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Flamengo e Vasco empatam em jogo eletrizante com gol nos acréscimos

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Flamengo e Vasco protagonizaram um clássico intenso e cheio de reviravoltas, encerrado com empate em 2 a 2 na tarde deste domingo (03.05), pela 14ª rodada do Brasileirão. A partida teve emoção do início ao fim, com alternância de domínio, golaços e um desfecho dramático nos acréscimos.

O jogo

O Flamengo abriu o placar ainda no primeiro tempo. Aos 7 minutos, após uma jogada confusa dentro da área, Pedro dominou e finalizou firme, colocando os rubro-negros em vantagem. A equipe seguiu controlando o jogo, enquanto o Vasco buscava respostas com Brenner, Johan Rojas e Gonzalo Plata, que exigiram boas defesas de Agustín Rossi. O goleiro Léo Jardim também trabalhou bem, mantendo o Cruzmaltino vivo na partida. O primeiro tempo terminou com o Flamengo vencendo por 1 a 0.

Na etapa final, o rubro-negro voltou com intensidade. Aos 13 minutos, o VAR chamou o árbitro para revisar um possível pênalti de Paulo Henrique sobre Pedro. A penalidade foi confirmada, e Jorginho cobrou com categoria, ampliando para 2 a 0.

A vantagem fez o Flamengo recuar, e o Vasco passou a pressionar. As alterações do técnico deram novo fôlego ao time. Aos 38 minutos, em cobrança de escanteio, Nuno Moreira colocou a bola na cabeça de Robert Renan, que desviou para diminuir o placar. Empurrado pelo gol, o Vasco se lançou completamente ao ataque e encontrou o empate já nos acréscimos. Aos 52, Carlos Cuesta cruzou da direita e encontrou Hugo Moura, que tocou de cabeça para o fundo da rede, decretando o 2 a 2 final.

O clássico somou 15 finalizações do Vasco contra 11 do Flamengo, além de cartões, disputa intensa no meio-campo e boas intervenções dos goleiros. O resultado reflete a entrega das duas equipes em um confronto equilibrado, que poderia ter terminado com vitória para qualquer lado.

Próximos jogos 

Flamengo

Independiente Medellín (4ª rodada da fase de grupos da Libertadores)

Data e horário: 07/05 (quinta-feira), às 21h30 (de Brasília)

Local: Estádio Atanasio Girardot, em Medellín (COL)

 Vasco

Audax Italiano (4ª rodada da fase de grupos da Sul-Americana)

Data e horário: 06/05 (quarta-feira), às 19 horas (de Brasília)

Local: Estádio Municipal de La Florida, em La Florida (CHI)

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 2 X 2 VASCO
Competição Campeonato Brasileiro (14ª rodada)
Local Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data 03 de maio de 2026 (domingo)
Horário 16h (de Brasília)
Cartões Amarelos Flamengo: Léo Pereira, Plata, Alex Sandro; Vasco: Paulo Henrique, Barros, Carlos Cuesta
Arbitragem Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO); Assistentes: Bruno Boschilia (PR), Leone Carvalho Rocha (GO); VAR: Daniel Nobre Bins (RS)
Gols Pedro 7′ 1ºT (Flamengo); Jorginho 14′ 2ºT (Flamengo); Robert Renan 38′ 2ºT (Vasco); Hugo Moura 51′ 2ºT (Vasco)
Flamengo Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Evertton Araújo e Jorginho (Saúl); Luiz Araújo (De La Cruz), Plata, Samuel Lino (Bruno Henrique) e Pedro (Wallace Yan)
Vasco Léo Jardim; Paulo Henrique (Andrés Gómez), Cuesta, Robert Renan e Lucas Piton; Barros, Thiago Mendes, Johan Rojas (Nuno Moreira) e Puma Rodríguez; Brenner (Spinelli) e David (Adson)

Fonte: Esportes

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.

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