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Comdipi confere registro ao Lar Bem Viver e à AACAPIS

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Cuidado com o idoso. Depois de um processo de análise de documentos e uma série de visitas, o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (Comdipi) conferiu o registro de duas instituições sociais que atuam no acolhimento institucional de idosos: o Lar Bem Viver, gerido pela Secretaria Municipal de Assistência Social e mantido pela Prefeitura de Sorriso; e a Associação dos Amigos da Criança, do Adolescente e da Pessoa Idosa de Sorriso (AACAPIS).

O registro no Conselho atesta que as instituições cumprem, rigorosamente, todos os critérios necessários à proteção social e ao cuidado socioassistencial com as pessoas idosas acolhidas. “A concessão do registro é uma forma de regularizar as instituições que prestam este serviço, e, ao mesmo tempo, permitem que estas instituições possam buscar recursos em programas específicos”, detalha o presidente do Comdipi, Kleberson de Souza.

“É muito gratificante termos o reconhecimento do Comdipi para o trabalho realizado no Lar Bem Viver, e agora, com a possibilidade de aporte de recursos, pretendemos consolidar e ampliar ainda mais este trabalho”, destaca a secretária-adjunta de Assistência Social, Rejane Nicoletti.

O Lar Bem Viver atende, desde dezembro, idosos com moradia, acompanhamento multiprofissional, atividades de convivência, apoio emocional, cuidados de saúde, supervisão e proteção social. A unidade funciona, em um imóvel locado pela Prefeitura, na Rua Mário Spinelli, 2654, na região central, que foi devidamente adaptado para receber o grupo.

Representante da AACAPIS, Leane Horn Rodrigues, explica que a unidade funciona como um centro-dia, com a disponibilização de atividades de convivência das 7h às 17h, e o fornecimento de quatro refeições diárias. “Este registro é de grande importância por reconhecer oficialmente a entidade como integrante da rede de proteção e garantia dos direitos da pessoa idosa”, comenta, acrescentando que o credenciamento junto ao Comdipi demonstra que o serviço atua em conformidade com a legislação vigente, especialmente com o Estatuto da Pessoa Idosa, assegurando qualidade, transparência e responsabilidade no atendimento prestado.

A AACAPIS possui personalidade jurídica própria, constituindo-se como uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos. Sua sede está localizada na Rua Peixoto de Azevedo, n.º 1.400, no Bairro Village. “O trabalho da instituição é desenvolvido por meio da elaboração e submissão de projetos aos setores públicos e privados, da celebração de parcerias e da mobilização da sociedade, buscando ampliar continuamente os serviços ofertados, fortalecer a rede de proteção social e aumentar o número de pessoas atendidas com qualidade, dignidade e compromisso com a garantia de direitos”, complementa Leane.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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