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Convenção do PL tem baixa presença de prefeitos, e Wellington descarta cobrar apoio na campanha

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A convenção estadual do Partido Liberal (PL), realizada nesta quarta-feira (22), que oficializou a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso, foi marcada pela ausência da maioria dos prefeitos da legenda. Dos 22 gestores municipais filiados ao partido, apenas quatro participaram do evento.

Estiveram presentes os prefeitos Jakson Bassi (Pontes e Lacerda), Ari Cândido Batista (Nova Olímpia), Roberto Dorner (Sinop) e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.

Questionado sobre o esvaziamento da convenção, Wellington afirmou que não pretende exigir apoio público dos prefeitos durante a campanha eleitoral. Segundo ele, os gestores enfrentam pressões administrativas e precisam manter diálogo com diferentes esferas de governo para garantir investimentos aos municípios.

“Eu entendo a pressão que eles sofrem. Eles têm que cuidar da cidade como um todo. A campanha cabe a mim, ao Medeiros, ao Odílio, aos candidatos fazerem. Se os prefeitos puderem ir, ótimo. Agora nós não vamos obrigá-los.”

O senador também reconheceu que a busca por recursos faz parte da rotina dos prefeitos, independentemente do alinhamento político.

“Os prefeitos vivem sob pressão, porque a demanda da base é muito grande por recurso. Então eles têm que depender, sim, de buscar recursos aonde estiver.”

Para Wellington, os prefeitos eleitos em 2024 devem priorizar a gestão das administrações municipais e não têm obrigação de participar ativamente da campanha estadual.

“No momento da campanha não queremos que os prefeitos tenham a obrigação de sair nos palanques. Eles já cumpriram a missão deles, porque eles não foram eleitos só por quem votou neles. Eles têm que cuidar da cidade como um todo.”

Nos bastidores, a avaliação é de que parte dos prefeitos do PL deve manter uma postura discreta durante a disputa estadual, em razão da relação institucional com o Governo de Mato Grosso e da necessidade de articulação para obtenção de recursos destinados aos municípios.

Entre os prefeitos da legenda que não compareceram ao evento estão Airton Justino (Nova Lacerda), Alexandre Russi (Juscimeira), Alvaro Galvan (Tapurah), Carlos Borchardt (Tabaporã), Cezalpino Mendes (Alto Garças), Claudia Ferreira de Souza (Rondonópolis), Edilson Piaia (Campo Novo do Parecis), Elza Divina (Ribeirão Cascalheira), Emerson Sabatine (Itanhangá), Flávia Moretti (Várzea Grande), João Salomão Pimenta (Vila Rica), Juliano Berticelli (Ipiranga do Norte), Leonardo Faria (Novo São Joaquim), Levi Ribeiro (São José do Rio Claro), Miguel Brunetta (Santo Antônio do Leste), Odair José Vargas (Conquista d’Oeste), Pablo Liberal Bortolas (Santa Carmem) e Sergio Machnic (Primavera do Leste).

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Deputados de MT articulam apoio a Flávio e levam carta para Brasília

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Uma articulação que reúne deputados estaduais de diferentes partidos de Mato Grosso formalizou, na quarta-feira (7), apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. O movimento é liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), e foi registrado em uma carta assinada pelos parlamentares.

O documento será levado a Brasília nesta quinta-feira (8), durante um encontro nacional do Podemos com lideranças e parlamentares eleitos. A entrega ficará sob responsabilidade do deputado federal eleito Coronel Roveri (Podemos), que participará da agenda com Flávio Bolsonaro.

Segundo Max Russi, cerca de 18 deputados já haviam manifestado intenção de aderir à iniciativa. O grupo reúne nomes de siglas como Podemos, PL, MDB, PSDB, Republicanos e União Brasil, em uma composição que os participantes classificaram como suprapartidária.

Além de declarar apoio ao candidato do PL, a carta apresenta uma série de pautas que os parlamentares consideram prioritárias para Mato Grosso e para o país. Entre elas estão redução da burocracia, responsabilidade fiscal, diminuição dos juros, segurança jurídica e redução dos custos para empreendedores.

O agronegócio também ocupa espaço central no documento. Os deputados defendem medidas relacionadas à proteção da propriedade rural e à regularização fundiária, tanto em áreas urbanas quanto rurais. A segurança jurídica no campo é apontada como uma das condições consideradas necessárias para garantir estabilidade à atividade produtiva.

Na área da segurança pública, o grupo propõe maior integração entre os governos estaduais e a União no enfrentamento da criminalidade. A carta também aborda o cenário econômico, citando o endividamento das famílias e a necessidade, segundo os signatários, de criar condições para ampliar investimentos e estimular a atividade empresarial.

A mobilização ocorre poucos dias depois do primeiro turno e em meio às articulações para a segunda etapa da disputa presidencial, marcada para 25 de outubro. Em Mato Grosso, lideranças políticas de diferentes partidos passaram a declarar apoio a Flávio após o resultado das urnas.

A iniciativa liderada por Max também se soma ao movimento nacional do Podemos, que reúne representantes estaduais em torno da candidatura do PL. A carta deverá ser apresentada oficialmente durante a agenda em Brasília.

Com a adesão de parlamentares de diferentes legendas, o grupo pretende ampliar a atuação política em favor da candidatura de Flávio durante o segundo turno, com mobilizações nos municípios, participação em eventos e divulgação do posicionamento nas redes sociais.

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