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Polícia Militar prende dois faccionados em flagrante após homicídio em Cáceres
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Equipes do 6º Comando Regional e do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam um homem, de 43 anos, e apreenderam um adolescente, de 16 anos, suspeitos pelo homicídio que vitimou Guilherme Gustavo Gonçalves, de 25 anos, na madrugada desta segunda-feira (11.5), em Cáceres. Com a dupla, uma pistola e oito munições foram apreendidas.
Conforme o boletim de ocorrência, uma equipe policial realizava rondas pela cidade quando ouviu três tiros vindos da direção de um bar. Os policiais foram ao estabelecimento e, em meio a confusão de pessoas correndo no local, identificaram a vítima caída no chão com ferimentos de disparos de arma de fogo na testa.
Relatos de testemunhas indicaram para a PM as características do atirador, que estava no local usando um boné e agasalhos. Ainda no bar, os policiais encontraram uma pistola de calibre .380 carregada com oito munições abandonada na cena do crime.
O local foi isolado para a presença da Polícia Civil e da Perícia Técnica (Politec).
A vítima Guilherme foi socorrida ainda com vida por uma equipe do Corpo de Bombeiros e conduzida ao Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
No mesmo instante, equipes do setor de inteligência informaram que um homem, com as mesmas características do suspeito, teria entrado em uma residência que já estava em monitoramento por ser, supostamente, um esconderijo de membros de uma facção criminosa.
Os militares da Rotam, Força Tática e do 6º Batalhão foram até o endereço e receberam novas informações de que um segundo suspeito teria entrado na casa, após chegar ao imóvel em uma motocicleta.
Na chegada a casa, os policiais abordaram a dupla, sendo um homem e um adolescente. Questionados sobre o crime, o adulto negou participação, enquanto o menor de idade confirmou que teria como trabalho resgatar o atirador após a execução da vítima.
Ainda em depoimento, o menor afirmou que estava aguardando o executor cometer o homicídio mas que, ao notar a presença da PM, fugiu com a motocicleta e foi em direção ao imóvel que seria a casa de apoio da facção. Os dois suspeitos foram detidos.
De volta ao local do crime, a fotografia do suspeito de 43 anos foi apresentada aos seguranças do local, que confirmaram a presença do homem antes do crime.
Diante dos fatos, os suspeitos foram conduzidos para a delegacia de Cáceres para registro da ocorrência e demais providências.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Júri condena mercenários a mais de 71 anos de prisão
Os réus Claudiomar Garcia de Carvalho e Jefferson Fátimo da Silva, apontados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como integrantes de um grupo de extermínio que atuava mediante ações de mercenários na região metropolitana de Cuiabá, foram condenados, na última quinta-feira (8), pelo Tribunal do Júri a penas que somam 71 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado.
Claudiomar Garcia de Carvalho recebeu pena de 38 anos e 6 meses de prisão, enquanto Jefferson Fátimo da Silva foi condenado a 33 anos e 3 meses. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins.
Os dois réus foram condenados pela participação no homicídio qualificado de Fábio José Brandão da Silva e por duas tentativas de homicídio qualificadas contra Edivaldo Henrique Pereira Mendes e Wanderson Diego Pereira Laranja.
Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além da causa de aumento de pena decorrente da atuação em grupo de extermínio.
Conforme a denúncia do MPMT, os crimes ocorreram na madrugada de 8 de outubro de 2015, em frente ao ponto “Moto Táxi Cohab Cristo Rei”, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. As vítimas estavam reunidas quando foram surpreendidas por disparos efetuados a partir de uma ação planejada por integrantes da organização criminosa.
Fábio José Brandão da Silva morreu no local. Já Edivaldo Henrique Pereira Mendes foi atingido por um disparo nas costas e sobreviveu após atendimento médico, enquanto Wanderson Diego Pereira Laranja conseguiu fugir sem ser baleado.
De acordo com as investigações, Jefferson Fátimo da Silva forneceu o veículo utilizado pelos executores para chegar ao local do crime, enquanto Claudiomar Garcia de Carvalho foi responsável por disponibilizar a pistola utilizada nos homicídios.
O Ministério Público demonstrou que ambos integravam uma estrutura criminosa voltada à execução de pessoas consideradas, pelos próprios integrantes do grupo, como envolvidas com atividades ilícitas. A organização agia à margem da lei, promovendo uma espécie de “tribunal do crime” e executando suas vítimas em ações características de grupo de extermínio.
Segundo a denúncia, os crimes tiveram como motivação um suposto sentimento de vingança e o propósito de realizar uma “limpeza social”, circunstância reconhecida pelos jurados ao acolherem a qualificadora de motivo torpe. Também ficou comprovado que o ataque foi realizado de forma repentina, dificultando qualquer possibilidade de defesa das vítimas.
A sentença foi proferida pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, Marcos Faleiros da Silva, em conformidade com o veredicto do Conselho de Sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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