Cultura
ONG lança cartilha digital de combate ao racismo religioso no Brasil
Cultura
Abril é o mês da conscientização e combate ao racismo religioso no Brasil. Para lembrar a data a Ong Criola lança a 2ª edição gratuita digital da cartilha “Terreiros em Luta: Caminhos para o Enfrentamento ao Racismo Religioso”. 

A Criola defende e promove os direitos de mulheres negras e produziu a cartilha com vários atores, entre eles o Terreiro baiano Ilê Axé Omi Ogun Siwajú, da cidade de São Félix, o Terreiro Ilê Axé Omiojuarô, de Niterói e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro.
A cartilha, que pode ser baixada no site criola.org.br, traz uma série de órgãos, legislações, redes de proteção, equipamentos e caminhos de denúncia para vítimas de discriminação religiosa, inclusive o passo a passo de como se documentar em relação a ocorrência.
A expectativa é que a publicação seja mais uma ferramenta de apoio de combate ao racismo religioso no país, fortalecendo não só os Terreiros – um dos principais alvos de crimes envolvendo intolerância religiosa no Brasil – mas também outras ONGs, movimentos de outras denominações sacras de matriz africana e demais organizações religiosas.
Os casos de racismo religioso crescem mais a cada ano. Em 2024, somente pelo Disque 100 foram registradas mais de 2.470 denúncias de intolerância religiosa no país, representando um aumento de 66% em relação ao ano anterior, com quase mil denúncias a mais; as mulheres negras e a população LGBTQIAPN+ são as principais vítimas.
Cultura
Festival ressalta artes cênicas negras e afro-indígenas em São Luís
A capital do Maranhão será palco de encontros, espetáculos, performances, oficinas e experiências que celebram a potência das artes cênicas negras e afro-indígenas. São Luís recebe, a partir desta terça-feira(13) até o próximo sábado, o 1ª Festival de Artes Cênicas Pretas do Maranhão.

Além de artistas maranhenses, a programação – totalmente gratuita – é composta por artistas da Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, que trazem para o palco diferentes linguagens.
A programação se concentra nos teatros Arthur Azevedo, Luiz Pazzini e o Teatro do Sesc – Napoleão Ewerton, além do Centro Cultural Vale Maranhão.
Durante os cinco dias de evento, os artistas usarão dança, teatro, performances e cenas curtas para levar ao público temas como ancestralidade, literatura negra, cultura popular e experiências sociais e culturais vivenciadas pela população preta.
A abertura acontece às 19h, no Teatro do Sesc Napoleão Ewerton, com a encenação do espetáculo Língua de Boi, da Cia Maranhense. Inspirado no grande mito da cultura maranhense, o grupo ressignifica o renascimento do boi e entrelaça os cinco estágios do luto aos cinco sotaques do Bumba Meu Boi para falar de dignidade, memória e resistência ancestral.
Outros destaques do Festival são os espetáculos A Flor do Mulungu, também do Maranhão; Cuidado com Nós e Parto Pavilhão, ambos de São Paulo; e Histórias da Terra, do grupo paranaense Baquetá.
Em paralelo, também estão previstas oficinas e apresentações em escolas públicas, acompanhadas de ações bate papo com os alunos.
A programação completa está disponível no perfil do evento no Instagram.
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