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Polícia Civil prende investigados por violência doméstica em Rondonópolis
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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nessa segunda e terça-feira (20 e 21.4), dois homens, um de 55 anos e outro de 35 anos, investigados por violência doméstica em Rondonópolis.
A ocorrência da segunda-feira (20) teve início após a vítima, de 33 anos, comparecer à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Rondonópolis e relatar que havia sido agredida pelo ex-companheiro.
O casal havia terminado o relacionamento em janeiro, após uma discussão em que o suspeito ameaçou a vítima com uma faca na frente dos filhos. Ela saiu de casa com as crianças e pediu medidas protetivas.
Posteriormente, as medidas foram revogadas e, nessa segunda-feira, o investigado foi até a casa da vítima visitar o filho dos dois. Pouco depois, ele entrou em contato com a ex-companheira pedindo que ela retornasse à residência. Quando ela chegou, passou a ser agredida.
Segundo relato da vítima, a violência foi motivada por ciúmes. Ela foi agredida na região da cabeça, chegando a ficar com um ferimento no supercílio, e teve seu aparelho celular danificado ao ser arremessado no chão.
Ainda conforme relato, o agressor proferiu ameaças graves, afirmando que atentaria contra a vida da vítima caso houvesse novo pedido de medida protetiva. Após as agressões, o suspeito trancou a residência, levando a chave consigo, sendo necessário que um vizinho quebrasse o cadeado para prestar socorro à vítima.
Diante do relato, a equipe da DEDM de Rondonópolis iniciou diligências para localizar o investigado, que foi encontrado ainda no mesmo dia, trabalhando em uma empresa da cidade. O suspeito foi conduzido à delegacia e apresentado à autoridade policial para as providências cabíveis.
“A rápida resposta da Polícia Civil demonstra o comprometimento da instituição no enfrentamento à violência doméstica, garantindo proteção à vítima e a responsabilização do agressor com celeridade e eficiência”, destacou o delegado titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Rondonópolis, Vinicius Prezoto.
Outro caso
Na terça-feira (21), a vítima, de 37 anos, compareceu à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Rondonópolis relatando que seu companheiro, de 35 anos, estava consumindo bebida alcoólica em casa, no bairro Jardim Marialva, quando, em determinado momento, passou a insistir para que ela fosse dormir.
Diante da recusa, o suspeito utilizou uma mangueira para agredi-la, causando lesões em seu braço e região dos seios. Após as agressões, ao ser informado de que a vítima acionaria a polícia, o suspeito fugiu do local.
A vítima foi acolhida pela equipe do Núcleo Especializado, onde foram adotadas as medidas cabíveis, incluindo o pedido de medidas protetivas de urgência, devidamente encaminhado ao Poder Judiciário. Em seguida, visando garantir a integridade da vítima, os policiais civis realizaram o acompanhamento até sua residência.
No local, durante verificação para certificar a segurança da vítima, os investigadores localizaram o suspeito nos fundos do imóvel, consumindo bebida alcoólica. Ao perceber a presença policial, ele tentou fugir, sendo rapidamente contido pela equipe no corredor lateral da residência. O suspeito foi preso em flagrante e conduzido à unidade policial, onde foi apresentado à autoridade policial para as providências legais cabíveis.
“A Polícia Civil destaca a importância da denúncia em casos de violência doméstica, bem como da solicitação de medidas protetivas, que são fundamentais para interromper o ciclo de violência e resguardar a integridade das vítimas. Casos dessa natureza podem ser denunciados por meio dos canais oficiais, como o telefone 197 da Polícia Civil e o 181 (Disque-Denúncia), garantindo sigilo e segurança ao denunciante”, destacou o delegado Fabricio Garcia Henriques.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Júri condena mercenários a mais de 71 anos de prisão
Os réus Claudiomar Garcia de Carvalho e Jefferson Fátimo da Silva, apontados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como integrantes de um grupo de extermínio que atuava mediante ações de mercenários na região metropolitana de Cuiabá, foram condenados, na última quinta-feira (8), pelo Tribunal do Júri a penas que somam 71 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado.
Claudiomar Garcia de Carvalho recebeu pena de 38 anos e 6 meses de prisão, enquanto Jefferson Fátimo da Silva foi condenado a 33 anos e 3 meses. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins.
Os dois réus foram condenados pela participação no homicídio qualificado de Fábio José Brandão da Silva e por duas tentativas de homicídio qualificadas contra Edivaldo Henrique Pereira Mendes e Wanderson Diego Pereira Laranja.
Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além da causa de aumento de pena decorrente da atuação em grupo de extermínio.
Conforme a denúncia do MPMT, os crimes ocorreram na madrugada de 8 de outubro de 2015, em frente ao ponto “Moto Táxi Cohab Cristo Rei”, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. As vítimas estavam reunidas quando foram surpreendidas por disparos efetuados a partir de uma ação planejada por integrantes da organização criminosa.
Fábio José Brandão da Silva morreu no local. Já Edivaldo Henrique Pereira Mendes foi atingido por um disparo nas costas e sobreviveu após atendimento médico, enquanto Wanderson Diego Pereira Laranja conseguiu fugir sem ser baleado.
De acordo com as investigações, Jefferson Fátimo da Silva forneceu o veículo utilizado pelos executores para chegar ao local do crime, enquanto Claudiomar Garcia de Carvalho foi responsável por disponibilizar a pistola utilizada nos homicídios.
O Ministério Público demonstrou que ambos integravam uma estrutura criminosa voltada à execução de pessoas consideradas, pelos próprios integrantes do grupo, como envolvidas com atividades ilícitas. A organização agia à margem da lei, promovendo uma espécie de “tribunal do crime” e executando suas vítimas em ações características de grupo de extermínio.
Segundo a denúncia, os crimes tiveram como motivação um suposto sentimento de vingança e o propósito de realizar uma “limpeza social”, circunstância reconhecida pelos jurados ao acolherem a qualificadora de motivo torpe. Também ficou comprovado que o ataque foi realizado de forma repentina, dificultando qualquer possibilidade de defesa das vítimas.
A sentença foi proferida pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, Marcos Faleiros da Silva, em conformidade com o veredicto do Conselho de Sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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