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Santos empata com San Lorenzo na Argentina e segue sem vencer na Sul-Americana

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O Santos voltou a tropeçar na Copa Sul-Americana e complicou ainda mais sua situação no torneio. Na noite desta terça-feira (28.04), o time brasileiro ficou no 1 a 1 com o San Lorenzo, no Estádio El Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, pela terceira rodada da fase de grupos. Cuello abriu o placar para os argentinos, enquanto Gabigol marcou o gol que garantiu o empate santista.

Cenário do grupo

O resultado manteve o Peixe na lanterna do Grupo D, agora com apenas dois pontos em três rodadas — dois empates e uma derrota. O jejum de vitórias na temporada chega a cinco partidas. Já o San Lorenzo assumiu a liderança provisória, com cinco pontos, aguardando o duelo entre Deportivo Cuenca e Recoleta.

Primeiro tempo 

O Santos começou pressionando e quase abriu o placar logo aos cinco minutos, quando Rollheiser recuperou a bola e tentou acionar Gabigol, mas o goleiro argentino saiu rápido e evitou o lance. O San Lorenzo respondeu nas bolas paradas, até que aos 12 minutos Brazão operou a primeira de duas grandes defesas para impedir gols de Cuello e Auzmendi.

Mesmo com as chances criadas, o Peixe sofreu aos 26 minutos. Arão perdeu a bola no meio, Gulli recuperou e encontrou Cuello, que bateu de longe e acertou o canto, aproveitando o adiantamento de Brazão: 1 a 0 para o San Lorenzo.

A reação santista veio cinco minutos depois. Rollheiser acionou Neymar na esquerda, que invadiu a área e devolveu para o argentino ajeitar para Gabigol. O camisa 99 soltou uma bomba, a bola tocou na trave e entrou: 1 a 1.

Antes do intervalo, Neymar ainda teve ótima chance após tabela com Gabigol, mas finalizou para fora.

Segundo tempo

O Santos teve mais controle da bola no segundo tempo, mas encontrou dificuldades para transformar a superioridade em chances claras.

Rollheiser e Bontempo tabelaram e quase marcaram, Gabigol e Neymar também criaram boa jogada, mas faltou precisão no toque final. Oliva e Barreal arriscaram de média distância, mas o goleiro Gill defendeu.

O San Lorenzo quase marcou aos 31 minutos, quando Fabrício López cruzou rasteiro e a bola atravessou a pequena área sem ninguém completar.

Nos acréscimos, o time argentino ainda teve falta perigosa, mas Herazo parou na barreira santista.

Próximos compromissos

San Lorenzo

  • Adversário: Independiente
  • Competição: Campeonato Argentino – Apertura (9ª rodada)
  • Data: 2 de maio de 2026 (sábado)
  • Horário: 21h (de Brasília)
  • Local: Estádio El Nuevo Gasómetro, Buenos Aires

Santos

  • Adversário: Palmeiras
  • Competição: Campeonato Brasileiro (14ª rodada)
  • Data: 2 de maio de 2026 (sábado)
  • Horário: 18h30 (de Brasília)
  • Local: Allianz Parque, São Paulo
FICHA TÉCNICA
SAN LORENZO 1 x 1 SANTOS
Competição Copa Sul-Americana (3ª rodada)
Local Estádio El Nuevo Gasómetro, Buenos Aires (ARG)
Data 28 de abril de 2026
Horário 19h (de Brasília)
Cartões Amarelos Luan Peres, Escobar, Lucas Veríssimo (Santos)
Cartões Vermelhos Nenhum
Arbitragem Árbitro: Jhon Ospina (COL); Assistentes: David Fuentes (COL), Miguel Roldan (COL); VAR: David Rodriguez (COL)
Gols Cuello, 26′ do 1°T (San Lorenzo); Gabigol, 32′ do 1°T (Santos)
San Lorenzo Orlando Gill; Herrera, Romaña, Montenegro; Tripichio, Gulli (Fabricio Lopez), Insaurralde, De Ritis; Cuello (Gregorio), Auzmendi (Herazo), Reali (Barrios). Técnico: Gustavo Alvarez
Santos Gabriel Brazão; Mayke (Igor Vinícius), Lucas Veríssimo, Luan Peres, Escobar; Willian Arão (João Schmidt), Christian Oliva, Gabriel Bontempo (Bontempo), Rollheiser (Barreal); Neymar, Gabigol (Mateus Xavier). Técnico: Cuca

Fonte: Esportes

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.

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