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“Tina, a ema que queria voar” será lançado nesta sexta-feira, dia 17

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Uma ema que quer voar! Cortar o ar com suas grandes asas e deixar um rastro no céu em meio às araras. Mas isso seria possível? É o que você vai descobrir ao ler “Tina, a ema que queria voar” escrito por três pares de mãos com criação da jornalista Claudia Lazarotto e os filhos Vicente Lazarotto Santos, 07 anos, e Lino Joaquim Lazarotto Santos, 11 anos de idade. O livro, que traz o sonho de Tina e também um pouco de sua rebeldia diante do mundo, será lançado no dia 17 de abril, às 19h30, na Praça da Juventude.

“Tina é uma narrativa simples e sob à ótica infantil em que a personagem principal, uma ema, desafia seus próprios limites ao mesmo tempo em que descobre que apesar de ser uma ave e ter asas cada ser é único e com particularidades próprias”, explica a autora.

Esse é o segundo livro escrito pelo trio. O primeiro, “As aventuras de Abelita: o mundo pelos olhos de uma abelha e dois meninos””, foi publicado em outubro de 2025 e retrata uma série de aventuras vividas pelas crianças em conjunto com a personagem principal, a abelha Abelita.

Claudia pontua que a contação diária de histórias iniciou quando descobriu a gravidez de Lino. “A partir daquele momento inventei uma personagem para começar a contar histórias para ele, ainda na gestação, cada noite era uma situação diferente”, conta. Conforme o filho cresceu, passou a interferir no destino dos personagens, criando novas narrativas. Com o nascimento do irmão, naturalmente ele o incorporou.

“Pelo incentivo de ouvir e contar histórias, desde pequenos ambos criam seus próprios livros em folhas de ofício, cadernos usados. O Lino escreve, o Vicente faz as ilustrações”, detalha a mãe. “Eu gosto de ler. Você pode entrar em qualquer mundo lendo, o livro te transporta”, frisa Lino. “E dá pra ler vendo as imagens também, eu preciso das histórias da minha mãe pra pegar no sono”, confidencia, bem baixinho, Vicente.

A mãe relata que, por ela mesma gostar de ler e escrever, achou que devia incentivar os meninos nessa aventura. “Ano passado quando vi o edital do Promic aberto inscrevi a história do Lino, nesse ano, o Vicente soma suas ideias à empreitada”, diz.

Claudia acrescenta que espera que a iniciativa sirva de inspiração para outras crianças se aventurarem no mundo da escrita. “O livro é uma forma da criança sair das telas e ir para o mundo da imaginação sob um outro roteiro, no tempo dela, de uma forma mais calma”, acrescenta.

Vale lembrar que “Tina, a ema que queria voar” é um dos vários projetos de literatura aprovado no Edital de Seleção de Projetos Culturais n.º 003/2025/Secretaria de Cultura/Promic.

Serviço:

O que: lançamento da obra infantil Tina, a ema que queria voar

Quando: 17 de abril de 2026

Local: Praça da Juventude

Horário: 19h30

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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