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Estilo junino se transforma com a internet e novas modas

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Você costuma usar roupa quadriculada no São João?

Nos festejos juninos, cada vez mais o xadrez e as estampas tradicionais dividem espaço com novas referências de moda. Tons escuros e visuais inspirados em festivais sertanejos e eventos de rodeio têm ganho espaço. Para o sociólogo Fábio Baldaia, que é especialista em festa, estas mudanças revelam transformações culturais mais amplas.

Qual é a lógica da festa? Que era uma festa do mundo rural ou do interior, ela passa a ser outra coisa: um espetáculo, um festival. Então, me parece que a mudança da… da maneira como as pessoas se vestem atende ou reflete, ou dialoga, ou se transforma a partir dessas influências que são… são muito presentes hoje em dia.

 Durante muito tempo, as roupas juninas ajudaram a construir uma identidade visual facilmente reconhecível. As cores fortes, o xadrez e as estampas de chita dialogavam com a decoração dos arraiás e com o universo cultural do interior do Nordeste. Mas, segundo Fábio Baldaia, a discussão vai além da moda.

Se a gente pega já o século XXI, a gente tem nova reconfiguração, que é quando o Brasil do interior, mas especialmente o interior de São Paulo e Centro-Oeste, eles ganham um protagonismo que nunca tinham… tinham tido, né? É um protagonismo econômico. O sertanejo, ele ganha uma projeção econômica e, de fato, eles têm uma importância cada vez maior. Então, você tem uma… uma transformação econômica, uma transformação nas formas de se expressar. Então, as roupas e o… o próprio São João, que tinha sido modificado, ele não ia ficar parado, né?

Para o pesquisador, as festas populares estão em constante transformação. Influências da indústria cultural, das redes sociais e de outros modelos de entretenimento acabam chegando ao São João. A questão, segundo ele, é entender as relações entre essas transformações e as tradições que marcam a festa.

Fazer com que a festa também tenha essa… essa visão de que mais gente participe também, né? As comunidades tradicionais, quem já estava antes, os mais velhos, os grupos… grupos chamados folclóricos, de cultura popular, para que se possa construir um tipo de festa que incorpore tudo. A gente não precisa descartar para produzir o novo. Dá para fazer com tudo junto.

 


Fonte: EBC Cultura

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Festival ressalta artes cênicas negras e afro-indígenas em São Luís

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A capital do Maranhão será palco de encontros, espetáculos, performances, oficinas e experiências que celebram a potência das artes cênicas negras e afro-indígenas. São Luís recebe, a partir desta terça-feira(13) até o próximo sábado, o 1ª Festival de Artes Cênicas Pretas do Maranhão.

Além de artistas maranhenses, a programação – totalmente gratuita – é composta por artistas da Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, que trazem para o palco diferentes linguagens.

A programação se concentra nos teatros Arthur Azevedo, Luiz Pazzini e o Teatro do Sesc – Napoleão Ewerton, além do Centro Cultural Vale Maranhão.

Durante os cinco dias de evento, os artistas usarão dança, teatro, performances e cenas curtas para levar ao público temas como ancestralidade, literatura negra, cultura popular e experiências sociais e culturais vivenciadas pela população preta. 

A abertura acontece às 19h, no Teatro do Sesc Napoleão Ewerton, com a encenação do espetáculo Língua de Boi, da Cia Maranhense. Inspirado no grande mito da cultura maranhense, o grupo ressignifica o renascimento do boi e entrelaça os cinco estágios do luto aos cinco sotaques do Bumba Meu Boi para falar de dignidade, memória e resistência ancestral.

Outros destaques do Festival são os espetáculos A Flor do Mulungu, também do Maranhão; Cuidado com Nós e Parto Pavilhão, ambos de São Paulo; e Histórias da Terra, do grupo paranaense Baquetá.

Em paralelo, também estão previstas oficinas e apresentações em escolas públicas, acompanhadas de ações bate papo com os alunos. 

A programação completa está disponível no perfil do evento no Instagram. 




Fonte: EBC Cultura

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