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Polícia Civil prende em flagrante agiota por ameaça e extorsão contra idoso em Cuiabá

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Um homem suspeito de crimes de ameaça e extorsão praticados contra um idoso, em razão de empréstimos abusivos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (1º.07), por policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.

A prisão ocorreu após a vítima, de 70, procurar a unidade policial e denunciar que vinha sendo coagida pelo suspeito de atuar com agiotagem, que exigia o pagamento de R$ 3,4 mil mesmo após um empréstimo anteriormente contraído já ter sido quitado.

Segundo as informações, o investigado, de 71 anos, fazia cobranças indevidas à vítima e para intimidá-la, afirmava que acionaria integrantes de uma facção criminosa caso o valor não fosse pago.

As ameaças também foram direcionadas ao filho da vítima, que recebeu mensagens de áudio via aplicativo de celular, nas quais o suspeito afirmava que “quebraria” o pai caso a cobrança não fosse atendida.

Assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe da Derf Cuiabá iniciou diligências e levantamentos para localizar o suspeito, que foi encontrado nas dependências de um supermercado localizado no bairro CPA II, onde foi abordado e conduzido à delegacia.

Durante a oitiva, o suspeito alegou ter emprestado a quantia de R$ 3,4 mil à vítima há cerca de cinco meses e afirmou que o valor não teria sido devolvido.

Porém, diante dos elementos reunidos pela investigação e das circunstâncias apuradas, o conduzido foi autuado em flagrante pelo crime de extorsão, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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