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Polícia Civil prende dois investigados por tortura em Pedra Preta
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A Polícia Civil prendeu dois investigados por tortura durante a Operação Ruptura, deflagrada em Pedra Preta. O primeiro investigado, de 27 anos, foi preso no dia 18 de junho, no bairro Vila Garça Branca. O segundo alvo, de 18 anos, foi localizado e preso nesta segunda-feira (22.6), em Rondonópolis.
A ação é resultado de investigação iniciada após o registro de ocorrência, no dia 17 de junho, relacionada a agressões praticadas contra três trabalhadores recém-chegados ao município para exercer atividade laboral em uma empresa privada.
Conforme apurado, as vítimas, de 41, 21 e 18 anos, naturais do Maranhão e procedentes de Jataí (GO), chegaram a Pedra Preta no dia 16 de junho. Horas depois, teriam sido abordadas por integrantes de uma facção criminosa, que passaram a acusá-las de pertencer a um grupo rival em razão de sua origem.
Segundo as investigações, os trabalhadores foram levados para um imóvel no bairro Vila Garça Branca, onde permaneceram sob poder dos suspeitos por várias horas, sendo submetidos a agressões físicas e ameaças.
Após serem liberadas, as vítimas procuraram atendimento médico e comunicaram os fatos à Polícia Civil. Imediatamente, equipes da Delegacia de Pedra Preta iniciaram diligências investigativas, com oitivas, levantamento de imagens e coleta de elementos probatórios.
Com base nos elementos reunidos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva dos envolvidos, medida deferida pela Justiça.
Os dois presos foram encaminhados para os procedimentos legais cabíveis e permanecem à disposição da Justiça.
As investigações seguem em andamento para identificar e localizar outros possíveis envolvidos no crime.
Operação Ruptura
O nome da operação faz referência à interrupção da atuação criminosa relacionada à prática de violência e ameaças contra vítimas apontadas como integrantes de grupos rivais, conforme apurado durante a investigação.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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