LUCAS DO RIO VERDE
Lucas do Rio Verde inicia período proibitivo das queimadas e reforça ações de prevenção durante a seca
LUCAS DO RIO VERDE
Começou em Lucas do Rio Verde o período proibitivo das queimadas. Até o dia 30 de novembro, está proibido o uso do fogo em áreas rurais, exceto em situações autorizadas pelos órgãos ambientais. Já na área urbana, a prática continua proibida durante todo o ano.
Para enfrentar os meses de seca, a Prefeitura reuniu a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e o Sindicato Rural em uma ação conjunta voltada à prevenção, e conscientização da população. O objetivo é evitar que novos focos sejam registrados.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis, muitas pessoas acreditam que as chuvas registradas nas últimas semanas diminuíram o risco de incêndios, mas isso não altera o período proibitivo.
“O uso do fogo continua proibido de 1º de julho a 30 de novembro. Quem colocar fogo sem autorização poderá responder por infração ambiental e até por crime ambiental, vamos realizar ações de conscientização nas escolas, nas unidades de saúde e por meio dos canais de comunicação da Prefeitura. Nosso objetivo é que a população nos ajude a passar por essa época de seca com mais segurança, evitando queimadas que colocam em risco o meio ambiente e a saúde das pessoas”, destacou.
Outra ação será a fiscalização de terrenos baldios. Os proprietários que não realizarem a limpeza poderão ser notificados e, caso o serviço não seja feito, o município poderá executar a limpeza e cobrar os custos, conforme prevê a legislação.
O Corpo de Bombeiros ampliou a estrutura para enfrentar esse período crítico do ano, com a contratação de mais 6 brigadistas que foram treinados nos últimos meses.
“O Corpo de Bombeiros conta com uma brigada municipal composta por bombeiros militares e brigadistas contratados pela Prefeitura. Essa equipe ficará dedicada ao combate aos incêndios florestais e em terrenos urbanos, enquanto o atendimento normal da corporação continua funcionando.
A Defesa Civil também terá papel importante durante os próximos meses. Segundo o coordenador, Edgar Savaris, o trabalho também contribui para proteger a saúde da população.
“Os alertas são importantes porque ajudam agricultores e moradores a se organizarem. Além das queimadas, eles também servem para alertar sobre os riscos à saúde causados pela baixa umidade e pela fumaça.”
No campo, a preocupação também aumenta nesta época do ano. Um incêndio pode causar prejuízos em lavouras, máquinas, pastagens e áreas de preservação.
O presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, Thiago Simpac, explica que a prevenção faz parte da rotina das propriedades. “O produtor sempre foi muito preocupado com as queimadas porque é o maior prejudicado quando acontece um incêndio. A orientação é evitar trabalhar nos horários mais quentes, manter os equipamentos revisados e ter equipes preparadas para agir rapidamente caso ocorra algum foco de fogo.”
As autoridades reforçam que a colaboração da população é fundamental para evitar queimadas. A orientação é simples: não colocar fogo em folhas, galhos, lixo ou qualquer outro material, seja na cidade ou na zona rural. Também é importante manter os terrenos limpos e acionar o Corpo de Bombeiros assim que identificar qualquer foco de incêndio.
LUCAS DO RIO VERDE
Pesquisa social sobre esgotamento sanitário teve início nesta terça-feira (13) em Lucas
Moradores de diversos bairros de Lucas do Rio Verde, contemplados pelas obras de esgotamento sanitário, começam a receber, a partir desta terça-feira (13), a visita de profissionais responsáveis pela realização de uma pesquisa social. A iniciativa integra o Projeto de Trabalho Social (PTS), vinculado às obras financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2023), e tem como objetivo conhecer o perfil das comunidades atendidas para orientar ações de informação, educação ambiental e conscientização sobre o uso adequado da rede de esgoto.
A pesquisa faz parte do projeto de implantação e ampliação do sistema de esgotamento sanitário no município. Os moradores poderão responder ao questionário presencialmente, durante a visita dos pesquisadores, ou por meio de um link que será disponibilizado nos grupos dos bairros.
O levantamento reunirá informações socioeconômicas, como composição familiar, faixa etária, escolaridade, presença de crianças, idosos e pessoas com deficiência, além de dados sobre a participação em programas sociais. As informações contribuirão para identificar as características e necessidades das comunidades e subsidiar o planejamento das atividades do Trabalho Social.
As ações estão relacionadas às obras de implantação da Estação de Tratamento de Esgoto por Lagoas de Estabilização, no bairro Parque das Américas; à implantação de redes coletoras nos bairros Jardim Cerrado e Parque das Araras; e à construção da Estação Elevatória de Esgoto Bruto (EEEB) Chapada, no Parque das Araras.
O trabalho também abrangerá moradores de regiões que terão as redes coletoras ativadas após a conclusão das estruturas necessárias ao funcionamento do sistema. Estão previstas ações em parte dos bairros Parque dos Buritis, Loteamento Florais dos Buritis, Vida Nova, Parque das Araras, Jardim Cerrado e Parque das Américas, além da ativação integral da rede nos bairros Jardim Esperança (Pacaembu) e Jaime Seiti Fujii.
Orientação e educação ambiental
Além da pesquisa, o Trabalho Social prevê encontros com moradores, reuniões, palestras e outras atividades educativas. A proposta é informar a população sobre as etapas das obras, os benefícios da coleta e do tratamento de esgoto e os procedimentos necessários para conectar os imóveis à rede pública.
As orientações também abordarão o uso correto do sistema, incluindo os cuidados com o descarte de resíduos e a importância de não conectar a rede de drenagem pluvial, destinada à água da chuva, à rede de esgoto. Essas medidas ajudam a prevenir problemas operacionais, reduzir os riscos de contaminação ambiental e contribuir para a saúde pública.
Nas regiões em que o serviço de esgotamento sanitário será ativado, os moradores também receberão informações sobre a necessidade de realizar a ligação domiciliar à rede pública, os procedimentos para a desativação das fossas e a utilização adequada do novo sistema, conforme as orientações técnicas aplicáveis.
A iniciativa também fortalece o diálogo entre o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e a população, contribuindo para a sustentabilidade dos investimentos em saneamento e para a melhoria da qualidade de vida dos moradores.
“Todo esse trabalho é fundamental para que possamos dar andamento na grande demanda de universalização do esgoto, que é fundamental para que a gente consiga melhorar as questões de saúde pública. O esgoto, é fundamental que ele seja tratado e destinado ao local correto”, observa o supervisor do Saae, Marcelo Reckzield.
Os profissionais responsáveis pela pesquisa são contratados pela empresa FAS Consultoria e Projetos e estarão devidamente identificados com uniforme e crachá durante as visitas aos moradores.
“Por meio da pesquisa vamos montar as atividades do trabalho técnico-social. É importante que as famílias recebam os pesquisadores e respondam o questionário”, ressaltou a técnica responsável Letícia Albuquerque.
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