Polícia
Ação integrada apreende 450 kg de cocaína e gera prejuízo de R$ 16 milhões às facções
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Uma ação integrada de combate ao tráfico de drogas, realizada nesta quinta-feira (14.5), no município de Luciara (a 1.166 km de Cuiabá), mobilizou forças de segurança de Mato Grosso, Amazonas e a Polícia Federal resultou na apreensão de 450 kg de cloridrato de cocaína e de uma aeronave, gerando um prejuízo estimado em R$ 16 milhões às facções criminosas.
A droga foi localizada em uma aeronave de pequeno porte. Na pista, em posição de decolagem, o avião foi cercado por equipes das polícias, impedido de levantar voo. Quatro suspeitos que estavam no local foram presos em flagrante.
Participaram da operação policiais de quatro forças estaduais: Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Polícia Civil e Polícia Militar.
Do estado do Amazonas, a ação contou com equipes da Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) e COE (Companhia de Operações Especiais).
A operação integra o Tolerância Zero às Facções Criminosas, do Governo do Estado, programa que intensifica o combate a todas as modalidades de crime e reforça a integração das forças policiais de Mato Grosso com a Polícia Federal e dos estados vizinhos.
A droga, os suspeitos presos e a aeronave foram encaminhadas à Superintendência da Polícia Federal, em Cuiabá, onde seguem com as investigações e outros procedimentos legais cabíveis.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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