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Comissão que investigará obra de R$ 1,3 milhão de ex-prefeita de VG define funções dos integrantes nesta quinta

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pela Câmara Municipal de Várzea Grande para investigar a obra de pavimentação da Avenida Leoncio Lopes de Miranda realiza, na manhã desta quinta-feira (2), a reunião que definirá as atribuições de seus integrantes.

Os vereadores Lucélia Oliveira, Raul Curvo e Braz Jaciro foram escolhidos, por sorteio, para compor a comissão. A expectativa é de que, conforme acordo firmado previamente entre os parlamentares, Raul Curvo, o Raulzinho, seja designado relator dos trabalhos.

A instalação da CPI ocorreu após insistência do vice-líder da prefeita Flávia Moretti na Câmara, vereador Cleiton Nassarden Guerra (MDB), que defendeu a necessidade de uma investigação sobre a execução da obra.

Entre os principais pontos que deverão ser analisados pela comissão está um pagamento de aproximadamente R$ 1,3 milhão relacionado ao contrato da pavimentação, valor que despertou questionamentos do parlamentar e motivou o pedido de apuração.

A obra da Avenida Leoncio Lopes de Miranda foi executada durante a administração da ex-prefeita Lucimar Campos e agora será alvo da investigação conduzida pelo Legislativo municipal, que deverá reunir documentos, ouvir testemunhas e elaborar um relatório com as conclusões da comissão.

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Abilio provoca universitários e professores e diz que ajudam campanha de Flávio

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), direcionou críticas a estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) durante o lançamento da Casa 22, realizado na terça-feira (13), na capital. No evento de mobilização em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o prefeito usou provocações para se referir a grupos ligados à esquerda.

Ao desafiar integrantes das universidades públicas a fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Abilio mencionou maconha, cocaína e a imagem do revolucionário Che Guevara.

“Vai com o seu baseado, com suas drogas, vai com a maconha, vai com a cocaína, vai com a camisa do Che Guevara, vai com toda a porcaria que tá instalada dentro das nossas universidades públicas, às ruas pedir voto”, declarou.

Na sequência, o prefeito afirmou que manifestações de estudantes e professores identificados com a esquerda poderiam acabar favorecendo a candidatura adversária.

“Esses alunos, esses professores militantes são os melhores cabos eleitorais para o Flávio Bolsonaro”, disse.

A fala ocorreu em meio à articulação de lideranças políticas e apoiadores da direita para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso no segundo turno. A Casa 22 foi organizada em Cuiabá para concentrar atividades e mobilizações da campanha no estado.

Durante o discurso, Abilio também abordou questões relacionadas à segurança pública, mencionando integrantes de facções criminosas e ameaças contra lideranças religiosas. Na ocasião, defendeu que pessoas envolvidas nessas situações não contem com apoio do governo estadual e citou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito que, segundo ele, teria feito ameaças.

O prefeito ainda pediu empenho dos apoiadores para ampliar a votação do candidato do PL em Mato Grosso. Na avaliação dele, o estado poderia contribuir com mais 200 mil votos no segundo turno. “Cada voto conta”, afirmou, ao estimar que a diferença nacional entre Flávio Bolsonaro e Lula poderia ficar entre 2 milhões e 3 milhões de votos.

As declarações ampliam o tom de confronto político adotado por Abilio contra setores ligados à esquerda e às universidades públicas durante a campanha presidencial. O evento reuniu apoiadores e lideranças alinhadas ao PL em torno da estratégia de mobilização eleitoral no estado.

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