está em discussão e mostrar suas consequências concretas”, explicou.
Esse acompanhamento, conforme a presidente da Fenaj, contribui para tornar o funcionamento das instituições mais compreensível para a população e ampliar o acesso ao debate público. “É dessa forma que ajudamos a transformar informação em cidadania e fortalecemos a participação da população na democracia”, acrescentou.
A composição da comissão julgadora com representantes da área também permite uma avaliação mais ampla dos trabalhos. Na avaliação de Samira, essa participação ajuda a considerar critérios que vão além dos aspectos narrativos ou estéticos.
“A participação da Fenaj e de profissionais e entidades do campo jornalístico contribui para garantir um olhar técnico e comprometido com os princípios da profissão”, destacou.
Entre os aspectos apontados por ela estão relevância social, apuração, ética, qualidade da informação e contribuição para o interesse público. Na visão da entidade, a análise deve considerar o conteúdo produzido e sua relevância para a sociedade.
A variedade de formatos contemplados pelo prêmio reflete, segundo Samira, as diferentes linguagens utilizadas atualmente pelos profissionais. “O jornalismo hoje se manifesta em diferentes linguagens e formatos, e um prêmio precisa reconhecer essa pluralidade da produção jornalística”, avaliou.
A inclusão de estudantes também amplia a abrangência do prêmio. Para a presidente da Fenaj, a categoria Universitário aproxima a formação acadêmica da realidade profissional e estimula novos talentos.
“Valorizar quem está começando é também investir no futuro do jornalismo e na construção de uma imprensa regional forte, profissional e comprometida com a sociedade”, afirmou.
Fonte: ALMT – MT
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Júlio chama União Brasil de “partido de papel” e prevê bancada reduzida em Mato Grosso
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) fez duras críticas à estrutura do próprio partido em Mato Grosso e afirmou que a legenda chega às eleições de 2026 enfraquecida e sem organização na maior parte dos municípios. Na avaliação do parlamentar, a responsabilidade pela situação recai sobre o ex-governador Mauro Mendes e o deputado federal Fábio Garcia, apontados por ele como responsáveis pela condução da sigla no Estado.
“Hoje o União Brasil não existe, é apenas um partido de papel”, disparou Júlio.
O deputado comparou o atual cenário com o período em que a legenda ainda era o Democratas. Segundo ele, em 2018, quando Mauro Mendes, Fábio Garcia, Eduardo Botelho e outros políticos migraram para o partido após deixarem o PSB, a sigla possuía estrutura organizada em cerca de 140 municípios. Atualmente, conforme Júlio, o União teria diretórios organizados em apenas 22 dos 142 municípios de Mato Grosso.
Para Júlio, a falta de organização partidária terá reflexos diretos durante a campanha eleitoral. Ele afirmou que o partido precisará recorrer à contratação de advogados particulares para atuar na fiscalização do processo eleitoral, além de buscar pessoas para exercer funções que, segundo ele, poderiam ser desempenhadas por uma estrutura partidária já consolidada nos municípios.
A avaliação pessimista também se estende à projeção eleitoral. Na disputa pela Assembleia Legislativa, Júlio acredita que o União Brasil deverá eleger apenas dois deputados estaduais.
“Aqui na Assembleia Legislativa, nós vamos fazer só dois deputados. Não tem como mentir, a nossa chapa é muito fraca”, afirmou.
Para a Câmara Federal, a previsão é de apenas uma cadeira. Júlio apontou Fábio Garcia e Nilson Leitão como os dois nomes mais competitivos da chapa, mas avaliou que apenas um deles deverá conseguir se eleger.
“Aquela chapa global só vai eleger talvez o Fábio Garcia ou o Nilson Leitão, que são os dois mais potenciais candidatos”, declarou.
Júlio também criticou a quantidade de candidatos lançados pela legenda. Enquanto outros partidos teriam formado chapas com cerca de 20 nomes ou mais, o União Brasil, segundo ele, fechou a composição com apenas dez candidatos, o que, em sua avaliação, reduz a competitividade do grupo.
O parlamentar ainda lamentou que o partido não tenha lançado candidatura própria ao Governo de Mato Grosso e defendeu que o senador Jayme Campos, seu irmão, poderia ter sido o nome escolhido pela legenda. Para Júlio, uma candidatura de Jayme teria ampliado as chances eleitorais do União Brasil.
“Se o União Brasil tivesse lançado o Jayme Campos a governador, nós estaríamos no segundo turno, com chance de vitória e também eleger uma maior bancada”, afirmou.
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