Cultura
Pernambuco ganha dez novos patrimônios vivos da cultura popular
Cultura
Para marcar o Dia Nacional do Patrimônio Cultural e a abertura da 19ª Semana Estadual do Patrimônio Cultural, celebrados nesta segunda-feira (17), Pernambuco vai ganhar dez novos patrimônios vivos da cultura popular do estado.

Estão sendo homenageados mestres, mestras, detentores do saber e grupos de diferentes tradições culturais, após deliberação do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural.
Entre eles: o Barracão Mãe Nadja e o Maracatu Cruzeiro do Forte, em Recife; o Grêmio Recreativo Escola de Samba Preto Velho, de Olinda; a Família Vitalino, de Caruaru; e o Mestre João Paulo, de Nazaré da Mata.
Com os novos reconhecimentos, Pernambuco chega agora a 125 guardiões da cultura popular. Que são aqueles que disseminam e fazem a manutenção de várias manifestações culturais e religiosas da cultura ancestral de Pernambuco, nos mais diferentes segmentos.
A família Vitalino, por exemplo, é responsável por manter vivo o legado de Mestre Vitalino, um dos maiores símbolos da cultura popular brasileira, de transformar o barro em arte, na região do Alto do Moura.
Desde a primeira edição do concurso, no ano de 2005, a Política Pública de Patrimônio Vivo tem a premissa de valorização da pessoa e dos grupos e comunidades como promotores da transmissão dos saberes tradicionais.
Os guardiões da cultura popular recebem uma bolsa ou pensão de incentivo mensal; e, em contrapartida, promovem oficinas e o repasse de suas artes e técnicas aos jovens.
Cultura
Festival ressalta artes cênicas negras e afro-indígenas em São Luís
A capital do Maranhão será palco de encontros, espetáculos, performances, oficinas e experiências que celebram a potência das artes cênicas negras e afro-indígenas. São Luís recebe, a partir desta terça-feira(13) até o próximo sábado, o 1ª Festival de Artes Cênicas Pretas do Maranhão.

Além de artistas maranhenses, a programação – totalmente gratuita – é composta por artistas da Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, que trazem para o palco diferentes linguagens.
A programação se concentra nos teatros Arthur Azevedo, Luiz Pazzini e o Teatro do Sesc – Napoleão Ewerton, além do Centro Cultural Vale Maranhão.
Durante os cinco dias de evento, os artistas usarão dança, teatro, performances e cenas curtas para levar ao público temas como ancestralidade, literatura negra, cultura popular e experiências sociais e culturais vivenciadas pela população preta.
A abertura acontece às 19h, no Teatro do Sesc Napoleão Ewerton, com a encenação do espetáculo Língua de Boi, da Cia Maranhense. Inspirado no grande mito da cultura maranhense, o grupo ressignifica o renascimento do boi e entrelaça os cinco estágios do luto aos cinco sotaques do Bumba Meu Boi para falar de dignidade, memória e resistência ancestral.
Outros destaques do Festival são os espetáculos A Flor do Mulungu, também do Maranhão; Cuidado com Nós e Parto Pavilhão, ambos de São Paulo; e Histórias da Terra, do grupo paranaense Baquetá.
Em paralelo, também estão previstas oficinas e apresentações em escolas públicas, acompanhadas de ações bate papo com os alunos.
A programação completa está disponível no perfil do evento no Instagram.
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