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Júlio Campos denuncia supostas tentativas de cooptação antes de convenção do União Brasil

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira (15) que aliados do senador Jayme Campos receberam denúncias sobre supostas tentativas de influenciar convencionais do partido às vésperas da convenção estadual da sigla, marcada para o dia 30 de julho. O encontro definirá se o União Brasil lançará candidatura própria ao Governo de Mato Grosso ou manterá apoio ao projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Segundo o parlamentar, os relatos partiram de filiados do interior do Estado, que informaram sobre a atuação de emissários junto a prefeitos e convencionais para tentar interferir no resultado da votação.

Ao comentar o assunto, Júlio afirmou que as movimentações já estariam ocorrendo.

“Já começou. Nós estamos ainda recebendo as denúncias do interior, de que alguns emissários já estão chegando a determinados convencionais do partido, oferecendo coisas”, declarou.

O deputado ressaltou, no entanto, que o grupo ainda reúne informações antes de adotar qualquer medida formal. De acordo com ele, caso as denúncias sejam confirmadas, o episódio será levado ao Ministério Público Eleitoral para investigação.

“Nós estamos patrulhando isso, porque isso é caso de gravidade. Se isso realmente for constatado, nós vamos acionar o Ministério Público Eleitoral para acompanhar de perto isso”, afirmou.

Apesar das suspeitas levantadas, Júlio Campos demonstrou confiança no resultado da convenção e disse acreditar que os convencionais manterão independência na decisão sobre os rumos do partido.

“Estamos plenamente confiantes de que a grande maioria dos militantes, filiados e convencionais são pessoas dignas, honradas, que não vão aceitar propostas indecorosas vindas de determinados empresários que têm grandes interesses no Governo de Mato Grosso”, declarou.

A convenção estadual do União Brasil será responsável por definir a posição da legenda para as eleições estaduais, em um cenário de disputa interna entre os grupos que defendem candidatura própria e aqueles favoráveis à manutenção da aliança com o Republicanos.

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Abilio provoca universitários e professores e diz que ajudam campanha de Flávio

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), direcionou críticas a estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) durante o lançamento da Casa 22, realizado na terça-feira (13), na capital. No evento de mobilização em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o prefeito usou provocações para se referir a grupos ligados à esquerda.

Ao desafiar integrantes das universidades públicas a fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Abilio mencionou maconha, cocaína e a imagem do revolucionário Che Guevara.

“Vai com o seu baseado, com suas drogas, vai com a maconha, vai com a cocaína, vai com a camisa do Che Guevara, vai com toda a porcaria que tá instalada dentro das nossas universidades públicas, às ruas pedir voto”, declarou.

Na sequência, o prefeito afirmou que manifestações de estudantes e professores identificados com a esquerda poderiam acabar favorecendo a candidatura adversária.

“Esses alunos, esses professores militantes são os melhores cabos eleitorais para o Flávio Bolsonaro”, disse.

A fala ocorreu em meio à articulação de lideranças políticas e apoiadores da direita para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso no segundo turno. A Casa 22 foi organizada em Cuiabá para concentrar atividades e mobilizações da campanha no estado.

Durante o discurso, Abilio também abordou questões relacionadas à segurança pública, mencionando integrantes de facções criminosas e ameaças contra lideranças religiosas. Na ocasião, defendeu que pessoas envolvidas nessas situações não contem com apoio do governo estadual e citou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito que, segundo ele, teria feito ameaças.

O prefeito ainda pediu empenho dos apoiadores para ampliar a votação do candidato do PL em Mato Grosso. Na avaliação dele, o estado poderia contribuir com mais 200 mil votos no segundo turno. “Cada voto conta”, afirmou, ao estimar que a diferença nacional entre Flávio Bolsonaro e Lula poderia ficar entre 2 milhões e 3 milhões de votos.

As declarações ampliam o tom de confronto político adotado por Abilio contra setores ligados à esquerda e às universidades públicas durante a campanha presidencial. O evento reuniu apoiadores e lideranças alinhadas ao PL em torno da estratégia de mobilização eleitoral no estado.

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