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Palmeiras goleia o Jacuipense e encaminha vaga às oitavas da Copa do Brasil

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O Palmeiras deu um passo importante rumo às oitavas de final da Copa do Brasil ao derrotar o Jacuipense-BA por 3 a 0 na noite desta quinta-feira, no Allianz Parque, pelo jogo de ida da quinta fase da competição. Ramón Sosa marcou duas vezes, ambos em cobranças de pênalti, e Felipe Anderson completou o placar em uma atuação segura da equipe paulista.

O time comandado por Abel Ferreira controlou o jogo desde os primeiros minutos e ficou ainda mais confortável após a expulsão de JP Talisca, aos 36 da etapa inicial. Sosa foi o grande destaque da noite: além dos dois gols, participou de várias jogadas ofensivas e teve outros dois lances anulados pela arbitragem.

Confronto encaminhado

Com a vantagem expressiva, o Palmeiras chega ao jogo de volta precisando apenas de um empate para avançar. A partida está marcada para o dia 13 de maio, às 21h30, no Estádio do Café, em Londrina. O Jacuipense precisará vencer por três gols de diferença para reverter o confronto.

O jogo

O Palmeiras abriu o placar logo aos nove minutos. Em troca rápida de passes pela esquerda, Sosa recebeu dentro da área, foi derrubado e o árbitro assinalou pênalti. O camisa 11 bateu firme no canto direito e colocou o Verdão em vantagem.

A equipe baiana tentou responder, mas o time paulista seguiu ditando o ritmo. Antes dos 20 minutos, o Palmeiras perdeu Vitor Roque, que deixou o campo com dores após dividida forte. O Verdão chegou a ampliar aos 32 minutos, com Sosa finalizando após lançamento de Khellven, mas o lance foi anulado por toque no braço.

O momento decisivo da primeira etapa veio logo depois: JP Talisca foi expulso ao acertar Lucas Evangelista com entrada dura. Mesmo com um homem a mais, o Palmeiras só conseguiu aumentar nos acréscimos. Após bate-rebate na área, Felipe Anderson aproveitou sobra na entrada da área e contou com desvio para fazer o segundo gol.

No segundo tempo, o Verdão voltou pressionando e rapidamente construiu mais chances. Aos nove minutos, Arthur foi derrubado na área e o árbitro marcou mais um pênalti. Sosa converteu novamente, ampliando o placar e deixando o Palmeiras com larga vantagem.

O Jacuipense pouco conseguiu criar, enquanto o Palmeiras seguiu acumulando oportunidades com Sosa, Luighi e Flaco López. Marcelo, goleiro da equipe baiana, evitou um placar ainda maior ao fazer defesa importante em finalização de bicicleta de Flaco nos acréscimos.

Próximos compromissos

Palmeiras
Jogo: Red Bull Bragantino x Palmeiras
Competição: Campeonato Brasileiro (13ª rodada)
Data e horário: 26 de abril de 2026, às 18h30
Local: Estádio Municipal Cícero de Souza Marques, Bragança Paulista (SP)

Jacuipense-BA
Jogo: Jacuipense x Atlético-BA
Competição: Série D do Campeonato Brasileiro (4ª rodada)
Data e horário: 26 de abril de 2026, às 16h
Local: Estádio Eliel Martins, Riachão do Jacuípe (BA)

FICHA TÉCNICA
Palmeiras 3 x 0 Jacuipense-BA
Competição Copa do Brasil (5ª fase – jogo de ida)
Local Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data 23 de abril de 2026 (quinta-feira)
Horário 19h30 (de Brasília)
Cartões Amarelos Lucas Evangelista (Palmeiras); David Santana, Vicente Reis, Railon (Jacuipense)
Cartões Vermelhos JP Talisca (Jacuipense)
Arbitragem Árbitro: Marcelo de Lima Henrique; Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira e Renan Aguiar da Costa; VAR: Philip Georg Bennett
Gols Ramón Sosa 9′ 1°T (Palmeiras); Felipe Anderson 53′ 1°T (Palmeiras); Ramón Sosa 9′ 2°T (Palmeiras)
Palmeiras Carlos Miguel; Khellven, Bruno Fuchs, Murilo e Arthur (Jefté); Marlon Freitas (Andreas Pereira), Lucas Evangelista, Mauricio (Jhon Arias) e Felipe Anderson; Sosa (Flaco López) e Vitor Roque (Luighi). Técnico: Abel Ferreira
Jacuipense-BA Marcelo; JP Talisca, Railon e Weverton (Jhones); David Santana, Thiago (Gustavo Pereira), Vinícius Amaral e Vicente Reis (Geferson); Thiaguinho Martins (Gabriel Pereira), Thiaguinho e Pedro Henrique (João Pedro). Técnico: Rodrigo Ribeiro

Fonte: Esportes

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.

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